Signos Astrológicos e Chakras

A Astrologia e a ciência dos chakras têm algo essencial em comum: ambas lidam com vibrações, com o estudo de diferentes intensidades e ritmos dessas “palpitações sutis” em nossas dinâmicas internas. São vibrações não visíveis ao olho comum, mas que nem por isso deixam de se inter-relacionar e influir em tudo o que podemos perceber a “olhos nus”. 

Estudar o comportamento dos signos astrológicos possibilita entender muito sobre o funcionamento e função dos chakras e observar os chakras possibilita decifrar alguns dos mistérios – aparentemente indecifráveis – dos signos. 

Pessoas diferentes entendem a relação entre chakras e signos com lógicas e mapeamentos diferentes, a mais comum é a que relaciona saturno ao primeiro chakra, júpiter ao segundo, marte ao terceiro, vênus ao quarto, mercúrio ao quinto, sol ao sexto e lua ao sétimo, dessa maneira, defendendo que quanto mais lento o planeta, ele estaria relacionado a um chakra mais “baixo” e quanto mais rápido, a um chakra mais alto. Respeito essa leitura, foi a primeira que me deram mas, nos últimos 25 anos dirigi grupos de trabalho com chakras, onde sempre levantei os mapas astrológicos de todos os envolvidos e os acompanhei no dia-a-dia tentando perceber o que acontecia em seus mapas astrológicos e com sua evolução na sensibilização e vitalização dos chakras. 

Cheguei de início a uma relação diferente e desde então venho reiteradamente observando o quanto as resposta é mais efetiva na prática, na vida de quem trabalha seus chakras. Foram cerca de mil e seiscentos participantes nesses grupos e acredito que já seja hora de compartilhar as conclusões, entendendo que devam ser experimentadas por quem busca desenvolver e harmonizar seus chakras, para que cada um tire suas conclusões a partir da própria experiência, mais do que a partir de uma teoria. 

Nop sistema que adoto, os seis primeiros chakras refletem todas as dualidades que carregamos em nós e com as quais nos defrontamos diariamente. Esses seis primeiros chakras estão ligados, cada um, a dois signos complementares. Esses signos complementares refletem as duas polaridades básicas do chakra. 

O primeiro chakra por exemplo, o muladhara, mula em sânscrito significa “raiz” e adhara significa “base”. Ele está relacionado aos signos de Capricórnio e Câncer. Câncer está ligado às nossas raízes emocionais e Capricórnio ao estabelecimento de fundamentos concretos para aquilo que pretendemos realizar. Como das raízes da árvore depende a sua solidez e segurança, ambos os signos e o chakra estão sempre voltados para esse tema e o medo da sobreviência se torna o principal medo ligado ao muladhara. Um primeiro chakra bem desenvolvido dá à pessoa condições para que assuma responsabilidade sobre o próprio destino; quando inibido, esse chakra leva a pessoa a se fechar em seu casulo e tornar-se arisca a contatos diretos que exponham seu emocional. O primeiro chakra atrofiado torna a pessoa uma fácil vítima da culpa e do medo, levando-a a apequenar e reduzir seus objetivos e alcances. Quando a energia desse chakra flui sem empecilhos a pessoa é capaz de coordenar sonhos com realizações da maneira mais positiva possível. 

O segundo chakra está sintonizado aos signos de Virgem e Peixes. Seu nome, swadisthana, significa “a sua morada”. No Oriente se diz que nessa região do seu corpo mora o seu buda interno. Assim como o signo de Virgem, esse chakra rege os intestinos, órgão que filtra o que nos serve e devolve ao Universo o que não nos é apropriado. Assim, o swadisthana quando ativado e harmonizado, proporciona uma infinita capacidade de discernimento. Discernimento é a qualidade essencial de um buda. Virgem e Peixes são dois signos perfeccionistas e é dito que aí mora nosso buda interno pelo constante compromisso com a constante auto-elaboração e auto-aperfeiçoamento que o chakra quando acordado estimula. 

O terceiro chakra chama-se Manipura, que significa “jóia brilhante” e está ligado aos signos de Áries e Libra, dois signos impulsivos, capazes de se atirar na realidade como a mariposa quando se sente atraída pela luz. Se o primeiro chakra era a raiz de nossa árvore, o segundo é o momento em que essa raiz se divide em duas e o terceiro, o momento em que a planta sai buscando seu lugar ao Sol. Dessa maneira, é um chakra ligado à auto afirmação (Áries) ou à afirmação de nossos projetos coletivos (Libra). É o chakra do guerreiro (Áries) e do general (Libra) e sempre fonte de estímulo para irmos à frente, estímulo que pode ser canalizado para propósitos pessoais (Áries) ou coletivos (Libra). 

O quarto chakra está ligado a Leão e Aquário, é o chakra do coração, sempre vivo em nossas relações amorosas (Leão) e de amizade (Aquário). Nesse chakra temos que decidir quanto à questão básica do Leonino, se viveremos em função de nosso orgulho ou de nossa auto-estima. O coração tem também outra dimensão, a da coragem. A palavra “coragem” vem de “core”, âmago, a mesma raiz de coração. É aí que mora a coragem do revolucionário ou do rebelde (dimensões aquarianas). É esse chakra desenvolvido que nos dá uma visão otimista e positiva da vida (Leão) mas também com visão humanista e noção de como relacionar-se com o outro preservando a própria liberdade e independência (Aquário). 

O quinto chakra está ligado aos signos Touro e Escorpião. Localizado na garganta, pode se dizer que o Escorpião é a polaridade mais presente na nuca, fonte de uma inacabável criatividade, enquanto Touro está relacionado à parte da frente do chakra, ligada ao senso estético, mas também à vaidade. Quem vive na superfície desse chakra, tende a se preocupar com a forma e gerenciar sua vida de maneira conservadora e apegada. Quem se torna consciente das camadas mais profundas do chakra, passa a ter uma capacidade infindável de avaliação da realidade e de desprendimento. Quem vive na superfície desse chakra tende a se tornar obediente e um bom executor. Quem vive na profundidade, costuma questionar a legitimidade da autoridade de quem tenta regê-lo ou se aproveitar dele. Quem vive na parte anterior do chakra, tem grande capacidade de dedicação por aqueles e por tudo o que gosta, mas costuma empacar quando não gosta de alguém ou de algo. Quem vive na parte mais essencial e posterior do chakra, mostra sempre enorme capacidade de superação e uma intensidade de compromisso com o que faz, que torna o aparentemente impossível em possível. 

O sexto chakra está ligado aos signos de Sagitário e Gêmeos. Mais popular no Ocidente como chakra da “terceira visão” ele está ligado à intuição, à capacidade de lidar com os componente sutis do que nos está perto (Gêmeos) e distante (Sagitário). Quando desenvolvido e harmonizado esse chakra, ele nos deixa objetivos e com senso de direção (Sagitário) ao mesmo tempo em que nos torna capaz de traduzir o que a pessoa mais simples diz para a mais sofisticada e vice-versa (Gêmeos). Ele é chamado por muitos de chakra da fé (Sagitário) capaz de concretizar o suposto “inconcretizável”. No tantra se diz que esse chakra desenvolvido torna tudo possível para você, que basta que você queira as coisas e elas acontecem. Assim como acontece com pessoas que se relacionam bem com se Júpiter, planeta de Sagitário. Por outro lado é um chakra que pode se tornar ligeiramente perigoso para quem o desenvolve sem ter uma base emocional sólida, uma vez que ele nos dá uma incrível capacidade de manipular o que nos rodeia (Gêmeos). É o chakra onde chegamos à beira de transcender a mente (Gêmeos e Sagitário). 

Os seis primeiros chakras administram todas as nossa dualidades internas. Quando chegamos ao sétimo, experimentamos a dissolução de nossa noção de identidade e de todos os nossos valores, crenças, certezas, medos, desejos, e todas as outras criações da mente e do ego. Dessa maneira, esse chakra não se liga a nenhum planeta particular, uma vez que todos os planetas incorporam as qualidade de uma polaridade de algum eixo. O sétimo está ligado ao centro de nosso mapa astrológico, o lugar onde encontramos o constante equilíbrio e harmonia entre todas as nossas polaridades e facetas. Chegar à ele é experimentar a liberdade última possível a um ser humano, a liberdade de todas as ilusões e a felicidade que a lucidez em sua dimensão ampla é capaz de oferecer..

Pedro Tornaghi

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Participe do curso: .

MEDITAÇÃO ATRAVÉS DOS CHAKRAS E DA RESPIRAÇÃO

As Sete Dimensões da Consciência

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Vitalização e Harmonização dos Sete Chakras

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Início: 8 de maio de 2019

Local do curso Presencial: Terra Mater
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Horário: Quartas-feiras às 19:00h 
Mensalidade: R$ 340,00
Informações e inscrições: (21) 2508-8608
meditarsempre@gmail.com
ou por mensagem no site

Clique para conhecer o Programa:

Meditação Através dos Chakras e da Respiração

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“Chakras não são ideias abstratas, mas realidades vivas e pulsantes dentro de cada um.
Se não tivéssemos nos afastado tanto de nossas naturezas, os sentiríamos naturalmente.
Qualquer um porém é capaz de voltar a senti-los, de maneira espontânea, com a prática da meditação.”

programa completo:

https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=68

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Leia também:

As Rodas da Vida

https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=203

Psicologia dos Chakras

https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=1258 

Os Aliados da Transformação

https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=1345

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9 comentários em “Signos Astrológicos e Chakras

  1. Muito instigante !
    E quando acontece o curso?
    Bom domingo de sol!
    Abraço!

    Olá Elisabeth,

    O curso começa no dia 18 de maio e antes disso, no dia 15 o Pedro fará uma palestra intitulada “Psicologia dos Chakras”. Nesse link você encontra os dados da palestra e do curso: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=68
    Tomo a liberdade de compartilhar com você alguns outros artigos do Pedro sobre chakras, acreditando que poderão ser úteis a você nesses dias que antecedem o curso:
    “As Rodas da Vida”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=2039
    “Aliados da Transformação”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=1345
    “Psicologia dos Chakras”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=1258
    “Chakras e Ritmos Respiratórios”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=1319
    “Lar é Onde o Coração Está”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=294

    Atenciosamente e à disposição,

    Helena Fischer,
    Assistente do Pedro Tornaghi

  2. Que legal, você ampliou meu olhar e me fez pensar na perspectiva de todas as tradições, “o que está embaixo é igual ao que está em cima”, como escrito no Caballion (hermetismo) e percebido pelo Jung, como correspondência analógica, na imersão no plano psicológico, vivido como hierosgamus, ou connunction solis et lunis…Imagine que lendo a sincronicidade dele fiz uma invocação neste sentido e fiquei aprisionada nela durante muitos anos, com uma certa culpa disso, até descobrir que invocado ou não invocado, Ele está sempre no meio de nós… e então, caromio, dá-lhe sinastria… deve ser pra aprender direito a lição… arf… rsrsrsrs. Obrigada, beijo no coração.

  3. Olá !!!
    Achei muito interessante essa matéria. Com fazer para ativar os chakras ?
    Grata

    Olá Marieta,

    O melhor no início provavelmente será você procurar contato direto com quem trabalha com eles perto de onde você mora.

    Para saber mais sobre os chakras, indico os livros “The Serpent Power” de Arthur Avalon, “Kundalini Tantra” de Satyananda Saraswati, ou nem tão bom mas em português, “Teoria dos Chakras” de Hiroshi Motoyama.

    Me atrevo ainda a te sugerir mais alguns artigos sobre chakras do blog acreditando que podem te ser úteis ou inspiradores nas suas explorações com eles:

    “As Rodas da Vida”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=2039
    “Aliados da Transformação”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=1345
    “Psicologia dos Chakras”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=1258
    “Chakras e Ritmos Respiratórios”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=1319
    “Lar é Onde o Coração Está”: https://pedrotornaghi.com.br/?page_id=294

    Um grande abraço e bons experimentos,

    Pedro

  4. Pedro
    amei tudo que li e sempre achei você um estudioso muito aprimorado. Haverá o dia em que farei um curso onde poderei aprender a meditar com sabedoria. Um abraço.

  5. Adorei a matéria, gosto muito de astrologia e saber desta relação com os chakras foi maravilhoso. Um abraço

  6. Bom, acabei de ler, achei muito interessante e gostaria de saber quem escreveu, tenho algumas perguntas. Obrigado.

    Olá Davi,
    O artigo é do Pedro Tornaghi.
    Grata,
    Helena Fischer
    Assistente do Pedro Tornaghi

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