{"id":235,"date":"2011-07-05T14:56:26","date_gmt":"2011-07-05T17:56:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pedrotornaghi.com.br\/?page_id=235"},"modified":"2020-11-11T07:54:59","modified_gmt":"2020-11-11T10:54:59","slug":"diversos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pedrotornaghi.com.br\/?p=235","title":{"rendered":"Montanhas Cariadas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: right;\">Um planeta comenta com o outro: fui infectado por humanos<br \/>\nO outro responde: N\u00e3o se preocupe, j\u00e1 tive isso, passou sozinho!<\/h4>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff; font-size: 13px;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff; font-size: 13px;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Tomei um grande susto esta semana. Em um v\u00f4o para Belo Horizonte, fui sorteado para viajar na janela. Pensei, que bom, apreciar a vista daqui at\u00e9 l\u00e1. Quando eu chegasse, iria diretamente para o audit\u00f3rio onde faria uma palestra, a paisagem prometia ser o momento de descanso visual e inspira\u00e7\u00e3o reservados a mim em dias t\u00e3o ocupados. Eu imaginava montanhas verdes, mata atl\u00e2ntica, ou qualquer vegeta\u00e7\u00e3o nativa desfilando na pr\u00f3xima hora e meia ao meu lado, como uma esp\u00e9cie de t\u00f4nico revitalizador para a alma. Ledo engano. N\u00e3o me deparei com um \u00fanico vale de mata original. No come\u00e7o, a cidade do Rio, depois, planta\u00e7\u00f5es e pastos e, por \u00faltimo, o grande e pavoroso susto, as montanhas \u201ccariadas\u201d de Minas, montanhas e mais montanhas, todas deformadas e desfiguradas pela explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Peguei o jornal no console da poltrona \u00e0 frente e o assunto era o resgate dos 33 mineiros chilenos que vem mobilizando aten\u00e7\u00f5es em todo o mundo nos \u00faltimos meses. Imediatamente me perguntei: como pode a humanidade se sensibilizar tanto com a ang\u00fastia de 33 homens e, essa mesma gente, se mostrar t\u00e3o insens\u00edvel para o fato de estarmos esgotando as reservas de recursos minerais do planeta? A sensa\u00e7\u00e3o geral de al\u00edvio e celebra\u00e7\u00e3o, leg\u00edtima, ap\u00f3s o resgate encobre quest\u00f5es n\u00e3o levantadas dessa hist\u00f3ria. O que estavam esses homens fazendo a 700 metros de profundidade?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Trinta por cento do PIB do Chile vem da extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio. Houve um tempo em que esse min\u00e9rio era extra\u00eddo da superf\u00edcie, cariando montanhas \u00e0 moda de Minas Gerais, depois, foi preciso perfurar o solo, entrar 15, 20, 30, 50 metros&#8230; at\u00e9 se chegar a setecentos. Setecentos metros \u00e9 muita coisa, um apartamento costuma ter tr\u00eas metros de altura, setecentos metros correspondem a um edif\u00edcio de 233 andares, algo impens\u00e1vel. Voc\u00ea se imagina da janela do ducent\u00e9simo-trig\u00e9simo-terceiro andar de um edif\u00edcio olhando l\u00e1 para baixo? Voc\u00ea poderia reconhecer sua irm\u00e3 ou at\u00e9 mesmo o seu carro dessa altura? \u00c9 quase imposs\u00edvel. Mas, a profundidade da mina \u00e9 fato, para baixo foi poss\u00edvel. Ap\u00f3s cerca de duzentos anos de revolu\u00e7\u00e3o industrial, estamos esgotando fontes a setecentos metros do solo. E depois? Para onde ir? Quanto \u00e9 poss\u00edvel entrar solo adentro antes de se ver repelido pelo magma terrestre? Quatro quil\u00f4metros? Quantos anos mais precisaremos at\u00e9 n\u00e3o termos alternativa e chegarmos \u00e0s fronteiras internas do planeta? E quando chegarmos, que outro passo dar?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O caso dos trinta e tr\u00eas mineiros traz consigo a possibilidade de muitas e ricas reflex\u00f5es ainda n\u00e3o ensaiadas pelos que se sensibilizaram com os angustiantes dias alheios sob o solo. O que parece ser comovente, uma experi\u00eancia de bilh\u00f5es de pessoas condo\u00eddas e enternecidas pelo momento angustiante de 33 \u201cher\u00f3is\u201d esconde uma faceta perversa da inconsci\u00eancia end\u00eamica de nossos dias. Ningu\u00e9m, ningu\u00e9m, at\u00e9 agora, levantou quest\u00f5es mais profundas a respeito por que n\u00e3o cabe na m\u00eddia levantar. O que parece ser uma demonstra\u00e7\u00e3o de que princ\u00edpios humanit\u00e1rios ainda movem o homem moderno \u00e9 na verdade, uma ode ao sentimentalismo barato.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u00c9 claro, \u00e9 digno comover-se com o fim do desespero desses homens, mas, \u00e0s vezes \u00e9 preciso navegar contra a corrente, por quest\u00e3o de honestidade e dec\u00eancia intelectual. Navegar contra a corrente aqui significa buscar um entendimento mais amplo dos fatos, mesmo que esse fira susceptibilidades, cren\u00e7as ou contrarie a onda de sentimentalismo que assolou o planeta com o tom das reportagens sobre os mineiros veiculadas pela m\u00eddia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Se esses homens sofreram priva\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, que outras priva\u00e7\u00f5es eles andam tramando para seus netos? Como esses netos v\u00e3o viver em um planeta que se encaminha para transformar-se numa cole\u00e7\u00e3o de c\u00e1ries, um esqueleto residual de materiais menos nobres que n\u00e3o foram lucrativos a seus av\u00f4s para que esses o retirassem do solo? Se \u00e9 poss\u00edvel comover-se com a situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria a que esses homens se viram submetidos, ser\u00e1 poss\u00edvel comover-se nas propor\u00e7\u00f5es agigantadas do estado de car\u00eancia \u2013 irresgat\u00e1vel e irrevers\u00edvel \u2013 ao qual estamos condenando n\u00e3o apenas 33 homens mas, talvez, 33 bilh\u00f5es de pessoas daqui a cinco ou seis gera\u00e7\u00f5es?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Enquanto penso isso no avi\u00e3o, me lembro de um estudo \u2013 sobre aquecimento global &#8211; do engenheiro Neddo Sandro Zecca que me caiu em m\u00e3os e que levei para ler na viagem. Abro imediatamente a brochura de 36 p\u00e1ginas e come\u00e7o a colher dados objetivos sobre o momento do planeta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">No estudo, Neddo recorre \u00e0 primeira lei b\u00e1sica da termodin\u00e2mica, de Lavoisier (popularmente: nada se cria, tudo se transforma) para advertir que \u201cn\u00e3o existem fontes renov\u00e1veis de energia\u201d, segundo ele \u201cprofissionais que falam de energias renov\u00e1veis tentam, de forma sofisticada, ressurgir o mito do moto cont\u00ednuo\u201d Para ele, combust\u00edveis renov\u00e1veis s\u00e3o \u201cilus\u00f5es e expectativas sem fundamento, criadas pelo homem\u201d. Pulo para a \u00faltima p\u00e1gina de seu relat\u00f3rio, onde o engenheiro conclui com ironia: \u201cnos dias de hoje, o consumo m\u00e9dio anual de energia pelo ser humano \u00e9 de 400 quads (unidade de energia que equivale a 293.071.000.000 de \u00a0kilowatts-hora) e o total de energia qu\u00edmica fossilizada dispon\u00edvel no planeta Terra, somado ao total de \u2018energia qu\u00edmica biomassa de ciclos curtos\u2019 \u00e9 de 200.000 quads. Restam, ent\u00e3o, para os ilustres humanos \u2013 caso n\u00e3o aumentem ainda mais os n\u00edveis atuais de consumo \u2013 aproximadamente 500 anos de condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia, Be Happy&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Ufa, que humor ferino. Olho uma \u00faltima vez pela janela o horror das montanhas cariadas enquanto me pergunto: se formos capazes de transferir a como\u00e7\u00e3o, da condi\u00e7\u00e3o vivida pelos 33 mineiros nessas dezenas de dias, para a condi\u00e7\u00e3o de vida que estamos criando para nossos bisnetos, ser\u00e1 que poderemos deter a nave-desenfreada-do-progresso-a-todo-custo, movida pelo instinto cego de sobreviv\u00eancia, e deixar de heran\u00e7a um mundo melhor do que o que recebemos? Espero que sim, embora ainda n\u00e3o enxergue sinais disso acontecendo. Enquanto bato essas palavras em meu lap-top sob uma luz acinzentada que entra pela janela do avi\u00e3o me pergunto, curioso e esperan\u00e7oso: voc\u00ea, leitor, se habilitar\u00e1 como um dos que ajudar\u00e3o a mudar o rumo atual das coisas para um novo sentido?<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Pedro Tornaghi<\/h3>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"text-align: right; font-size: 14pt;\">Jornal Prana, novembro 2010<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000080;\">O Estupro da Terra\u00a0<\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Correu o mundo a famosa foto da \u00e1gua saindo da torneira e pegando fogo. O fato ocorreu na pequena cidade de Dimock, na Pensilv\u00e2nia, nos EUA. O fogo se deve \u00e0 presen\u00e7a de metano, liberado pela explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto nas redondezas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">As \u00e1reas vizinhas aos po\u00e7os de explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto j\u00e1 tiveram de suportar explos\u00f5es, contamina\u00e7\u00e3o do len\u00e7ol fre\u00e1tico e da terra agricult\u00e1vel, inviabilizando a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, al\u00e9m de pequenos abalos s\u00edsmicos, em regi\u00f5es onde as constru\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o preparadas para tremores de terra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">A explora\u00e7\u00e3o de xisto utiliza o m\u00e9todo de fratura\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica, chamado em ingl\u00eas de fracking. Trata-se de inje\u00e7\u00e3o de toneladas de \u00e1gua, sob alt\u00edssima press\u00e3o, misturada com areia e produtos qu\u00edmicos, com o objetivo de quebrar a rocha e liberar o g\u00e1s nela aprisionado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Ap\u00f3s in\u00fameros protestos da popula\u00e7\u00e3o, alguns estados da Am\u00e9rica do Norte, como Nova York, Maryland e Ohio nos EUA, Quebec no Canad\u00e1, proibiram o fracking. Na Europa, a fratura\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica est\u00e1 proibida na Fran\u00e7a, na Bulg\u00e1ria e em diversos governos locais de v\u00e1rios pa\u00edses (Alemanha, Espanha, Irlanda e Holanda).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Esse tipo de extra\u00e7\u00e3o utiliza 20 vezes mais \u00e1gua do que as t\u00e9cnicas convencionais. As pequenas cidades americanas nos arredores dos po\u00e7os enfrentaram problemas de falta d\u2019\u00e1gua para consumo e agricultura, al\u00e9m da contamina\u00e7\u00e3o dos aqu\u00edferos subterr\u00e2neos e das reservas de \u00e1gua pot\u00e1vel. Tudo isso para uma dura\u00e7\u00e3o de vida relativamente curta: o pico de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ado em dez anos e a produtividade come\u00e7a a cair a partir do primeiro ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">A Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) decidiu realizar um leil\u00e3o quinta-feira passada para pesquisar a explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto nas bacias de Parecis, Rec\u00f4ncavo, Acre, Parna\u00edba, S\u00e3o Francisco e Paran\u00e1. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Sanit\u00e1ria e Ambiental e mais 12 entidades enviaram \u00e0 presidente Dilma Rousseff um pedido para cancelar o leil\u00e3o. E um parecer t\u00e9cnico de um grupo de trabalho coordenado pelo Ibama alertou que o Brasil n\u00e3o tem estudos geol\u00f3gicos suficientes para uma explora\u00e7\u00e3o segura de g\u00e1s n\u00e3o convencional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">No caso do Paran\u00e1, a rocha a ser fraturada (o Folhelho Irati) se encontra a algumas centenas de metros abaixo do Aqu\u00edfero Guarani, considerado a maior reserva subterr\u00e2nea de \u00e1gua doce do mundo, abastecendo o Brasil e pa\u00edses vizinhos. Pelo menos metade da \u00e1gua injetada retorna \u00e0 superf\u00edcie com aditivos qu\u00edmicos e metais pesados. A contamina\u00e7\u00e3o do Aqu\u00edfero Guarani seria uma cat\u00e1strofe ecol\u00f3gica de impacto internacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Do ponto de vista econ\u00f4mico, especula-se que a expans\u00e3o massiva da produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s poder\u00e1 reduzir a demanda e o pre\u00e7o do petr\u00f3leo, o que desestimularia os pesados investimentos de longo prazo no pr\u00e9-sal. Parece estar faltando planejamento estrat\u00e9gico na \u00e1rea energ\u00e9tica e, principalmente, planejamento integrado de energia e meio ambiente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Do ponto de vista jur\u00eddico, o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio de tratados internacionais que recomendam o princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o, ignorado pela ANP ao leiloar \u00e1reas para a explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto sem regulamenta\u00e7\u00e3o e estudos de impacto ambiental, contando certamente com o sil\u00eancio complacente das autoridades ambientais.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Lizt Vieira<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Leia tamb\u00e9m:<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">&#8220;Senso de Urg\u00eancia&#8221;: \u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a href=\"https:\/\/pedrotornaghi.com.br\/?page_id=921\"><span style=\"color: #000080;\">https:\/\/pedrotornaghi.com.br\/?page_id=921<\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">&#8220;Evoluir em profundidade&#8221;:<span style=\"color: #000080;\">\u00a0<a href=\"https:\/\/pedrotornaghi.com.br\/?page_id=999\"><span style=\"color: #000080;\">https:\/\/pedrotornaghi.com.br\/?page_id=999<\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">&#8220;Procurando no Lugar Certo&#8221;:\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a href=\"https:\/\/pedrotornaghi.com.br\/?page_id=781\"><span style=\"color: #000080;\">https:\/\/pedrotornaghi.com.br\/?page_id=781<\/span><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000080;\"><span style=\"color: #000080;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>.\u00a0 Um planeta comenta com o outro: fui infectado por humanos O outro responde: N\u00e3o se preocupe, j\u00e1 tive isso, passou sozinho! . . 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