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Osho – O Novo

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O NOVO

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Com o velho, a pessoa é eficiente, com o novo ela é inapta. Com o velho você sabe o que fazer, com o novo você vai ter que aprender do abc. Com o novo, você começa a se sentir ignorante. Com o velho você tem conhecimento, você fez algo repetidas vezes, você pode fazê-lo mecanicamente, você não necessita estar “acordado”. Com o novo, você precisará estar alerta, desperto, de outra forma, algo pode ir errado.

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Você já observou isso? Quando você aprende a dirigir você está tão alerta. Quando você já aprendeu, você passa a dirigir sem perceber. Você canta uma música, escuta o rádio, conversa com um amigo, ou pensa em mil e uma coisas, e o dirigir continua, “roboticamente” – você não é mais necessário. O velho se torna mecânico, habitual. Eis porque junto do novo vem o medo. Eis porque as crianças são aptas ao aprendizado. É muito difícil ensinar novos truques a um velho cachorro. Ele vai repetir os velhos truques de novo e de novo e de novo….Esses truques ele conhece.

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Escutei dizer que…

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Um diplomata estrangeiro era incapaz de falar inglês. Quando a campainha do almoço tocou nas Nações Unidas, ele se postou atrás de um homem no balcão das refeições e prestou atenção nele pedindo torta de maçã e café. Imediatamente, ele pediu torta de maçã e café também. Pelas próximas duas semanas, ele pediu torta de maçã com café. Finalmente, ele resolveu que queria experimentar algo diferente, e aí escutou atentamente enquanto outro homem pedia um sanduíche de presunto.

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- Sanduíche de presunto – pediu ele ao balconista.

- Com pão branco ou de centeio? – perguntou o balconista.

- Sanduíche de presunto. – repetiu o diplomata.

- Com pão branco ou de centeio?

- Sanduíche de presunto! – repetiu o diplomata.

O balconista levantando o tom, já tomado de raiva: “Olhe, Mac”(filho) rosnou ele, chacoalhando seu indicador na frente do nariz do diplomata, “você quer branco ou centeio?”

- Torta de maçã com café, -  respondeu o diplomata.

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Quem deveria se meter em tamanho incômodo? Está se tornando muito perigoso, eis porque as pessoas adotam o velho. Mas se você vive com o velho, você não vive de todo, você vive somente para o seu nome.

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Apenas com o novo há vida.

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Apenas com o novo “é” vida. A vida tem que ser fresca. Permaneça um aprendiz, nunca se torne um conhecedor. Permaneça aberto, nunca se torne fechado. Permaneça ignorante, vá em frente, jogando fora o conhecimento que acumula – automaticamente, naturalmente. Cada dia, cada momento, livre a si próprio de tudo o que você aprendeu, e de novo, se torne uma criança. Tornar-se inocente como uma criança é o caminho para se viver e para se viver abundantemente.

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OSHO

Tao, The Pathless Path, vol. 1

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INTUIÇÃO

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A intuição é um fenômeno totalmente diferente da razão. A razão argumenta, ela usa um processo para chegar à conclusão. A intuição dá um pulo – um salto quântico. Ela desconhece o processo. Ela simplesmente chega à conclusão sem nenhum processo.

 

Existiram muitos matemáticos capazes de solucionar qualquer problema matemático sem passar por nenhum processo. O funcionamento deles era intuitivo. Você simplesmente dizia o problema e antes que você tivesse acabado de dizer, eles chegavam à solução. Não existia nem um hiato de tempo. Você estava dizendo a coisa, e quando você acabasse, ou até mesmo antes de acabar, a conclusão surgia. A comunidade de matemáticos sempre ficou intrigada com esse fenômeno caprichoso. Essas pessoas.. como eles fazem isso? Se um matemático estava se propondo a resolver um problema, podia precisar de 3 horas, 2 horas ou 1 hora. Mesmo um computador iria precisar de alguns minutos para fazê-lo, mas essas pessoas não precisam de um único minuto. Você diz o problema e elas instantâneamente….

 

Nós corrompemos a intuição. A intuição masculina está quase completamente corrompida. A intuição da mulher não está tão corrompida. Eis porque a mulher tem esse algo mais chamado pressentimento. Um pressentimento é um fragmento de intuição. Ele não pode ser provado. Você vai pegar um avião e a sua mulher simplesmente lhe diz que não vai, e que não vai permitir que você vá. Ela sente como se algo fosse acontecer. No momento isso parece não fazer sentido. Você tem muito trabalho a ser feito, tudo foi planejado, e você precisa fazer essa viagem – mas a sua mulher não deixa você ir. No dia seguinte você vê no noticiário que o avião explodiu ou que bateu em outro e que todos os passageiros morreram.

 

A mulher não pode te dizer como ela sabe. Não há como. É apenas um pressentimento, um sentimento nas vísceras. Mas isso também está corrompido, eis porquê é apenas um flash. Quando você abandonar essa fixação na razão, a intuição começará a fluir. Vai passar a ser uma fonte  constantemente disponível. Você poderá fechar os seus olhos, mergulhar nela, e encontrar sempre a direção mais apropriada a você.

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Osho

Sufs: The People of The Path Vol II

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“A felicidade não é uma estação onde chegamos, mas uma maneira de viajar.”
Margareth Lee Rimbeuk

 

 

 

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5 Responses to Osho – O Novo

  • Maria Izabel Menezes:

    Muito interessante! Ando muito dividida entre o novo e o velho. O velho me dá mais segurnça, mas o novo me estimula. Às vezes sinto-me insegura e quero voltar atrás, pedir “torta de maçã com café”. rsrs. O processo do aprendizado tem destas coisas. Estou querendo sempre aprender coisas novas.

  • jacira:

    Adorei ler suas mensagens no facebook; principalmente a sobre a solidão , que é dificil não sentir. Adoro OSHO .

  • shirley dias soares:

    realmente. apesar de estar com setenta e seis anos, aceito, pois estamos sempre aprendendo.obrigada.

  • Tenho um pensamento na minha parede há anos e gosto muito do que lá está escrito, vejamos:

    Tudo soma. O que passou deixa a experiência. O que vem traz a esperança.

  • Jane Leipnitz:

    Meu problema é ser considerada uma velhinha, não me sentir velhinha e continuar gostando de aventuras, de aprender, de jovens, de velhos. De gente em geral. As aventuras que gosto, andar pelos Andes (pelas alturas), pelos rios e cachoeiras, só com jovens. As aventuras espirituais….os jovens que não perderam a esperança ou pessoas como tu, raras, quase iluminadas. Vou copiar o que Marcus Borelli escreveu na parede. Resume bem o que tenho sentido. Obrigada.

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