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O Chakra Raiz

 

 

 

 

O Chakra Raiz

 

Pedro Tornaghi

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O primeiro chakra é chamado na Índia de muladhara, que significa “raiz”. Todo o trabalho sobre ele consiste em deixar essa raiz saudável, para que a árvore da espiritualidade possa crescer exuberante e plena na pessoa; consiste em tornar a raiz forte o suficiente para que o tronco possa conquistar as alturas possíveis e proporcionar as melhores flores e frutos. Ele é a raiz de todos os outros chakras. Uma relação saudável com ele corta sentimentos indesejados e medos pela raiz.

 

No ocidente o conceito de raiz está relacionado ao contato com o chão. Para as terapias corporais, à medida em que a pessoa expande o fluxo de energia que sai de seu corpo pelos pés, se torna mais enraizada. Mais estável, firme e segura. Já no oriente, a busca de enraizamento pessoal se dá principalmente no contato com a coluna vertebral.

 

Enquanto na Bioenergética a Terra é vista como base e centro da vida, o yoga sugere que a própria pessoa, através de sua coluna, seja tomada como ponto de partida e eixo do auto-desenvolvimento. Assim, os trabalhos de enraizamento na Bioenergética são sempre feitos em exercícios de maior contato com o chão, através das pernas, enquanto o yogue busca enraizar-se mais em sua própria coluna. Para se ter um primeiro chakra saudável, é apropriado trabalhar em ambas as direções: na relação do chakra com o chão e no enraizamento em nossa fonte individual de vida, situada no centro da coluna.

 

Nossa raiz é o nosso passado, é o caminho que fizemos anteriormente e que permitiu que tivéssemos nos desenvolvido e chegado ao que somos agora. E é o que permitirá a você continuar se desenvolvendo agora. Se é ela que permite que a árvore continue crescendo na sua busca ao Sol, quanto mais fundo for sua haste, maiores possibilidades de subir o tronco terá. Quanto mais suas ramificações se espalharem sob o solo, maior sustentação você terá para seus galhos se desenvolverem em cima.

 

Por ser o chakra raiz, o muladhara tem uma extrema sensibilidade para o passado. Esse passado pode significar capacidades adquiridas que permitem à pessoa alimentar-se da fonte da vida e transformá-la em experiências saudáveis e elaboradas, ou pode significar a memória de padrões ultrapassados que não servem mais ao crescimento.

 

Como é muito sensível ao passado, o primeiro chakra é passível de aferrar-se a padrões anteriores de comportamento que não suportam mais o quanto a nossa espiral necessita abrir atualmente para que continuemos nos desenvolvendo e crescendo. Existe um padrão de desenvolvimento da energia quando o pássaro está dentro do ovo, e um outro padrão adequado a quando ele quebra o ovo, para continuar crescendo até alcançar o direito de voar.

 

Esse padrão primeiro, de quando a pessoa ainda está dentro do ovo, funciona inconscientemente, independente da sua vontade consciente. Mas desde o momento em que ela precisa quebrar o ovo, virar um pássaro, e dar o seu vôo, é necessário romper com esses padrões que a sustentaram no ovo, e daí por diante, é ela quem será a responsável pela continuidade de seu crescimento. Até o ovo se formar, a natureza é responsável pelo seu desenvolvimento. Da quebrada do ovo em diante, dependerá de você.

 

Kundalini

 

“Quando a kundalini se ativa (como resultado da prática de disciplinas espirituais) ocorre um alvoroço explosivo, procedente dos domínios da inconsciência. Parece-se com a irrupção de um vulcão onde a lava, escondida em seu interior, é expelida para fora. Tal descarga pode conter o karma de muitas encarnações passadas, extraído subitamente do depósito inconsciente do muladhara.”
                                                                                        Sw Satyananda Saraswati

 

 

Kundalini significa “a adormecida”, e é o nome da energia que nasce no primeiro chakra e daí flui para os outros, alimentando-os e tornando-os vibrantes. Como o primeiro chakra está ligado ao reino mineral, na maioria das pessoas, a Kundalini dorme estacionada nele, como em um sono de pedra e não chega a subir e alimentar adequadamente os outros chakras. Com isso, a pessoa pode ter uma vida equilibrada e até confortável e prazerosa, mas nunca chega a imaginar o que é viver em êxtase. Ela tem a energia em potencial para realizá-lo, mas passa a vida ignorando essa possibilidade.

 

Ao despertar dessa energia, tudo muda. A pessoa passa a ter os quatro elementos vivos na sua plenitude dentro de si – o fogo, a terra, o ar e a água. Com todos igualmente em plenitude, os quatro elementos se tornam equilibrados, e passam a liberar um quinto elemento, o éter.

 

Para remeter aos quatro elementos em equilíbrio, o primeiro chakra é representado normalmente por uma figura de quatro lados iguais, um quadrado. O quadrado representa o equilíbrio estático, passivo. Porém, quando o primeiro chakra e os quatro elementos são acordados e levados à potencialidade máxima, passa a haver uma troca, um fluxo de movimento entre eles e os lados do quadrado se desestabilizam, se arredondam. A isto os alquimistas chamavam “a quadratura do círculo”, onde as quatro partes do ser se tornam integradas e inter-relacionadas, de maneira dinâmica. Se você realiza a quadratura do círculo, você está sintonizado com o universo, contraindo-se e expandindo-se como o universo.

 

Em um primeiro momento você se desestabiliza. Surge o medo de não conseguir mais realizar as coisas que realizava. A falta de contato com o primeiro chakra nos tira da realidade, nos faz viver em um universo diferente do real. O segundo momento, porém, já nos traz uma nova qualidade de harmonia e equilíbrio. Começa aí o equilíbrio dinâmico. O quadrado é o símbolo do primeiro chakra, mas o trabalho a ser feito é o de subverter a quadratura e instalar o círculo. O quadrado é símbolo da matéria. O círculo é símbolo do espírito. Do ponto de vista da cultura indiana, a matéria deve se movimentar conforme a essência, não ao contrário.

 

Cada chakra possui um depósito inconsciente de karmas, apegos e desejos. A kundalini é um gigante adormecido dentro de nós, que ao acordar, vai ativar, trazer efervescência, tornar evidentes todos esses conteúdos kármicos agregados a nós. A descoberta consciente de si vai tornar evidente o quanto esses conteúdos são ultrapassados, já não nos dizem respeito, e vai nos livrar deles. Para que possamos entrar em contato com novas formas e experiências, mais condizentes com nossas necessidades atuais.

 

No primeiro momento do trabalho com os chakras, a pessoa entra em contato com eles na dimensão emocional. A pessoa entra em contato com conteúdos emocionais agregados a ele. Mais tarde, ela fará os mesmos exercícios e os contatará na dimensão energética, em forma pura de energia. Não parecerá mais ameaçador contatá-los. Haverá apenas prazer. Um crescente e inesgotável prazer. A kundalini só nos parece perigosa enquanto não conhecemos quem está por trás dos chakras: nós mesmos.

 

O despertar da Kundalini

 

A maior energização do primeiro chakra leva a uma maior energização do sistema nervoso autônomo e, com isso, um calor é sentido em toda a coluna. Isso é o que se chama despertar da Kundalini. Nele, os reflexos da pessoa aumentam e a inteligência instintiva é ativada e atualizada.

 

No cóccix, região onde a Kundalini originalmente “dormia”, há 5 vértebras coladas que simbolizam o passado cristalizado da pessoa, o lugar de onde ela veio, a sua fonte, sedimentada (e esquecida com o tempo). Daí, que ao re-contatar a sua fonte, é natural que você sinta os diques, criados por essa cristalização, se rompendo, e sinta um calor no cóccix, ou uma sensação de movimentos ali. É ótimo sinal. É como se você alcançasse a fonte da eterna juventude, e aquilo que estivesse cristalizado em você se dissolvesse, recuperasse o movimento. Parabéns. Você agora poderá saber o que é amadurecer em vez de envelhecer. Estando sempre pronto para aprender com o momento, em vez de apoiado em verdades prontas e estabelecidas. Você trocou o seu computador xt por um I7. Sua memória agora parecerá infinita. Sua máquina funcionará com mais agilidade.

 

Esse aumento do calor será sentido primeiro e maior, na parte de baixo da coluna. Se você levar a mão à região do cóccix nesse momento, provavelmente perceberá nitidamente um forte calor ali. Em seguida, sentirá o calor subir lentamente, muito lentamente, pela coluna. Você poderá ter a sensação de que essas sensações são dadas a você dadas por alguém, e não alcançadas por você. Mas serão experiências suas. E que trarão um forte sentimento de gratidão por experimentá-las.

 

 

O equilíbrio dinâmico: a sintonia com o Universo

 

 

Em seguida, você experimentará uma das qualidades marcantes do trabalho do primeiro chakra: a estabilidade. O símbolo desse chakra, como falamos, é o quadrado, símbolo da estabilidade imóvel, inerte. Mas os chakras são rodas de energia, e a energia nunca é inerte. Ao se trabalhar o primeiro chakra, a estabilidade que se busca não é a do quadrado, mas a do círculo.

 

Chakra quer dizer roda, círculo e a roda só se equilibra em movimento. Quando você a põe em movimento, você equilibra a si e a seu chakra. Embora no primeiro momento possam surgir inseguranças, por você só conhecer anteriormente o equilíbrio estático, o contato continuado com a energia do primeiro chakra circulando livremente logo o levará a um sentimento de confiança sem precedentes. Uma confiança que não vem mais de garantias racionais, mas do reconhecimento de que a sua energia, dinâmica, pode levá-lo aonde você precisar. Uma confiança nos seus próprios recursos, que agora, você sabe, não irão mais ser escassos ou insuficientes. Você conheceu a fonte. E pode beber dela sempre que precisar. Suas raízes estão nela. Você está destinado a ter abundância da seiva da vida. A seiva da criatividade, da alegria e do prazer.

 

Continua no próximo artigo, em breve.

 

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