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O céu do país em 2015

O céu do país em 2015

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Pedro Tornaghi

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Quatro aspectos chamam a atenção no mapa astrológico do Brasil em 2015. Os três primeiros formam um bloco que começou a operar em março de 2014 e durará até outubro de 2015, está extremamente ligado ao clima de insatisfação que começou a ficar claro com as manifestações de junho e que levou até mesmo candidatos de situação a se oferecerem como alternativa de mudança.

O primeiro deles, Netuno em quadratura a Júpiter, inclina multidões a ficarem impacientes com restrições com as quais tenham que lidar. Júpiter também é um planeta ligado à justiça e Netuno ao oceano, essa quadratura contribuiu para que todos ficassem sensíveis ao excesso de corrupção e ao mar de ilegalidades que transbordou os limites do mais generoso bom senso e do tolerável. Essa quadratura contribuiu para a torcida nacional pela punição dos envolvidos no “mensalão” e estimulará agora a claque a favor da condenação nos novos casos de corrupção na Petrobrás e estatais.

O segundo ângulo planetário desse bloco é Netuno em quadratura a Lua. A Lua na astrologia está ligada à popularidade e Netuno à intuição e à imaginação. Em uma quadratura assim pessoas podem confundir intuição com imaginação e governantes se tornam propensos a palpites equivocados quanto à economia e assuntos de governo. Qualquer má avaliação nesse momento facilmente resulta em debilitação da popularidade (Lua) e em dúvidas e desconfiança por parte da população acerca de intenções ocultas por trás de atitudes de seus governantes.

O terceiro e último aspecto do bloco é Urano em quincúncio ao Sol. Em mapa de um país, Urano representa os ministros e Sol o governo central, esse aspecto aponta para um provável descompasso entre ambos. Provavelmente estimulou a ministros como Marta Suplicy e Gilberto Carvalho terem deixado seus cargos explicitando insatisfações, mas o aspecto tende a se fazer mais presente ainda com o novo ministério, escalado e anunciado no ponto central do quincúncio. Vai ser preciso muita habilidade para contornar diferenças de visão entre ministros e entre ministros e governo. Com esse aspecto espera-se algumas dissonâncias entre o desejo de ministros de independência e liberdade para tomar atitudes necessárias (Urano) e uma forte intenção do governo central de manter rédeas sob controle (Sol). Compromissos e contratos assumidos anteriormente podem ser sentidos pelo governo (Sol) como restrições intoleráveis à sua liberdade e tornar-se irresistível a ele a tentação de rompê-los de forma repentina e inesperada (Urano), o que não costuma redundar em bons resultados a médio e longo prazo.

O quarto aspecto importante do ano no mapa do país é uma novidade que aponta para uma luz no fim do túnel, possibilitando a esperança de dias melhores. Plutão em trígono ao Sol, é o único dos quatro que começa em 2015 (os outros são continuação de 2014). Sua força começa a ficar perceptível a partir de 22 de janeiro e se estende até outubro de 2016.

Plutão proporciona condições de superação de desafios, no limite da capacidade aparente do país. Plutão em trígono ao Sol indica a capacidade do país de organizar suas forças e caminhar em uma direção construtiva e restauradora. É quando se tem a sensação de ter sobrevivido a fortes desafios no passado e se recupera a sensação de poder ser eficaz. E realmente se pode, se as pessoas envolvidas se propõem a um esforço. Em um aspecto desses, há o que se colher mesmo se todos formos passivos, mas a colheita será muito mais generosa se houver empenho objetivo por ela e pelas mudanças estruturais. Plutão em trígono ao Sol acena com a existência da energia e a capacidade necessárias para uma reestruturação sadia, não será justo culpar os céus pelo que porventura der errado.

Esse aspecto permite que feridas possam ser curadas, mas não garante que tudo será um mar de rosas, ele também confere poder (Plutão) a quem estiver no governo (Sol), o que pode ser usado de maneira autoritária por governantes, para impor seus desejos, suas ideias e crenças. Plutão é um planeta diretamente relacionado ao poder e à consciência, se é priorizado o desejo de consciência, pode-se fazer reformas estruturais capazes de sanar a economia do país, mas se é priorizada a manipulação do poder pelo poder, torna-se um aspecto perigoso de imposição do desejo de governantes.

Plutão em trígono ao Sol é ainda e também um momento positivo para o país se articular em postos de poder em organizações internacionais. O país não será visto como capaz de gerenciar de maneira revolucionária, mas como eficiente em funções pragmáticas; o país poderá contribuir para a ordem mundial mesmo em meio à crise interna. Esse aspecto favorece principalmente o relacionamento com nações mais ricas.

Para se ter uma visão mais ampla das condições do país, é preciso conferir também o mapa do comandante da nação. O de Dilma Roussef está caracterizado por três aspectos no próximo ano.

O primeiro é Plutão em quadratura a Netuno que vem marcando seu mapa desde janeiro de 2014 e se estenderá a novembro de 2015. Essa quadratura costuma obrigar a pessoa a lidar com forças externas poderosas, que ignoram os desejos ou a visão pessoal dela. As crenças da pessoa parecem não valer muito para os outros nesse momento, o que torna argumentos usados anteriormente, como “respeitem meu passado”, inócuos para enfrentar críticas.

Netuno é deus do mar e Plutão dos vulcões. Vulcão no mar sempre pode significar um tsunami, forças reprimidas podem eclodir e trasbordar. Plutão em quadratura com Netuno é quando segredos particulares e “cadáveres” que estavam ocultos no oceano vêm à tona, de maneira mais forte do que se pode segurar. Coisas com as quais a pessoa sempre contou, parecem escapar entre os dedos, e ela fica na mão. Numa situação normal já não é fácil de lidar com um aspecto dessa natureza, em uma configuração como a atual, torna-se um desafio gigantesco. É um fermento a mais aumentando a crise em que a presidente já se encontra. Mas é bom lembrar que, se o momento joga no ventilador a poeira escondida sob o tapete, toda a poeira que dali voar é por ter sido ali depositada, o aspecto não tira a responsabilidade pelo que foi feito, pelo contrário, a evidencia. Netuno está também relacionado à inflação, Plutão em quadratura cobrará tudo o que foi empurrado com a barriga, exigirá uma atualização dos débitos contraídos e da verdade.

Coisas e pessoas com quem a presidente sempre contou, tendem a falhar de maneiras que se apresentam difíceis para ela entender. Muitas coisas que sempre fizeram sentido para ela, tendem a perder o seu direito de ser. E não há com quem lutar quanto a isso. Quem passa por esse aspecto pode ficar se lamentando pelo esvair-se do projeto antigo ou pode negociar com a nova situação que se impõe e tornar-se parte dela. A segunda opção, a que Dilma escolheu, é geralmente a melhor para a pessoa. A única capaz de garantir a continuidade em posição de mando e poder.

O segundo aspecto do mapa da presidente aponta para uma janela no meio da crise, um momento de maior possibilidade de solução para impasses aparentemente impossíveis de serem transpostos. O problema dele é sua curta duração. Ele já aconteceu em 2014, mas sua próxima e última ocorrência será entre 17 de fevereiro e 22 de março de 2015. Trata-se de Urano em trígono a Plutão. São os dois mais criativos planetas, e podem favorecê-la com a capacidade de encontrar saídas onde parecia não havê-las, como verdadeiros “ovos de Colombo”.

Nesse período ela terá a criatividade aumentada, a capacidade de se articular melhor, de empolgar e arrebanhar colaboradores e de objetivar projetos. É um “hiato” em meio à crise em que ela se viu e se verá obrigada a encarar impedimentos maiores do que suas forças. É o momento de apostar e tentar tudo, o momento em que ela pode esperar o melhor resultado de suas tentativas para driblar obstáculos, qualquer coisa feita após esse período não terá as mesmas chances de sucesso.

Esse é um aspecto que habitualmente leva a pessoa a uma nova, maior, mais profunda e dinâmica compreensão das coisas. Permite a ela enxergar o que há de errado no rumo que vem dando a cada assunto e a perceber a correção de rumo que deve adotar. Ele facilita enxergar de maneira mais aberta e livre de vícios de entendimento anteriores. A presidente poderá surpreender tirando ainda alguns novos coelhos da cartola e oferecendo soluções pontuais e precisas, que amenizem os sustos e dores previstos. Urano em trígono a Plutão inspira bons insights e disposição para aceitar o novo e aprender.

É um período propício também para a pessoa buscar recursos que a ajudem a ampliar sua consciência, a pessoa quando passa por esse trânsito ambiciona ir além do nível superficial usual e se vê tomada pelo desejo de enxergar e mudar mais profundamente. Esse trígono enriquece e aprofunda a compreensão e auxilia a enxergar onde mudanças podem ser construtivas e a tirar vantagem de oportunidades que se apresentam. Provavelmente em sua primeira passagem contribuiu para que a presidente visse e entendesse a economia de uma nova maneira.

O terceiro aspecto será Urano em quadratura a Vênus, uma conjuntura que poderá proporcionar dissabores resultantes de suas oscilações de humores. Ele começará em abril e se estenderá até dezembro de 2015.  A partir de seu início, tornar-se-á bem mais difícil à presidente encontrar boa vontade de colaboradores. O melhor para ela parece ser, sem dúvidas, “amarrar” de maneira bem redonda todos os pactos de governança possíveis até 22 de março, no restante do ano, com essa quadratura de Vênus, ela facilmente tropeçará em suscetibilidades, insatisfações e, pode-se especular ou quase afirmar, má vontade e resistências onde ela mais precisar de apoio.

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Leia também:

As manifestações das ruas segundo a quadratura de Urano com Plutão: 

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=2234

O Que Será o Amanhã?:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=2251

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8 Responses to O céu do país em 2015

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