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Mudança Interna e Harmonia no Planeta

 

Mudança Interna e Harmonia no Planeta

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Pedro Tornaghi

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Tantos tentam salvar o mundo e ele continua insistentemente cada dia mais perto da destruição das condições de vida humana. E nos perguntamos: onde falha o esforço dessas inúmeras  pessoas bem intencionadas? Em dispendiosas reuniões internacionais tenta-se legislações que impeçam a emissão de gases e o desmatamento, ensaiam-se acordos objetivos que freiem as mais diversas formas de destruição do habitat natural da vida…

O engano está exatamente no foco em providências objetivas. É fácil imaginar, que com legislações e tratos sociais, vamos resolver o problema, mas, para resolvê-lo, é preciso saber antes onde ele se origina e, assim, conseguir tratá-lo desde a raiz.

Quem destrói a vida certamente é o homem, isso, todos concordam. Então por que não começar tentando entendê-lo?

O homem viveu cerca de quatro milhões de anos como caçador coletor. Ou seja, sobreviviam melhor os que tivessem capacidade de correr atrás de suas presas. Era uma questão de sobrevivência. Quatro milhões de anos criando um instinto, o de caçador. Nos últimos dez mil anos, com o surgimento da civilização, os mais preparados para sobreviver passaram a ser aqueles que possuíam terras. Seres sedentários passaram a mandar no planeta. Mas, o que foi feito do instinto de caçador?

Nada. Ele continua onde sempre esteve. Nas entranhas e nas garras do ser humano, que ainda não sabe como lidar com ele nas novas circunstâncias. Por vezes esse instinto surge no rapaz que trata agressivamente a moça que passa, querendo fazer dela a sua caça, por vezes quando uma pequena multidão resolve linchar um menino que assaltou uma casa, outras vezes em uma torcida que se degladia com outra no estádio, ou em um louco que joga um avião sobre o prédio do “inimigo”. Ou muito comumente, em rapazes que se armam de fuzis nas comunidades carentes e assaltam e aterrorizam, cirando um pandemônio para todos nós.

O instinto de caçador quer ver sangue. É só reparar o quanto reúne curiosos um acidente de automóvel ou uma pessoa morta estirada na rua para constatarmos o quanto a morte mobiliza os passantes.

O instinto do caçador se transformou em um instinto destruidor. E se manifesta – consciente ou inconscientemente – nos mais diversos níveis. É ele quem está por trás do impulso auto-destrutivo do homem. É ele quem está por trás também dos pequenos ou grandes desrespeitos cotidianos à natureza.

Se quisermos desarmar a bomba, precisamos ir até ela. Só com o conhecimento da subjetividade seremos capazes de reverter o sentido que temos dado ao nosso “impulso evolutivo”. Só mergulhando mais fundo em nós mesmos do que as raízes do comportamento destrutivo, poderemos inverter o processo. Só com a popularização de todas as terapias, métodos de autoconhecimento, técnicas de meditação e etc, poderemos sensibilizar o homem. E, o homem capaz de sentir verdadeira e plenamente a fragrância de uma rosa, dificilmente será capaz de apertar o botão de uma bomba atômica. O homem de plena sensibilidade respeita o meio ambiente não porque aprendeu que isso é o certo, ético ou por que a lei manda, ou por querer ser “direitinho” com a sociedade. Ele respeita as sensibilidades à sua volta porque se identifica com elas. Ele respeita a vida porque pode tolerá-la em si, por que pode desfrutá-la plenamente.

A verdadeira revolução, se possível for, não se dará pelas armas, mas pela compreensão. E essa virá do empenho individual – e intransferível – de cada um por conhecer e pacificar o seu universo interno. O dia em que estivermos equilibrados internamente, nossos atos certamente contribuirão para o equilíbrio externo.

Se você é uma das almas sensíveis com desejos sinceros de salvar o planeta, comece por salvar a si mesmo, e terá feito muito. Comece por fazer uma revolução interna. Por mergulhar nas profundas águas de seu mundo subjetivo e permitir que as coisas aí dentro se ordenem. E você irá se surpreender em como muitas e tantas coisas começarão a, espontaneamente, se ordenar em torno de você. Essa maneira pode parecer trabalhosa, longa, desafiante e até perigosa, mas é a única capaz de realmente mudar – para melhor – a sua vida e a do planeta.

Não percebemos que fazemos com o planeta o que fazemos conosco mesmos. Se não desarmarmos o que há de belicoso em nosso espírito, continuaremos, consciente ou inconscientemente, rápida ou demoradamente, a colaborar com a destruição do planeta. Trabalhe-se internamente e você se perceberá dando a melhor contribuição que pode dar por um mundo e uma vida melhor.

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“Rio, Mais 20 Anos Perdidos”: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1454

“Montanhas Cariadas”: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=235

“O que será o Amanhã?”: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=2251

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5 Responses to Mudança Interna e Harmonia no Planeta

  • Vera Lucia Brandão Franco:

    Pedrinho Tornaghi foi grande modelo, lindo que só ele! Só pode ser o mesmo… Não pode lembrar-se de mim mesmo, nunca conheceu a mim! Você é que sempre foi celebridade, eu apenas fui sua fan, de longe… Ainda não posso fazer nenhum comentário, só agora encontrei seu site, por puro acaso, e estou iniciando a leitura e já estou gostando muito! Sucesso! PAZ e LUZ!
    N. B. = tenho a pretensão de ler sempre…

  • Vera Lucia Brandão Franco:

    Li esta página e gostei muito da sua coerência, da sua forma de aconselhamento à humanidade! Desculpe minha intimidade ao reconhecer seu nome, mas olhando novamente percebi claramente que só pode ser, realmente, filho do ex-modelo Pedrinho Tornaghi, e não o mesmo, é que o mesmo nome só pode ser de um filho… É que não notamos que o tempo passa…

  • cristina ap. de melo garcia:

    Sim é preciso uma mudança interna e individual, para alterar a vibração e acontecimentos do planeta para melhor.

  • Leda Guimarães Migueres:

    Certamente só vamos mudar se formos primeiro capazes de sentir, isso falo por experiência própria, hoje sou muito melhor do que fui ontem e amanhã serei com certeza muito mais experiente e melhor nas minhas relações com a vida em geral.

  • Crisanta:

    Muito bom! Compartilhei.

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