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Osho – Celebração

CELEBRAÇÃO

 

Textos extraídos de diferentes livros de Osho

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A vida é um momento para ser celebrado, desfrutado. Torne-a divertida, torne-a uma celebração, e então você entrará no Templo. Esse templo não é para os tristes e desanimados, nunca foi para eles. Olhe para a vida: você vê tristeza em alguma parte? Você já viu uma árvore deprimida? Você já encontrou um pássaro movido por ansiedade? Já viu um animal neurótico? Não, a vida não é assim, absolutamente. Só o homem é que seguiu um caminho errado, se desviou em algum lugar, porque ele se considera muito sábio, muito esperto.

Sua esperteza é o seu mal. Não seja sábio demais. Lembre-se sempre de parar; não vá a extremos. Um pouco de tolice e um pouco de sabedoria fazem bem, e a combinação certa faz de você um buda…

(do livro “Amor, Liberdade e Solitude: Uma Nova Visão Sobre os Relacionamentos”)

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A celebração é a base do meu trabalho. Não a renúncia, mas o regozijo – regozijar-se em todas as belezas e alegrias, em tudo o que a vida oferece, porque essa vida inteira é uma dádiva…..

Para mim, vida e Deus são sinônimos. De fato, a vida é de longe melhor do que Deus, porque Deus é apenas um termo filosófico, enquanto a vida é real, existencial. A palavra “Deus” existe apenas nas escrituras; é uma palavra, uma mera palavra. A vida está dentro e fora de você, nas árvores, nas nuvens, nas estrelas. Toda a “existência” é uma dança de vida.

Eu ensino o amor pela vida. Ensino a arte de seguir vivendo sua vida totalmente, de estar bêbado com o divino “através” da vida…

Eu permaneço em tremendo amor com a vida, daí, ensino celebração. Tudo deve ser celebrado, tudo tem que ser vivido e amado. Para mim, nada é mundano e nada é sagrado. Tudo é sagrado, do mais baixo ao mais alto degrau de uma escada de mão. É a mesma escada. Do corpo à alma, do físico ao espiritual, do sexo ao nirvana, tudo é divino.

                                                           (do livro “Come, Come, Yet Again Come.”)

 

 

Os poetas estão mais próximos da vida do que os filósofos. Os músicos estão mais perto da vida do que os matemáticos. Os dançarinos estão ainda mais próximos, porque na verdadeira dança, o dançarino desaparece. Ele próprio se torna parte do mistério. Ele perde seu ego, e, junto ao ego, toda a seriedade é perdida.

Eu ensino dança, música e poesia, porque elas sãos os pilares do templo da celebração.

                                                           (do livro “Just the Tip ot the Iceberg”)

 

 

Esse é todo o meu ensinamento: celebração; não a cultuação*  do devoto, mas a  celebração. Quando você se torna um devoto, começa a fazer uma hierarquia, onde há o mais alto e o mais baixo. Quando você cultua, você coloca alguma coisa no topo das outras. Quando você cultua, algo se torna sagrado e algo se torna profano…. Uma parte de você se torna má e outra sagrada, e existe um conflito e uma repressão constantes. Toda a alegria é perdida. Um cultuador é basicamente alguém doente.

A celebração é uma dimensão totalmente diferente. Quando você celebra, celebra tudo, você não divide. Para um celebrante, uma oração é tão bela quanto o beber chá. O chá não é profano e a oração não é separada da vida. Tudo é um todo. A igreja, o templo, a mesquita e o pub são um todo. Fazer amor com uma mulher ou orar para Deus é o mesmo.

A celebração não divide. Ela une, torna as coisas unidas, ela cria um “estar junto” com o mundo. A dualidade desaparece e passa a existir unidade, e com unidade há alegria, não há como haver conflito. Não há mais luta, nem nada mais a ser vencido. O cultuador tem uma meta, e tem que alcançá-la. O celebrante não tem meta; ele já a alcançou. A cultuação é sempre voltada para o futuro; a celebração para o presente. Você celebra esse momento, o cultuador faz reverência a outro momento.

Isso encerra o Sannyas (a “realização consciente de si próprio”), ele é uma celeberação de Deus, e não uma cultuação. Celebre por seus próprios caminhos, porque a celebração não tem uma forma particular. A cultuação se torna petrificada em formas; a celebração permanece viva. Tudo é divino, não há nada profano.

                                               (do livro “The Sun Behind the Sun Behind the Sun)

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* Worship no texto original, que pode ser entendido como algo entre a adoração e a cultuação.

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