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Saúde Emocional

Saúde Emocional

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Pedro Tornaghi

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Todos desejamos usufruir de uma vida emocionalmente saudável, mas temos dificuldade de saber o caminho para chegar a essa realidade. Essa situação nos acompanha desde os primeiros momentos de vida. A experiência da separação provoca ansiedade; ela é, na realidade, a fonte de toda a ansiedade. Ao nascer, fomos atirados para fora de uma situação segura, jogados em um caleidoscópio de inseguranças, indefinições e exposições ao perigo. Um verdadeiro pesadelo para a extrema sensibilidade do recém-nascido. Junto à insegurança veio o medo. Esse passou a ser o grande inimigo do amor e o grande oposto ao nosso sentimento de pertencimento, integração e unidade.

A mais profunda necessidade do ser humano é superar esse sentimento de separação, deixar a prisão em que ele se percebe isolado. Todos aspiram essa possibilidade. Alguns a buscam no relacionamento amoroso, outros na religião, outros na dedicação ao trabalho ou a algum hobby, mas todos, todos, aspiram à volta ao sentimento de integração e de completude.

O amor e a meditação podem ser parceiros em ajuda mútua nessa busca. Quase todos consideram ser o ódio o oposto do amor. Isso é questionável. A diferença entre amor e ódio é apenas de intensidade, Na realidade, ambos são a mesma energia, o verdadeiro oposto do amor é o medo, com sua infinita capacidade de imobilizar e impedir a fluência do amor. A meditação dissipa os medos e leva naturalmente à afetividade plena, ao olhar amoroso sobre a vida.

Ela dissolve três medos apontados pelo psicólogo Willy Pasini como fundamentais para quem pretende usufruir de saúde emocional:

1  – O medo da excessiva fusão-confusão com o outro.

2  – O medo de ficarmos demasiado desguarnecidos.

3 – O medo de ficarmos à mercê da sublime, e tão “arriscada”, “droga afetiva”, a “droga do amor”.

O amor e a meditação pressupõem uma intimidade consigo próprio. A intimidade pressupõe uma atenção privilegiada ao objeto da intimidade, um luxo que deve ser conquistado pouco a pouco.

A meditação leva ao autoconhecimento, fundamental para a realização emocional plena. Como dizia Paracelso, “Quem nada conhece, nada ama”. Enquanto você não se conhecer, vai se relacionar com um mundo irreal e, logo, vai amar alguém irreal, alguém que o outro não é, alguém criado por sua imaginação. E você vai evitar cada vez mais o contato com a realidade, para não dissolver a ilusão do amor inventado.

Quem aspira ao amor real, aquele que nos alimenta de verdade, aquele que nutre nossas necessidades mais íntimas, deve antes se conhecer, aliar amor e consciência. Ou desistir da felicidade completa. Talvez, comprar um pijama e colocar um crachá de aposentado no peito. Aposentado para a vida, para a consciência e para o amor.

É claro, ninguém quer isso.

Já quem deseja a lucidez da meditação, deve abrir-se para o amor, uma vez que vai descobri-lo pulsante dentro de cada manifestação da existência. O escritor Erich Fromm em seu livro “A Arte de Amar” faz três afirmativas pertinentes sobre o amor:

1 – O amor não é um sentimento em que qualquer um possa se comprazer sem levar em consideração o nível de maturidade que alcançou.

2 – Todas as tentativas de amar estão fadadas a falhar se você não procurar com o máximo de atividade, desenvolver a sua personalidade total.

3 – A satisfação emocional não pode ser atingida sem a capacidade de amar ao próximo.

Se o amor é mesmo uma arte, como diz o título do livro, então exige conhecimento, dedicação e empenho de energia.

Pensa-se que amar é simples, mas que o difícil é encontrar o objeto certo a se amar. A maioria das pessoas vê o problema do amor como o de ser amado, em lugar do de amar. Acha que o problema do amor é um problema de objeto, e não de uma faculdade. Se for um problema de objeto, sua resolução não dependerá de nós mesmos, mas daquele que escolhemos para ambicionar. Seremos então escravos da decisão alheia, e nossa felicidade será refém da sorte. Mesmo que consigamos o objeto desejado, teremos tido um treino para sermos miseráveis, tristes esmoleiros de afeto, e dificilmente saberemos aproveitar a situação. Se a realização amorosa plena depender de uma faculdade, podemos desenvolvê-la. Aí, nossa meta de felicidade só dependerá de nós. É reconfortante constatar que a segunda opção é verdadeira.

A meditação é uma grande aliada de quem procura essa transformação. Ela nos permite entrar na vida do outro sem perder o sentido da própria identidade e existência. Receber o outro em nosso “território afetivo”, sem por isso nos vermos invadidos ou “contaminados”.

O amor é um privilégio comum aos que podem se dar ao luxo de estar atentos às próprias sensações ao experimentar a sutilização dos sentidos nas profundezas habituais da meditação.

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