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Aliados da Transformação

Os Aliados da Transformação

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Pedro Tornaghi

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São muitas as pessoas talentosas que desejam transformar aspectos internos e externos de suas vidas mas falham ao tentar; constantemente se percebem voltando a velhos padrões de comportamento e à sua visão anterior e viciada do mundo. Com frequência elas culpam o fato de não saberem como fazer as mudanças necessárias, de não terem instrumentos eficazes para mudar. Falam como se um mecanismo ou uma ferramenta pudesse, por si só, mudar o rumo das coisas.

Quem quer realmente mudar seu rumo para uma direção mais satisfatória, de maior felicidade e realização, deve saber que toda verdadeira revolução, interna ou externa, para ser efetiva, real e para que suas raízes se aprofundem de maneira a garanti-la, deve começar pelo autoconhecimento. Se não sabemos o que somos, não há base para uma visão legítima e própria da realidade, nem da interna nem da externa. Se não nos conhecermos, não poderá haver transformação, voltaremos à situação anterior, ou a uma situação muito parecida com a anterior, como ímãs atraídos pelo ferro. E, deveremos nos conhecer tal qual nós somos, e não como desejaríamos ser. O que desejamos ser, é apenas um ideal nosso, algo fictício, imaginário.

Para nos transformarmos de verdade, precisamos partir da verdade. Apenas aquilo que “é” pode ser transformado, e não aquilo que desejaríamos que fosse. E, para nos transformarmos é preciso não apenas partir da verdade, mas conhecê-la, profundamente. A começar por conhecer a nós mesmos. E, claro, para isso ter instrumentos é essencial. Ter aliados também.

Se queremos nos aprofundar em nossa subjetividade, podemos encontrar nos chakras importantes aliados, podemos encontrar neles um mapa dos movimentos internos da psique e ao mesmo tempo um instrumento para a transformação de nosso padrão energético, capaz de reordenar nossos conteúdos subjetivos, harmonizar nossa energia e incrementar a nossa saúde. Um instrumento de integração entre corpo, energia, mente e emoção.

A intimidade com os chakras permite-nos entender as forças que habitam dentro de nós e descobrir talentos e potenciais internos que esperam há tempos por serem desenvolvidos. As respirações e meditações específicas para eles nos mostram como desenvolvê-los. Enquanto a respirações são eficientes em desbloqueá-los e energizá-los, a meditação permite sensibilizá-los, harmonizá-los e nos tornarmos conscientes de seu estado e funcionamento.

Os chakras funcionam em nós como antenas que recebem e emitem prana – a energia vital. O mundo emana em nossa direção muito mais do que nossos cinco sentidos normalmente decifram. Vivendo num ambiente desorganizado emocionalmente, somos frequentemente influenciados sem nos darmos conta. De repente estamos perdidos e não sabemos como isso aconteceu. Podemos até ser induzidos construtivamente e estimulados a concretizar grandes feitos, mas se isso acontecer à revelia de nossa escolha, seremos ignorantes nessas realizações e o seu benefício será questionável.

Os chakras se ocupam de interpretar as energias que os sentidos não percebem. Eles captam e discriminam as vibrações e administram a maneira como as condições ambientais nos afetam. Se desenergizados, eles são influenciáveis de forma inconsciente e passamos a ser manipulados pelas condições do ambiente. Se revigorados eles são capazes de organizar os conteúdos que recebem do em torno e cuidar para que eles não nos predisponham ao caos. Pelo contrário, eles reordenam e gerenciam essas energias, direcionando-as para o nosso fluxo vital. Eles possibilitam que tornemo-nos um todo organizado, mesmo que habitemos um ambiente confuso.

Os chakras funcionam como “pulmões” para a energia sutil. Eles recebem o prana, o processam e o orientam no circular pelo corpo, equacionando a dose de vigor ideal a cada órgão ou tecido. E posteriormente, com a mesma destreza com que absorvem, eles extraem do organismo a energia que já circulou, devolvendo-a transformada para fora. Com isso, eles evitam que a energia antiga se torne inerte e cause disfunções à saúde.

Os chakras determinam uma cadência diferente para a energia que se dirige a cada parte do corpo. E é a precisa calibragem dos ritmos internos do organismo quem permite ao sangue chegar com seus nutrientes na medida adequada a cada célula. O pulsar afinado dos sete chakras restaura as funções vitais e prolonga sua vida útil no avançar da idade. Porém, ele não interfere apenas fisicamente na qualidade de vida. A recuperação da pulsação original gera flexibilidade e receptividade emocional e melhora o funcionamento de funções mentais como memória, atenção, imaginação e capacidade de aprendizado.

A saúde, em todas as dimensões, depende do ajuste dos ritmos internos do corpo. Os chakras detém os padrões originais desses ritmos. Eles são os “diapasões” que contém a sabedoria de qual é o ritmo ideal de expansão e contração para cada célula do rim, fígado, pele ou qualquer outra parte do organismo. Ao ajustar o andamento dos ritmos, eles restabelecem o funcionamento saudável de todo o sistema sensório-motor, que é a base da inteligência consciente.

Consciência e chakras são sempre interligados. A simples mudança de velocidade do latejar dos sete centros nos torna imediatamente mais sensíveis e perceptivos. É inevitável. A harmonização dos chakras acaba com as lutas internas que geram tensão crônica e estresse. São as mesmas tensões que nos inibem ou até impedem de estarmos conscientes. No momento em que é recomposto o fluxo harmônico entre esses sete centros, evaporam-se todas as divisões internas e nos tornamos mais atentos e plenos. Em qualquer situação. No momento em que cessam as lutas e divisões internas, somos induzidos ao relaxamento e no momento em que estamos vibrantes internamente, nos tornamos compreensivos de toda a vida que nos cerca.

Os chakras “acordados” e desenvolvidos tornam a pessoa pulsante, criativa, inteligente, participante, com atitude e sabedoria para tomar decisões e para lidar com a vida de uma maneira satisfatória. Eles a levam a se sentir bastante mais estimulada a conquistar uma realização pessoal. Harmonizados, os chakras fazem a pessoa conseguir espontaneamente conjugar realização pessoal com paz interna.

O nível de consciência de qualquer ser depende da sua qualidade vibratória interna. Acordar os chakras é acordar a riqueza que mais diferencia o ser humano das outras manifestações vivas do sistema solar. Ignorá-los é perder parte do complexo espetáculo da vida. Acordá-los é restaurar o potencial vibrátil interno da pessoa e afiná-lo ao plano original. As respirações dos chakras nos ensinam a captar, armazenar, utilizar e eliminar a energia conforme nossa necessidade. Aquilo que poderia permanecer disperso no ar, passa a ser utilizado, nos tornando mais dinâmicos no dia a dia.

Querer se conhecer sem conhecer os próprios chakras é querer se conhecer ignorando as forças que o habitam e que muitas vezes disputam entre si a hegemonia sobre o seu poder de decisão. Harmonizar os chakras é fazer com que todas as suas partes estejam presentes em cada decisão sua e você possa estar inteiro no que faz. A recuperação do ritmo apropriado dos chakras traz bom-senso ao nosso posicionamento em relação ao mundo e às nossas decisões e escolhas. A recuperação do ritmo apropriado dos chakras nos dá fôlego e ânimo para que façamos as mudanças necessárias em nossas vidas e cria condições para que sustentemos a nova situação criada nos novos passos de nossa vida.

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veja o Curso “Meditação Através dos Chakras e da Respiração”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=68

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Leia também:
Psicologia dos Chakras:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1258

Chakras & Ritmos Respiratórios

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1319

Chakra do Coração:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=294

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Osho – A Preparação dos Corpos

A Preparação dos Corpos

   Osho

                                        In  search of the  Miraculous – Vol. 2

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            A primeira coisa a se entender é que, para o despertar da Kundalini, é essencial haver harmonia entre o primeiro, o segundo e o terceiro corpos. Se não houver a conexão harmoniosa entre os três, esse despertar pode se mostrar danoso. Há alguns pontos vitais para a ocorrência desta relação harmoniosa.

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O CORPO FÍSICO

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             Em primeiro lugar, enquanto desconhecermos e formos insensíveis em relação ao corpo físico, ele não poderá harmonizar-se com os outros corpos. Quando eu falo em insensibilidade, quero dizer que, na maioria das vezes, não estamos totalmente cônscios do corpo. Quando andamos, mal tomamos consciência de que estamos andando; quando estamos em pé, nem reparamos direito nisso; quando estamos comendo, mal prestamos atenção neste ato. Em outras palavras, toda e qualquer atividade corporal é realizada inconscientemente, como se fôssemos sonâmbulos. Não tendo consciência das atividades deste corpo, somos duplamente ignorantes em relação aos outros corpos (corpos interiores), já que estes são mais sutis. Se não temos consciência deste corpo palpável e visível ao olho humano, é impossível perceber ou tomar consciência dos invisíveis e sutis. Não pode haver harmonia sem consciência; ela só é possível quando estamos conscientes. Caso contrário, toda e qualquer harmonia é destruída.

Assim, a primeira coisa a fazer é tomar conhecimento do corpo. Não importa quão pequena seja a ação do corpo, é essencial prestar atenção nela. Deve haver atenção em tudo o que fazemos, como costumava dizer Buddha: “quando você vier pela estrada, preste atenção no fato de que está andando; quando levantar a perna direita, sua mente deve  estar consciente de que sua perna direita está sendo levantada; quando dormir, à noite, você deve sempre perceber quando troca de lado”.

Se começarmos a realizar todos os nossos atos cotidianos com total atenção, a identificação com o físico se quebra.  Levantando uma de suas mãos para cima com total mobilização da atenção, você irá se sentir separado dela, pois aquele que levanta é diferente daquilo que é levantado.  A sensação de estar separado do corpo f’isico  é o início da consciência do corpo etérico.  A partir daí, como já foi dito antes, você deve tomar  consciência do segundo corpo, assim como já fez com o primeiro.  A função de nosso corpo físico é apenas dar a percepção dos corpos sutis, embora jamais o usemos para este fim; permanecemos fixados nele devido apenas a uma identificação indolente.  Vivemos sonolentos, e, deste modo, habitamos nosso corpo de maneira bastante inconsciente.

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O CORPO ETÉRICO

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            Se você prestar atenção em cada uma das ações do corpo físico, começará  a sentir a presença do segundo corpo, também possuidor de atividade própria; porém, você não tomará conhecimento do corpo etérico até que esteja totalmente consciente das atividades do corpo físico, um vez que o primeiro é bem mais sutil do que o segundo.  Se você estiver completamente conscio das atividades do corpo físico, começará  a sentir os movimentos do  segundo corpo, e então, ficará surpreso com o fato de haver vibrações etéricas dentro de você, ativas o tempo todo.

Um homem fica com raiva.  A raiva nasce no corpo etérico, mas se manifesta no corpo físico.  Basicamente, a raiva é uma atividade do segundo corpo, e o primeiro é usado como meio de expressão.  Assim, você pode impedir que a raiva chegue ao primeiro, se quiser, o que consiste num processo de repressão.  Suponha que eu, por exemplo, esteja me sentindo cheio de raiva, com vontade de bater em você com um pedaço de pau; ainda assim eu consigo me controlar, pois o ato de bater  é uma atividade do primeiro plano.  Basicamente, a raiva existe, mas, agora, não há manifestações concretas; eu posso refrear o meu impulso de bater em você, podendo até ao ivés disso, sorrir, se assim o quiser,   mas, dentro de mim, a raiva se espalhou por todo o meu segundo corpo.  O que acontece na repressão é que nos contemos no plano da manifestação física, porém, o sentimento básico já está presente em sua fonte original.

Quando você começa a tomar consciência dos processos do corpo físico, você começa a entender os movimentos internos como o amor, a raiva ou o ódio, tornado-se consciente de sua presença.  Até que você perceba bem os movimentos destas emoções, nascidas do segundo corpo, tudo o que pode fazer é reprimi-las.  Você não pode se libertar delas, pelo simples fato de você só tomar conhecimento de sua existência quando elas alcançam o corpo físico, e, mesmo assim, não muito frequentemente.  Na maior parte dos casos, você só presta atenção nas emoções quando elas atingem, por assim dizer, o corpo de outra pessoa.  Somos tão insensíveis neste sentido  que só percebemos ter dado um tapa no rosto de alguém quando sentimos o choque da mão com rosto.  Só depois do tapa ter sido dado é que percebemos que algo aconteceu.

Todas as emoções têm origem no corpo etérico, portanto, também podemos chama-lo de corpo emocional, além de segundo corpo.  Este é um corpo com seus próprios ritmos, com seus próprios impulsos em relação à raiva, ao amor, ao ódio ou à inquietude.  Ao final, você saberá reconhecer estas  vibrações.

Quando ficamos com medo, o corpo etérico se encolhe.  Este processo de encolhimento que sentimos quando amedrontados não pertence ao corpo físico, o qual permanece inalterado.  Mesmo assim, os efeitos desta contração no corpo etérico se tornam evidentes no andar da pessoa e em seu modo de sentar.  Ela parece reprimida o tempo todo, não senta direito, e quando fala, gagueja.  Suas pernas e mãos tremem quando anda e escreve.

Na meditação, sempre há experiências relativas ao corpo etérico.  Um meditante pode sentir que seu corpo se expande de forma tal que parece preencher todo o recinto.  Entretanto, o seu corpo físico permanece exatamente o mesmo.  Quando o meditante abre os olhos, espanta-se: seu corpo permanece inalterado, porém, os resultados da experiência já foram experimentados, e ele chega à conclusão de que o que sentiu não era falso.  A experiência foi clara: ele realmente preencheu todo o recinto, e isto é uma ocorrência do corpo etérico, pois as possibilidades de sua expansão são ilimitadas: ele contrai ou expande de acordo com as emoções.  Pode expandir-se de forma a ocupar toda a terra, ou pode contrair-se de tal forma que caiba num só átomo.

Daí, você começa a notar os movimentos de seu corpo etérico, ou seja, em que situações ele se contrai e em quais  ele se expande.  Se o meditante começa a viver dentro do processo nos quais o corpo etérico se expande, cria-se a harmonia.  Por outro lado, se começa a viver dentro das condições que o fazem encolher, não haverá  harmonia entre os dois corpos.  A expansão é a natureza inata do corpo etérico: quando se expande ao máximo, quando floresce plenamente, torna-se ligado ao corpo físico por uma ponte, mas, quando está sob o domínio do medo e encolhe, quebram-se todos os seus contatos com o primeiro corpo, e o corpo etérico fica isolado em um canto.

Há outros processos relativos ao corpo etérico, os quais podem ser reconhecidos via outros métodos: por exemplo, você está frente a um homem perfeitamente saudável, perfeitamente normal.  Se alguém lhe disser que está condenado à morte, empalidecerá instantâneamente; não haverá mudança alguma em seu corpo físico, mas haverá uma  mudança imediata em seu corpo etérico, o qual começará a sair do corpo físico, ou, em outras palavras, o etérico se prepara para deixar a carne.  Se o dono de uma casa vem a saber que precisa desocupá-la naquele exato momento, toda alegria e bem-estar que estiver sentindo desaparecerão, e a ordem estabelecida ficará perturbada.  O segundo corpo quebra as conexões com o primeiro, de um certo modo.  A tal execução antes mencionada acontecerá dali a algum tempo, ou talvez nem chegue a ocorrer, mas, de qualquer modo, a conexão com o primeiro corpo já terá sido temporariamente quebrada.

Assim você pode observar, de modo sutil e sem maiores dificuldades, as funções do segundo corpo.  A dificuldade maior está no fato de não prestarmos muita atenção nos processos físicos, pois, se o fazemos, começamos a sentir os movimentos do segundo corpo.  Quando se tem um conhecimento claro do trabalho de ambos, este fato, por si só, cria harmonia entre eles.

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O CORPO ASTRAL

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             Depois destes, há o terceiro corpo, chamado corpo astral.  Seus movimentos soam incontestavelmente mais sutis, mais do que o medo, a raiva, o amor ou ódio, sendo, portanto, mais difíceis de perceber, a não ser  que haja um total conhecimento do segundo corpo.  Chega a ser difícil até  entender a diferença entre o corpo astral e o corpo físico, pois aqui, o hiato é ainda maior.  Com relação ao primeiro plano, agimos de forma inconsciente; o segundo corpo está mais próximo do primeiro do que o corpo astral, assim, somos capazes de entender alguma coisa sobre ele: é como se o segundo corpo fosse nosso vizinho; algumas vezes podemos ouvir o barulho de panelas, ou o choro de uma criança na casa ao lado.  O terceiro corpo, no entanto, é o vizinho de nosso vizinho, de quem não conseguimos ouvir som algum.

O fenômeno do terceiro corpo é ainda mais sutil do que o do segundo, e só pode ser alcançado se começarmos a perceber nossas emoções de forma completa.  Quando as emoções se condensam, tornam-se ações, e as vibrações astrais são mais sutis do que as ondas emotivas.  Aí está o porque de eu não saber que você está com raiva até que me mostre, pois eu só posso vê-la quando  se transforma em ação.  Você, contudo, pode vê-la antes de mim, pode senti-la despertando em seu corpo etérico.  Neste momento, a raiva possui seus próprios átomos, advindos do segundo corpo.  Caso estes átomos não despertem, você não fica de modo algum enraivecido.

O corpo astral pode ser chamado de coleção de vibrações…  se você desperta o corpo etérico e segue suas emoções até a sua origem, repentinamente descobre que entrou no corpo astral, e ali, você concluiu que a raiva não é raiva, perdão não é perdão , pois a mesma energia vibra em ambos.   A energia vibratória do amor e do ódio é a mesma, a diferença estando na natureza das vibrações.  As vibrações do amor e do ódio podem ser comparadas, respectivamente, a luz e a escuridão, assim, quando você começa a tomar consciência do terceiro plano, você se encontra em condições estranhas: já não está  mais em suas mãos amar ou odiar, pois agora, você sabe que estes são dois nomes para a mesma coisa; escolhendo um,  você automaticamente escolhe o outro, se possibilidades de ser de outro modo.  Se você,  dentro do terceiro plano, pede, por exemplo, que um homem o ame, ele irá lhe perguntar se também está preparado para o ódio.  É claro que você irá dizer que não, que só quer o amor, e irá implorar por este último, e o homem em questão responderá, por sua vez, que isto não é possível, já que o amor é uma forma vibratória do ódio.  Na verdade, o amor é a forma que lhe agrada, enquanto o ódio e a versão desagradável destas mesmas vibrações.  O homem que desperta para o terceiro plano, portanto, começa a se liberar dos pares opostos; ele saberá pela primeira vez, qu aquilo que havia considerdo como dois opostos são partes de uma só unidade, como dois galhos opostos num tronco de árvore.  Daí, ele rirá de sua própria estupidez em tentar destruir um a fim de manter o outro, pois antes ele não sabia que isto é impossível e que, no fundo, a árvore é a mesma.  Mas o terceiro plano só  pode vir a ser conhecido depois do despertar do segundo, porque as vibrações do terceiro corpo são mais sutis.  Lá não existem emoções, apenas vibrações.

Se você conseguir compreender as vibrações do terceiro corpo, começará a viver uma experiência única, e será  capaz de dizer,  apenas olhando para uma pessoa, quais as vibrações que a cercam.  Na maioria das vezes, devido ao fato de você não ter conhecimento de suas próprias vibrações, não é possível reconhecer as de outra pessoa.  De modo contrário, as ondas vibratórias emanentes do terceiro corpo se juntam ao redor da cabeça de cada indivíduo.  O halo desenhado em torno das cabeças de Buda, Mahavira, Rama e Krishna em pinturas e desenhos é a chamda aura, e cada uma tem cores especiais já detectadas.  Se você tem uma experiência correta e saudável com o terceiro corpo, começa a ver essas cores, e, quando tal acontece, você vê não só as suas próprias cores, mas também as de outrem.  Quando você está consciente destes três corpos, a própria consciência trará hamonia entre eles, então, qualquer tipo de shaktipat ( transmissão de energia) será incapaz de trazer resultados danosos.  A energia entrará em seu quarto corpo através das harmoniosas camadas constituídas pelos primeiros três, os quais serão a via ezpressa pela qual viajará.  Se o caminho não estiver em boas condições, pode haver muitos perigos, e é por esta razão que digo que os primeiros três corpos devem estar sempre fortes e preparados, e só então o crescimento ocorrerá de maneira suave.

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Leia também:

Psicologia dos Chakras:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1258

Chakras & Ritmos Respiratórios:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1319

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Conheça o Curso:

“Meditação Através dos Chakras e da Respiração”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=68

 

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Chakras & Ritmos Respiratórios

Chakras & Ritmos Respiratórios

Pedro Tornaghi

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Toda emoção ou pensamento gera um reflexo imediato na respiração. Se estamos apaixonados respiramos de uma maneira, se tristes, de outra e, se precisamos correr de uma situação de perigo, de outra ainda. Da mesma maneira que nossos humores se refletem em nossa respiração, se reorientarmos o ritmo em que respiramos, modificaremos imediatamente nosso estado de espírito.

Há uma ciência nisso, não é difícil observar a maneira de respirar de cada estado emocional e passar a usar essas observações para harmonizarmo-nos emocionalmente. Alicerçado nessa ciência, foram desenvolvidos ritmos respiratórios específicos para limpar e vivificar cada um de nossos sete chakras, e consequentemente transformar nossa condição emocional e mental, dissolvendo medos e estimulando sentimentos saudáveis.

Explico: os chakras são centros energéticos que coordenam as funções vitais do corpo. Cada emoção nossa está ligada prioritariamente a um diferente chakra. Desbloqueando e energizando um chakra, ele passa a influir nas emoções correlatas a ele, dissolvendo ansiedades e medos e permitindo-nos experimentar estados de calma, relaxamento e felicidade.

As respirações do primeiro chakra por exemplo, propiciam o enraizamento emocional, levando-nos a melhor estruturar nossa vida prática e a equilibrar nossas realizações nas áreas: profissional, amorosa e familiar. Essas respirações promovem a autonomia, conferindo uma vitalidade extra, para que possamos preencher nossas necessidades particulares e construir as bases de nosso projeto de vida. Elas amenizam todos os medos ligados à necessidade de sobrevivência, preparando-nos para que mais facilmente saibamos o que queremos e encontremos maneiras de realizá-lo.

As do segundo chakra trazem discernimento. Elas desanuviam os cinco sentidos restituindo nosso potencial de sentir prazer. Esse é o chakra da sensualidade, e essas respirações nos deixam capazes de obter muito maior satisfação em nosso cotidiano. Os Mestres indianos dizem que nesse chakra mora o nosso “Buda Interno”. Essas respirações, com a sua continuidade, propiciam uma visão única e diferenciada da vida, nos dando acesso a uma sabedoria que vem não de livros, mas da vivência interna.

O terceiro chakra, ao ser ativado pelas respirações, nos proporciona uma bússola interna, que passa a nos orientar em direção ao crescimento pessoal nas diversas experiências que se apresentam à nossa frente. Esse chakra nos enche do ânimo necessário para que conquistemos nossas ambicionadas metas e alcancemos a realização pessoal. Quando desenvolvemos esse chakra, não queremos mais ouvir falar como as coisas são, mas vivê-las pessoalmente e essas respirações nos dão a energia necessária para que realizemos isso. Ao avivar o chakra, essas respirações nos proporcionam força de vontade, iniciativa, coragem e capacidade de decisão rápida e certeira.

O quarto chakra quando “higienizado” pelas respirações, nos deixa livres de antigas mágoas, sentimentos de rejeição e culpas. Repentinamente, nos vemos libertos de emoções que atentam contra a nossa natureza nos impedindo de brilhar e ser felizes. Quando revigorado, esse chakra nos permite experimentar um estado de satisfação e contentamento espontâneos. Passamos a irradiar amorosidade de uma maneira que beneficia também aos que nos rodeiam, uma vez que criamos uma atmosfera agradável emvolta de nós. Sentimos a partir disso um maior contentamento em tudo o que fazemos.

O quinto chakra quando energizado pelas respirações torna-nos mais criativos e comunicativos, levando-nos a encontrar soluções antes impensáveis para os impasses da vida. Ele praticamente acaba com o sentido da palavra impasse. Esse chakra nos permite transformar a natureza de todos os nossos anseios e medos e nos dá o sangue-frio necessário para que cortemos aquilo que já é velho e ultrapassado em nós e consigamos lutar pelo novo que queremos. Ele tem uma força curativa e regeneradora praticamente infinita, tendo sido na história do autoconhecimento um centro fundamental para curandeiros e xamãs de diversas linhas.

Ele nos dá capacidade e coragem de promover transformações radicais quando é preciso. Ele possui também um poder de regeneração impressionante, possibilitando-nos restituir o que for importante na saúde física, emocional ou mental. É um chakra que nos dá força para construir quando é apropriado e destruir quando é necessário.

O sexto chakra aumenta a nossa capacidade de atenção, entendimento, reflexão e meditação. Limpo pelas respirações, ele nos traz clareza e nos devolve a inteligência intuitiva. É um chakra que nos permite enxergar a essência embutida em cada forma, fazendo com que todas as coisas revelem o seu sentido. Passamos a entender o nosso papel, ou seja, que pequeno dente nos cabe na grande roda dentada do universo e igualmente que papel cada pessoa à nossa volta está representando. Ele restitui nossas capacidades psíquicas nos devolvendo a potencialidade plena de nossa memória e imaginação.

O sétimo chakra quando desenvolvido, dilui aos poucos os nossos egoísmos mesquinhos e nos situa em uma dimensão muito mais ampla da vida. No fundo, na verdade, a nossa mais legítima dimensão. Ele promove uma experiência de comunhão sem limites com a nossa natureza interna e com a externa, nos levando a conhecer os últimos estados de êxtase espiritual descritos pelos orientais.

O interessante das respirações aplicadas aos chakras é que, através delas, é muito difícil que nos enganemos e sabotemos de maneira inconsciente o trabalho de crescimento pessoal. Elas são acessíveis a todos, uma vez que todos respiramos; e só exigem a prática para que passemos por uma profunda transformação psicológica, descobrindo sermos capazes de ir a espaços que nem sonhávamos existir; e capazes de uma performance pessoal que antes não usufruíamos porque desconhecíamos. E o mais importante: está em nossas mãos, basta praticar.

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veja o Curso “Meditação Através dos Chakras e da Respiração”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=68

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Leia também:

Psicologia dos Chakras:

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Chakra do Coração:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=294

 

 

 

 

 

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One Response to Chakras & Ritmos Respiratórios

  • MARIA AMELIA MACEDO FERREIRA:

    É perfeito como descreves a sensação de plenitude após e durante a meditação. É sentir o Universo e você, em tudo. É como vivenciar a dimensão dos átomos e moléculas de nosso corpo, espalhados universo afora, … agradeço por todos os ensinamentos publicados. Sou eternamente Grata por sua gentileza!! Namastê

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Psicologia dos Chakras

 

Psicologia dos Chakras

Pedro Tornaghi

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Cada um de nossos sete chakras está ligado a uma parte de nossa psicologia e, assim, podemos associar diferentes sentimentos, emoções, desejos ou medos aos respectivos chakras. Conforme cada chakra está vitalizado ou sem energia e conforme o grau de consciência com que lidamos com ele, irá alimentar um comportamento diferente em nós.

Escolherei aqui um tema ligado a cada um dos sete chakras para usar como exemplo.

Os Chakras são centros energéticos distribuídos pela coluna vertebral, desde o períneo até o alto da cabeça. Eles têm como funções principais receber e irradiar energia vital.

Sua forma se assemelha a uma antena parabólica ou a um auto-falante, o primeiro um objeto que capta e o segundo um que irradia. Eles funcionam, em parte, como radares que percebem o mundo em volta e sofrem o impacto emocional e energético de acontecimentos e pessoas à sua volta e, ao mesmo tempo, funcionam como verdadeiras usinas que irradiam energia, emoções e pensamentos. Eles buscam interagir da maneira mais positiva ao seu alcance para conseguir um equilíbrio em meio às diversas situações de pressão do dia-a-dia.

Além de interagir com o meio-ambiente, os chakras têm um papel importante na regulação interna do organismo, atuando sobre nossa vitalidade, emoções e pensamentos. Eles fazem a ponte entre o nosso corpo físico e o mundo subjetivo; atuando sobre as glândulas de secreção interna, eles integram as emoções ao corpo. Conforme o nosso estado emocional, eles enviam mensagens às glândulas para que secretem ou não seus diferentes hormônios. Por exemplo, se estamos ansiosos, ativamos de maneira excessiva o terceiro chakra e esse provocará uma ativação maior do pâncreas, influindo na nossa absorção de glicose, além de influenciar também o funcionamento dos rins. Além disso vai estimular nossas supra-renais a dispararem jatos de adrenalina e cortisol, dois hormônios estimulantes, o segundo, conhecido como hormônio do estresse. Já se formos extremamente vaidosos e preocupados com a nossa imagem, vamos coibir o funcionamento do quinto chakra, alterando a liberação de hormônios da tireóide e gerando uma disfunção em todo o metabolismo.

Enfim, os chakras são fundamentais na regulação de nosso organismo, proporcionando equilíbrio e harmonia entre o físico, o emocional e o mental. Um chakra vitalizado e harmonizado nos deixa aptos a lidar com um meio ambiente desorganizado sem comprometer nosso próprio equilíbrio e organização internas, apesar das pressões externas.

Há várias maneiras de se trabalhar os chakras. Pode-se, por exemplo, trabalhá-los a partir das glândulas, ou de determinadas posturas, ou a partir das emoções, e levá-los a uma mudança de comportamento. Eu, particularmente, gosto de trabalhá-los com os ritmos respiratórios e meditações específicas para cada um. As técnicas de “respirações dos chakras” têm uma eficácia muito grande em limpá-los e vitalizá-los; elas têm o dom de tornar difícil à pessoa que as pratica, que engane a si própria durante os exercícios e não desenvolva o chakra. Já as meditações têm duas virtudes. A primeira é o equilíbrio impecável que produzem entre a saúde emocional e o funcionamento dos chakras; a segunda é que elas internalizam e sutilizam os sentidos, ampliando a sensibilidade e nos levando à consciência direta dos chakras. Com isso, passamos a participar ativamente de nossos processos internos, podendo dissolver com certa facilidade os medos e receios ligados a cada chakra e clarear o caminho para desenvolver as capacidades e talentos ligados a cada um deles.

As respirações e meditações têm ainda o mérito de serem democráticas. Pela minha experiência, elas acabam funcionando em pessoas dos mais diferentes tipos de temperamento e formação cultural.

As meditações e respirações de primeiro chakra, por exemplo, proporcionam à pessoa uma grande auto-confiança, ânimo e disposição física. Elas dissolvem ou amenizam os medos de realizar, de exteriorizar, de se posicionar, e o medo de sobrevivência. Elas regularizam o funcionamento das glândulas seminais, funcionando como um estimulante natural e aumentando a saúde sexual.

As meditações e respirações de segundo chakra  dão à pessoa um grande centramento e capacidade de discernimento. Mestres indianos dizem que neste chakra mora o nosso “Buda Interno”. Elas nos dão a base para uma visão própria e diferenciada da vida e atenuam os medos da solidão, da vulnerabilidade e da morte. Elas regularizam o funcionamento das glândulas supra-renais regularizando a produção de adrenalina, o que é fundamental para que mantenhamos o estado de vigília. Elas aumentam ainda a nossa capacidade de sentir prazer.

As meditações e respirações do terceiro chakra nos proporcionam capacidade de decisão; e nos levam à possibilidade de enxergar a verdade com nossos próprios olhos. Ao chegar no terceiro chakra, não queremos mais viver conforme nos ensinaram, mas, viver a cena em loco e aprender com a experiência. Essas práticas aumentam nossa força de vontade e capacidade de luta para afirmação de nossos ideais. Elas dissolvem o nosso medo da submissão e do fracasso, nos ajudando a interagir de maneira harmoniosa com o meioem redor. Elasregularizam o funcionamento do pâncreas, otimizando a absorção e o aproveitamento da glicose.

As meditações e respirações do quarto chakra nos proporcionam um aumento da auto-estima e uma maior capacidade para o amor, a amizade e os relacionamentos humanosem geral. Elasdissolvem medos diversos, como o de rejeição, o de ser ferido, o de respirar e o de sofrer constrangimentos. Elas regularizam o funcionamento do timo, melhorando o sistema imunológico e criando condições propícias ao nosso crescimento espiritual.

As meditações e respirações do quinto chakra proporcionam um aumento da nossa criatividade e capacidade de expressão. Elas dissolvem o medo da tristeza, o medo de desestruturar-se ao contato com a própria criatividade e com o desconhecido, e o medo da perda de controle. Elas atuam sobre a tireóide e paratireóides regularizando todo o metabolismo interno e atuando sobre o equilíbrio térmico do corpo.

As meditações e respirações do sexto chakra ampliam a nossa intuição e clareza interna. Elas nos possibilitam enxergar cada vez mais nossos processos internos, desmontando nossas defesas antigas e desnecessárias e deixando-nos atualizados emocional e psicologicamente. Essas práticas aumentam nossa capacidade de articulação mental e dissolvem o medo de entrega e de relaxar, além do medo de conhecer. Elas atuam sobre a hipófise e o hipotálamo, que formam o centro regulador de todas as outras glândulas.

As meditações de sétimo chakra nos levam a conhecer a paz, o silêncio interno mais profundo e os “estados nirvânicos”. Elas dissolvem o medo do vazio e da perda de identidade que parece acontecer quando mergulhamos em dimensões mais amplas da consciência. Elas dissolvem o medo da liberdade. Essas meditações atuam sobre a glândula pineal, ajudando a regular nosso sono e todos os ritmos internos naturais. Ajudam-nos a chegar a estados de descanso profundo e relaxamento integral.

Como a cultura indiana valoriza mais a prática que a teoria, as meditações e respirações dos chakras têm o propósito de tornar experimental o que é dito sobre os chakras. E isso, se consegue saboreando-as. Experimente as meditações pessoalmente em você mesmo. 

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Curso “Meditação Através dos Chakras e da Respiração”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=68

Leia também:

Chakra do Coração:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=294

 

 

 

 

 

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5 Responses to Psicologia dos Chakras

  • fernanda luiza kruse villas boas:

    Muito bom!

  • RENATA SANTORO:

    Como a cultura indiana valoriza mais a prática que a teoria, as meditações e respirações dos chakras têm o propósito de tornar experimental o que é dito sobre os chakras. E isso, se consegue saboreando-as. Experimente as meditações pessoalmente em você mesmo. Ajudam-nos a chegar a estados de descanso profundo e relaxamento integral.

  • RENATA SANTORO:

    Maravilhoso

  • MARIA MATOS:

    É a mais bela revelação da nossa divina totalidade em harmonia com a consciência cósmica!
    Que experiência maravilhosa você nos proporciona pela prática baseada em conhecimento profundo. OM TAT SAT!

  • silvia gonçalves dias:

    Gostaria que me indicassem livros a respeito desses temas. Obrigada

    Olá Sílvia, recomendo o livro de Arthur de Avalon, “The Serpent Power” em espanhol ele se chama “El Poder Serpentino”, publicado na Argentina pela editora Kier.
    Abraços

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Chakras & Memória Instintiva

Chakras & Memória Instintiva

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Pedro Tornaghi

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      É possível fazer muitas leituras do corpo humano e mais ainda de sua psicologia. O mapeamento do corpo e as respostas dadas às doenças pela acupuntura, medicina ayurvédica, homeopatia ou alopatia são tão diferentes que pode-se ter a impressão de estar-se falando de quatro diferentes corpos. E no entanto, todas falam do mesmo corpo, da mesma saúde, e todas têm sua verdade e sua razão de ser.

A mesma coisa acontece com as diferentes visões do que é a memória humana. Numa das leituras sobre a memória, ligada à tradição indiana, pode-se considerar que possuímos quatro diferentes memórias: a memória mineral, a vegetal, a animal e a humana. Segundo esse modo de ver, o ser humano evoluiu da realidade mineral para a vegetal, depois para a animal e, por fim, para a humana e, dessa maneira, traz gravado em seu íntimo um rico aprendizado dessas experiências. As moradas dessas quatro memórias são os quatro primeiros chakras. Ter acesso equilibrado e consciente a essas quatro memórias permite uma vida psíquica harmônica e um organismo saudável. As funções metabólicas de nosso corpo dependem da sabedoria acumulada nesses chakras e o funcionamento sadio deles garante as condições ideais para nossa evolução e a base para uma boa e duradoura qualidade de vida.

O primeiro chakra é ligado ao relacionamento do homem com o mundo mineral. É ele quem coordena a absorção de sais minerais pelo corpo, administra o quanto o corpo reterá de cálcio, magnésio, zinco, fósforo & cia do alimento digerido. Quando desequilibrado esse chakra provoca danos preocupantes uma vez que, por exemplo, o excesso de cálcio em neurônios é uma das principais causas de morte de células nervosas, do envelhecimento precoce do corpo e de diferentes doenças senis. Equilibrado, ao contrário, ele cria condições para a longevidade saudável.

Uma vez que nossa natureza mineral é a mais antiga entre nossas quatro naturezas, a memória mineral, residente no primeiro chakra, nos remete aos primeiros registros da existência e administra nossos instintos mais primitivos, incluindo o de sobrevivência.

Desde o big-bang, quando surgiram as primeiras partículas no Universo, houve necessidade de movimento dessas partículas mas, ao mesmo tempo, elas encontraram resistência ao movimento. Partículas são energia e energia só existe em movimento, mas, uma vez que estavam no universo material e encontrar resistência mostrou-se inevitável, foi preciso aprender a negociar com a resistência para se movimentar. Desde então, está impresso em todo átomo existente no universo, a informação de que a cada movimento, encontra-se uma resistência. Esse chakra se torna, dessa maneira, ligado ao instinto de cautela e administra um “freio” e um “acelerador” psicológicos que nos orientam o quanto devemos nos atirar a partir de nossos impulsos ou não. Esse chakra é a base de nosso ego (acelerador) e superego (freio). Quando desregulado, tendemos a nos conter onde é mais indicado avançar ou nos atirarmos em situações onde seria mais saudável recolher.

O segundo chakra é vinculado à relação do homem com o reino vegetal. Nele habita a memória do tempo em que pertencemos a este reino e, com isso, ele abrange a consciência de nossa necessidade de ascenção por um lugar sol, abarcando os meios para isso, como a sabedoria de como proceder para a constante transformação de luz em clorofila, de ignorância em conhecimento, etc. No plano físico, ele regula diversos processos de absorção do corpo, incluindo a do alimento pelos intestinos e no psíquico, confere a sabedoria de como e por quê se comprometer com a própria dinâmica evolutiva, chamada na Índia de swadharma.

O terceiro chakra é influenciado pela memória animal. Nele mora o instinto de caçador do homem, formado nos quatro milhões de anos em que vivemos como coletores/caçadores. Nesse tempo sobreviviveria – para perpetuar a espécie humana na Terra – quem melhor corresse atrás de um búfalo, quem conseguisse derrubá-lo com as unhas e, depois, cortá-lo sem as regalias de uma faca afiada. Esse instinto de caçador de nossos antepassados é, ainda hoje, muito presente no homem e surge à sua revelia, muitas vezes em situações constrangedoras.

É o que acontece com o rapaz que faz gracejos abusivos para a morena que passa à frente do botequim, ou que briga ferozmente por seu time de futebol, ou que se agrupa em gangues para lutar com outras gangues. Esse instinto, quando descontrolado, pode deixar a pessoa perigosa, mas quando harmonizado, pode deixá-la com o potencial realizador aumentado.

O quarto chakra, ligado à memória humana, guarda a memória de nossas experiências pessoais, mas também do que herdamos de sabedoria de toda a humanidade. Aí, moram os instintos humanos, incluindo o amor e os sentimentos de amizade, solidariedade e liberdade. Moram, também, a capacidade de compreensão, comunhão, compaixão e sentimentos afins. Quando nos aprofundamos neste chakra tornamo-nos mais humanos e habilitados para a felicidade amorosa.

Desenvolver a memória, sob a ótica indiana, vai além de aprimorar capacidades técnicas de memorização, desenvolvê-la em sua totalidade, inclui também entrar em contato com a sabedoria existente nestes chakras. Quando isso acontece, nos surpreendemos ao ver como a memória objetiva passa a funcionar. Ganhamos uma enorme capacidade de retenção de novos aprendizados e o acesso a antigas informações e experiências guardadas em nós, desde tempos remotos.

Para esse objetivo, foi criado o programa “Memória e Rejuvenescimento Através da Meditação”, com seus cinco pilares: exercícios de memorização, técnicas de respiração e de meditação, exercícios de regeneração celular e sugestões nutricionais para a memória. Estes cinco elementos, funcionando sinergicamente, nos levam a regiões onde a memória guarda segredos importantes acerca de nós mesmos e, ao mesmo tempo, desenvolvem o potencial possível da memória atual. E para isso foi criado também o grupo “Meditação Através dos Chakras e da Respiração”, um trabalho focado mais diretamente na saúde dos chakras,

No final de uma jornada de autoconhecimento, a pessoa funciona melhor física, intelectual e emocionalmente, podendo aliar a satisfação das necessidades subjetivas à realização dos objetivos práticos.

No nível físico, o rejuvenescimento celular promovido pelas respirações dos dois programas leva a diferentes benefícios, desde a recuperação do vigor sexual, passando pelo aumento da flexibilidade do corpo, pela melhoria do funcionamento glandular, pelo equilíbrio do tônus muscular e pela arte do relaxamento.

No nível emocional, a pessoa adquire grandes doses de entusiasmo interior e cria as bases para um olhar mais humano e amoroso para a vida e para um estado de felicidade duradoura.

No nível mental, além da ativação dos potenciais da memória, as meditações desses programas melhoram a habilidade cognitiva e a atenção, evitam a fadiga mental e previnem o declínio das faculdades intelectuais. Os efeitos anti-stress das meditações proporcionam calma, entendimento, discernimento e equilíbrio para tomar decisões sensatas. As respirações utilizadas promovem agilidade de reflexo mental, aumentando a capacidade de responder a desafios diários sem se desgastarem excesso. Umapessoa normal se torna capaz de memorizar, em detalhes, longos textos após uma única leitura ou memorizar cerca de 100 palavras por hora em língua estrangeira.

O prazer da recuperação e desenvolvimento de nossas habilidades intelectuais é indescritível. É ver para crer. É experimentar para ver. E, assim, saborear a vida com mais plenitude.

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Conheça os cursos:

Meditação através dos Chakras e da Respiração:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=68

Memória & Rejuvenescimento Celular Através da Meditação:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=82

 

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As Memórias que nos Constroem

As Memórias que nos Constroem

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Pedro Tornaghi

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“Lembrança é quando, mesmo sem autorização, o seu pensamento reapresenta um capítulo. “
Adriana Falcão

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Nosso senso de identidade depende da imagem que fazemos de nós mesmos e essa imagem depende, direta e totalmente, do que lembramos de nossas experiências. A memória pode – e deve – ser uma aliada de nosso crescimento e desenvolvimento humano, mas pode também ser a pedra no sapato que inibe nossa evolução nas picadas e trilhas, floresta adentro, mundo afora, privando-nos das aventuras que tornam a vida uma experiência significativa e realizadora.

O neurobiologista Eric Kandel, ganhador do Prêmio Nobel de 2000 por suas colaborações no estudo da memória humana, defendeu a importância dos conceitos de “habituação” e “sensibilização”. Como habituação ele se refere à “capacidade de aprender a ignorar um estímulo benigno que seja trivial e não informativo”. A sensibilização, ao contrário, é a “capacidade de modificar o comportamento quando o estímulo é aversivo”. Dois princípios simples e fundamentais que são bases para construirmos nossas memórias e, consequentemente, definirmos nossa personalidade. Ao entender melhor esses dois princípios poderemos estar mais atentos ao quanto de mecânico há em nosso comportamento e na idéia que fazemos de nós mesmos; entendê-los pode ser um primeiro e fundamental passo para escolhermos melhor nossos destinos, conquistarmos uma auto-imagem mais realista e também para atingirmos um melhor desempenho de nossa memória.

Explica o Dr Kandel que “quando escutamos um súbito estampido, como por exemplo, uma arma de brinquedo disparando em nossas costas, reflexos são postos de prontidão, diversas respostas neurovegetativas são desencadeadas em nosso corpo, o coração bate mais rapidamente, a respiração fica acelerada, as pupilas se dilatam e podemos ter a sensação de boca seca. Entretanto, se o ruído se repete, tais respostas diminuem de intensidade.” Essa diminuição é o que ele chama de habituação, uma experiência rotineira em nossas vidas. É dessa maneira que um operário pode, por exemplo, acostumar-se a trabalhar em uma fábrica barulhenta ou que podemos nos acostumar a viver no caos urbano, andar em avenidas barulhentas, cheias de ônibus que soltam fumaça e barulho, e continuarmos lendo um livro ou conversando, como se nada disso estivesse acontecendo. Assim, nos habituamos ao barulho de um relógio enquanto estudamos, à televisão ligada pela família na sala, às roupas que vestimos, de maneira que esses eventos raramente penetram em nossas consciências. Habituação então, em última análise, é “reconhecer e ignorar estímulos considerados sem importância”. Algo que fazemos constantemente.

Nossa inteligência e nossa memória dependem muito mais da quantidade de interconexões neuronais do que da quantidade de neurônios que possuímos. Na prática, o que acontece na habituação é que diminuímos a liberação de “pacotes” de neurotransmissores pelas células nervosas e, com isso, pela falta de uso, reduzimos a quantidade de dendritos e axônios – os terminais nervosos que fazem a sinapse entre as células nervosas – de nossos neurônios. É dessa maneira que o gato de armazém se torna manso. Mas também, com os reflexos prejudicados. Pela habituação continuada, um neurônio pode diminuir drasticamente o número de terminais nervosos de comunicação com outras células. Podemos chegar a uma diminuição de oitenta por cento de inter-comunicadores neuronais. Isso não é pouco. É uma maneira de estar um pouco morto, no fundo, para evitar a dor.

A habituação é um processo necessário para escolhermos, inconscientemente, a qual estímulo voltar nossa atenção, mas à medida em que ela se torna permanente, pode nos alienar da vida e do crescimento pessoal. Quantos de nós conhecem a experiência de dirigir de casa até o trabalho sem perceber a que horas passou da segunda para a terceira marcha, ou quando passou por determinada rua? Quanto de automatismo existe em nosso cotidiano? Que preço pagamos por isso hoje e que preço pagaremos no futuro? Existe alguma maneira de continuar usufruindo dos benefícios da habituação sem perder os reflexos e sem diminuir o potencial de comunicação entre os neurônios? Para verificar isso, é necessário entender que modificações moleculares acontecem dentro da célula na habituação e como restaurar o estado anterior quando essa habituação não for mais necessária ou proveitosa. É questão de sobrevivência do operário para que possa trabalhar no meio do barulho da fábrica, mas será uma pena se, ao chegar em casa, ele permanecer surdo e indiferente aos sussurros amorosos de sua esposa por exemplo, se ele se tornar ausente das questões mais sensíveis e afetivas de sua família.

Uma boa maneira de retornar a química interna da célula à sua composição original é certamente a meditação. Isso sempre foi sabido empiricamente, mas recentemente, tem sido demonstrado de maneira científica em inúmeros experimentos. Hoje em dia, pode-se monitorar e medir que mudanças moleculares acontecem dentro de uma célula cerebral durante a meditação. As conclusões têm sido de que a meditação recupera o estado de alerta da pessoa, sem que esse estado de alerta signifique o stress de que a habituação pretendia nos proteger.

A revista Psychiatry Research, por exemplo, publicou um estudo recente sobre como a meditação afeta o cérebro. A partir de uma experiência de oito semanas no Hospital Central de Massachussetts com meditantes inexperientes e iniciantes, foram observadas alterações consideráveis em determinadas regiões cerebrais, relacionadas com a memória, com a autoconsciência, com a empatia e com o estresse. Todas as transformações registradas foram consideradas benéficas à saúde física e mental.

Na pesquisa, notou-se que “apesar do pequeno tempo de meditação pela manhã, podia-se observar benefícios cognitivos e psicológicos que persistiam pelo dia inteiro. A partir de medições com imagens de ressonância magnética no cérebro, foram identificadas alterações na estrutura cerebral dos participantes. Respostas a um questionário assinalavam melhorias significativas, comparativamente às semanas anteriores. A análise das imagens por ressonância magnética mostrou uma evolução na massa cinzenta, localizada no hipocampo, zona cerebral implicada na aprendizagem, memória, estruturas associadas à autoconsciência, compaixão e introspecção.”

“Verificaram ainda uma diminuição da massa cinzenta na amígdala cerebral, o conjunto de núcleos neuronais nos lobos temporais, relacionados com a diminuição do stresse. Contudo, nenhuma destas alterações foi observada no grupo de voluntários que não praticaram meditação. Segundo o grupo de investigação, os resultados mostram a plasticidade do cérebro e como, mediante a meditação, este se molda e altera, de forma a aumentar o bem-estar e a qualidade de vida.“ Em meditantes antigos, já havia sido percebido pelos pesquisadores algo ainda mais impressionante: “mudanças significativas na espessura do córtex cerebral, especialmente nas áreas ligadas à atenção e à integração emocional.”

Tenho percebido na prática esses benefícios. Em meus cursos de memória e meditação podemos verificar que um exercício de memorização após uma meditação tem seu efeito e potencialidade aumentados de maneira significativa, mas que antes disso, a simples meditação já é o suficiente para reverter processos de perda de memória por idade. A meditação, esse milenar conhecimento da Índia, tem sido considerado uma resposta eficiente para males modernos como o estresse, déficit de atenção, dificuldade de aprendizado e de retenção de informações. Uma única resposta para muitas perguntas, uma resposta antiga para perguntas recentes, como se a solução estivesse o tempo todo boiando em baixo de nossos narizes e estivéssemos feito tontos procurando no ar. Que bom que há resposta!

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Veja o curso:

“Memória e Rejuvenescimento Celular através da Meditação”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=82

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Leia também:

“Os Cinco Pilares da Memória”

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1159

“Meditação e Melatonina”

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1135

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3 Responses to As Memórias que nos Constroem

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Meditação e Lembrança

Meditação e Lembrança

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Pedro Tornaghi

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Meditação e memória são parentes íntimos, uma vez que meditar, em última análise, é recuperar o estado de espírito e de consciência originais da pessoa, esquecido e soterrado sob escombros de milênios de experiências mal digeridas. O estado meditativo é algo de que já fomos íntimos e que permanece gravado em nossa memória celular. Essa “lembrança” se dá em três níveis: o pessoal, o coletivo e o universal.

A nível pessoal, todos experimentamos, na inocência da infância, momentos de total imersão de nossa consciência no Cosmos. Momentos apenas seria injusto dizer, tivemos chance de provar períodos prolongados de total fusão entre nossa consciência e o Universo. Nessa época éramos desprovidos de consciência crítica e de linguagem, éramos somente entrega, aceitação e observação.

Crescer significou para nós a perda dessa “comunhão cósmica”, mas a memória desses momentos está lá, gravada em algum lugar dentro de nós, e pode ser acessada. Uma vez recuperada essa memória, passamos a possuir não apenas um gosto nostálgico de um paraíso perdido, mas o endereço dele; recuperamos a sensibilidade e a inocência da criança que o experimentou e recuperamos o sentido de direção, uma bússola interna afinada e precisa, capaz de indicar onde reencontramos o “paraíso”.

A meditação possibilita que o reencontro do paraíso não seja o simples voltar para o útero da mãe, mas em verdade, perceber o universo inteiro como um grande útero que ampara e permite que se movimente à vontade dentro dele.

O segundo nível de lembrança do paraíso perdido, o nível coletivo, quando atingido, permite que não apenas contatemos nossa própria essência com a meditação, mas que possamos ir além, bem além.

A humanidade como um todo já viveu dias impregnados de harmonia. Já houve um tempo em que disputas territoriais não faziam sentido, uma vez que o território era vasto e convinha associar-se a outros humanos para obter-se melhor performance. Na memória inconsciente coletiva, está gravada a história da humanidade. E ela pode ser acessada, por meio da meditação.

Carl Gustav Jung um dia conheceu na Baviera um camponês que, apesar de nunca ter saído do vale em que vivia e nem ter tido maiores contatos com pessoas de outras culturas, falava javanês antigo. Anos mais tarde, viajando de trem pela Rússia, Jung descobriu que um companheiro seu de viagem, mesmo sendo alemão e estando pela primeira vez na Rússia, era capaz de saber o nome de todas as estações, escritas na língua local. Ele perguntou como o amigo fazia isso e escutou como resposta: não sei, só sei que sei o que está escrito em cada tabuleta, assim como no jornal que está à nossa frente.

A partir dessas duas experiências pessoais, Jung criou o conceito de “inconsciente coletivo”, uma espécie de biblioteca da memória da humanidade, onde, vez por outra, algumas pessoas podem, por alguma razão, ter acesso a informações que vão além de sua experiência pessoal.

A meditação num segundo nível, nos coloca em contato com a mente coletiva, tanto a consciente quanto a inconsciente. Nossa mente pessoal é apenas parte da coletiva, como cada gota é parte do oceano. Na linguagem indiana, nossa mente é formada de “manas”, uma essência mental que permeia todo o universo, e da qual nos apropriamos de uma parte para acreditarmos que somos uma individualidade. No espaço mental, no entanto, as fronteiras são muito mais “transponíveis” do que no espaço físico.

Por exemplo: é normal que uma mãe, vivendo no Rio de Janeiro, ao ter uma filha que adoece na França, sem saber por quê, comece a se inquietar e a pensar na filha, até ao ponto de ligar e perguntar se está tudo bem com ela. A informação do mal-estar da filha viajou pelo campo mental da França ao Rio de Janeiro, em tempo recorde. Da mesma maneira que essa mãe captou uma informação que não era dela, todos podem fazê-lo, quando aprendem a sintonizar suas antenas. E, quando isso acontece, muito mais importante do que informações sobre terceiros é o fato de passarmos a poder entender a essência da humanidade, ganharmos acesso ao entendimento de certas mudanças de rota que se sucederam no comportamento humano e podermos refletir se isso realmente nos diz respeito e interessa.

Assim, podemos no libertar de alguns comportamentos que chamamos de humanos, mas que não obrigatoriamente o são. Como o ciúme, a ansiedade e a angústia. O ciúme por exemplo, quando entendemos sua essência, transforma-se naturalmenteem amor. Puro.

Podemos trocar essas “respostas socialmente aceitas” para certos desafios, por outras que nos são mais úteis, construtivas e satisfatórias. Todas as nossas relações humanas são modificadas quando nos damos conta da história e da construção psicológica humana. Há medos ancestrais e anseios instintivos no homem moderno que não mais se justificam em seu viver atual.

É o caso do instinto de caçador. Durante quatro milhões de anos, o homem precisou correr atrás da caça, abri-la depois com instrumentos rudimentares e comê-la, na maioria das vezes, crua. Ele não possuía uma faca tramontina ou um isqueiro da bic para se virar. Você já imaginou como, após abater um búfalo, ele se virava para adentrar em suas carnes e usufruir delas?

Com o início da civilização, há 10.000 anos em Jericó, o homem que vinha sendo essencialmente caçador/coletor, começou a se transformarem sedentário. Possuirterras passou a ser melhor sinônimo de garantias de sobrevivência do que saber caçar. No entanto, o instinto de caçador continua vivo no ser humano, são quatro milhões de anos contra dez mil de experimentos civilizatórios.

Esse instinto de caçador nos últimos milênios se transformou em instinto conquistador, e nos custou uma média de no mínimo uma guerra a cada vinte anos. Nos dias atuais, esse instinto se expressa no rapaz que passa a mão no traseiro da morena que passa pela porta do bar, nas gangues de rua e nas facções criminosas que criam guerras urbanas, ou até nas belicosas torcidas esportivas. A mais eficaz  maneira de mudar a rota do instinto destrutivo da humanidade, talvez seja a meditação, capaz de levar ao entendimento e dissolução das bombas-relógio que foram instaladas compulsoriamente em nossas psicologias.

O terceiro nível de memória é chamado na Índia de memória akáshika. Para o indiano, o espaço akáshiko é um campo amplo, que a tudo permeia, onde habitam não apenas os registros de experiências humanas, mas de toda a experiência universal. Nesse espaço, está registrada a experiência do primeiro átomo, que ao se deparar com o tempo e espaço, se viu no dilema entre a vontade de se movimentar e a resistência à sua volta. Quando entramos em contato com essa área, podemos entender nossos conflitos mais íntimos e antigos. Essa compreensão se faz em um nível que os universaliza, e assim, os dissolve. Esse é o estado que o indiano chama de iluminação.

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2 Responses to Meditação e Lembrança

  • ana carolina camargo:

    Que texto claro, profundo, engloba pontos muito importantes, resumindo-os, obrigada.
    Estudo Yoga há alguns anos e há tempos não lia algo tão claro.
    Luz,
    Anacarol.

  • Carlos S. Martinho:

    Simples e verdadeiro, tocando a “criança interior” de cada um, que deixa-se levar nas memórias que vem à tona…..

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Amor & Felicidade III

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“A paz é o único itinerário que nos leva a nos sentirmos realmente humanos.”

Albert Einstein

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“O amor de mãe é o combustível que capacita um ser humano comum a fazer o impossível.”

Marion C. Garretty

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“A melhor definição do amor não vale um beijo.”

 Machado de Assis

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“Quem deseja estudar o amor sempre será discípulo.”

Sarah Bernhardt

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“Eu não crio juizo porque não sei o que ele come.”

Anônimo

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“Sempre dê gargalhadas, quando você puder. É remédio barato.”

Lord Byron

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“Quando você não está fazendo absolutamente nada -
corporalmente, mentalmente, em nenhum plano -
quando toda a atividade cessou e você simplesmente é,
apenas sendo, isto é meditação.”

Osho

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“O travesseiro mais macio é a consciência limpa.”

Provérbio russo”

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“Procuro suportar todos os dia minha própria personalidade renovada, despencando dentro de mim, tudo que é velho e morto.”

Cora Coralina

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“Se o amor é a resposta, pode repetir a pergunta?”

Anônimo

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“Eu sonho coisas que nunca existiram e digo: Por que não?”

Bernard Shaw

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“Se um homem marcha com um passo diferente do de seus companheiros, é porque ouve outro tambor.”

Henry Thoreau

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“Li em algum lugar que há uma regra de decoração que merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz.”

Martha Medeiros

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…”E nos perderemos no tempo…
Por isso, fica aqui um pedido
deste humilde amigo:
não deixe que a vida passe
em branco, e que pequenas adversidades
sejam a causa de grandes tempestades”…

Fernando Pessoa

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“Siga o coração, mas leve o cérebro junto.”

Anônimo

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“Quem anda no trilho é trem de ferro, sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito.”

Manoel de Barros

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“…o fato de existirmos é tão prodigioso, que nenhum infortúnio deve nos eximir de uma espécie de gratidão cósmica.”

Jorge Luis Borges

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“O coração mora no peito. Comigo a anatomia ficou louca; sou todo coração.”

 Maiakóvski

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“Se ouvíssemos atentamente o vento, sentiríamos o abraço do universo em cada brisa.”

Christian Torres

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“É preciso ser capaz de fazer com que os elementos mais hostis no corpo fiquem amigos e se amem mutuamente.”

Platão - Banquete

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“Amor e tosse são impossíveis de esconder.”

George Herbert

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“Eu sou do tamanho daquilo que sinto, vejo e faço, não do tamanho que os outros me enxergam.”

Bob Marley

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“Isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além”

Paulo Leminski

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“Eu deixo aroma até nos meus espinhos,
ao longe, o vento vai falando de mim.”

Cecília Meireles

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“Se correr, o bicho pega,
Se ficar o bicho come…
Se meditar, o bicho some!”

Laura de Andrade Apoteker

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‎” Se um único homem chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhares.”

Mahatma Gandhi

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“Sonhar é acordar-se para dentro.”

Mário Quintana

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“Se a vida não estiver se tornando uma celebração, então alguma coisa está errada com você, não com a vida em si.”

Osho

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“O coração da mulher, como muitos instrumentos depende de quem o toca.”

Saint Prosper

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“A alegria e o amor são as duas grandes asas para os grandes feitos.”

Johan Wolfgang Von Goethe

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Esta página é continuação da página ”Amor & Felicidade II” que atingiu o limite de memória permitida. Se você quiser ler as citações anteriores acesse:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=946

Leia também
“Amor & Felicidade I”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=479

“Citações I”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=432

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Será que ainda podemos almejar o luxo do amor pleno? Sim. Podemos. Enquanto estivermos vivos, carregaremos essa capacidade conosco. Enquanto respirarmos e o coração bater, ele será capaz de ressoar o ritmo do amor. E, quando você começar a ressoar amor, se surpreenderá de como o amor ressoará em torno de você, como uma onda. Quando a melodia do amor sair de você, todas as suas funções vitais serão afetadas por ondas harmonizadoras, e o universo se predisporá a acatá-lo, a cura já terá começado.

Trecho do artigo “Amor e felicidade”. Leia-o na íntegra:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=406

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6 Responses to Amor & Felicidade III

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O Paraíso Esquecido

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O Paraíso Esquecido

Pedro Tornaghi……

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O último discurso de Buda foi sobre “samasati”, palavra sânscrita que pode ser traduzida como “lembrar com precisão”. Buda naquele momento sabia que ia morrer em seguida – dizem que os iluminados sempre sabem quando se aproxima sua hora – e pediu aos ouvintes e discípulos que não se esquecessem das verdades essenciais que haviam descoberto nos anos de convivência com ele. Buda sabia que todos ali iriam esquecer – sempre esquecem, a humanidade não tem feito outra coisa – que todos iriam esquecer das importantes experiências de rara consciência que haviam tido ali.

E Buda tinha razão, ele enfatizou aos discípulos, durante todos os anos de convivência, que considerava a religião um obstáculo à re-ligação do homem com o todo, e que não aprovava que fizessem uma religião em seu nome. Não adiantou. Bastou que ele fosse cremado e os “fiéis discípulos” se esqueceram integralmente do apelo do mestre; se empolgaram em discutir – e discutem até hoje – qual seria a verdadeira religião de Buda. Ouvimos falar até hoje, em noticiários, de monjes budistas que atacam mosteiros budistas de outra linha por essa razão.

Esquecer parece ser uma função da memória humana. Na Grécia clássica havia o mito de Lete, o rio do esquecimento que todos atravessavam na ocasião da morte. Ao se ir para o outro lado, se deixava por aqui toda a lembrança da experiência terrena, como maneira de poder começar a experiência do zero, do outro lado. Faz sentido, você já imaginou um homem se apaixonando por uma mulher e descobrir que ela foi sua mãe em outra vida, como ficaria, ele a chamaria de mãe ou de esposa? E se a mulher descobre que o homem com quem resolveu dividir sua existência foi assassino de seus filhos em uma existência anterior? A “desmemória” tem sua razão de ser.

E, mesmo dentro de uma mesma vida, tem razão de ser. É conveniente, por exemplo, esquecer broncas, injustiças e insensibilidades de nossos pais em relação a nós na primeira infância. As crianças vivem imitando seus pais em parte por que querem ser adultas, elas vêm aquela condição de potência deles e a almejam, isso denuncia que a infância não é tão confortável como costumamos pensar mais tarde. Todos nós experimentamos esse desconforto na infância mas, antes da idade adulta, passamos uma borracha em muitas dessas memórias e possibilitamos a impressão de uma infância dourada, “daqueles bons tempos”. É conveniente. É útil. Tem vantagens.

Porém, onde se ganha alguma coisa se perde outra. Se há alguma vantagem em esquecer, basta olhar com algum cuidado e descobrir, oculta por trás da vantagem, a desvantagem – ou as desvantagens. É inevitável, quando fechamos uma porta para que não entre um inimigo, o amigo também não pode mais entrar. Esquecendo-nos de cenas inconvenientes para evitar a dor e a infelicidade, esquecemos também de coisas essenciais para nossa felicidade e discernimento. Junto a momentos “desagradáveis” de nossa infância, esquecemos de nossa inocência, que ficou perdida em algum canto da memória, esquecemos de nossa capacidade de estar disponível, de coração aberto para o mundo e para o outro, esquecemos de nossa habilidade de aprender com o novo momento e, principalmente, esquecemos de onde viemos.

Explico melhor. Todos temos dentro de nós, em algum lugar recôndito e esquecido, a memória do “paraíso perdido”. Todos tivemos em um momento longínquo de nossas vidas a sensação de total pertencimento, a sensação de não haver diferença entre nós e o universo em volta, de vivermos em união total com o mundo e com a vida. Estivemos em um útero, onde o calor, o alimento, tudo enfim era cuidado e não tínhamos que nos defender do externo, não havia externo, éramos o mesmo organismo do útero. E todos passamos a vida perseguindo essa sensação novamente. É o que nos leva ao casamento, a possibilidade de ser um com o outro; é o que nos leva à religião, a possibilidade de voltar a ser um com o Universo; é o que nos leva a torcer por um clube de futebol, a possibilidade de ser um corpo único com aquela torcida, com aquela marca, é o que nos move à socialização.

Estamos todos em busca de reencontrar nossa “origem” perdida, o que Lao Tse chamava de “nosso rosto original”. E todos os que estão em busca espiritual, estão incluídos nesse rol; seja porque caminhos for, estão à procura de sua origem, esquecida em meio à trilha que os trouxe até o aqui e o agora; soterrada em algum canto da memória pelo entulho acumulado na trilha do passado e re-soterrada pelas experiências da roda-viva, alienante, do cotidiano atual. Em outras palavras, a busca da experiência espiritual, é a busca de uma experiência que já tivemos e guardamos em alguma gaveta esquecida da memória. Mas, como chegar a essa gaveta?

É disso que trata, em parte, a meditação. Acontece, que não importa o quanto você se afastou de sua natureza, ela continua a mesma. Sua natureza – o “paraíso perdido” – não foi perdida, nunca foi, ela foi esquecida. Mas, está aí, dentro de você, esperando pela hora em que você a re-conheça.

Você pode ter se esquecido de sua origem divina, mas não a perdeu. Você pode ter se esquecido de sua natureza, mas não a perdeu. Você pode ter se esquecido de sua origem, mas ela não esqueceu de você. Em algum lugar ela espera por você, de algum lugar, ela olha por você, de algum lugar, ela cuida de você, em algum lugar, ela é totalmente receptiva a você. E, todos nós ansiamos por experimentar uma receptividade incondicional, por isso, todos nós, em algum lugar lá dentro da memória, nos lembramos de que essa natureza permanece lá, intacta, nos esperando.

Esquecer-se, porém, tornou-se um hábito, um hábito antigo, e nós temos investido muito neste hábito; temos, por vezes, apostado todas as cartas nele, e, para viabilizar isso, foi fundamental esquecermo-nos de nós. O pior de todos os esquecimentos foi termos nos esquecido de nós. Lembramo-nos do pagamento do aluguel e nos esquecemos de nós, lembramo-nos do resultado do jogo de futebol e nos esquecemos de nossa natureza, lembramo-nos da missa e nos esquecemos do espírito vivo, pulsante dentro de nós, lembramo-nos da tabuada e nos esquecemos quem somos nós. Aprendemos a lembrar de tudo o que não é essencial e esquecer do essencial. Para lembrar de todas essas coisas não essenciais é, claro, necessário esquecer do ser; jogamos luz sobre elas e vamos para a sombra, para o esquecimento.

Sim, esquecer é um hábito antigo e com raízes profundas em você e em todos nós, mas você está aí, e pode mudá-lo. Você se pergunta, mas como, se não enxergo o mecanismo desse hábito, se não enxergo onde está a chave para mudá-lo, ou onde mesmo está a fechadura para enfiar a chave, ou nem mesmo onde está a porta que me separa de mim. As meditações podem ser importantes aliadas nesse momento. Elas podem levar à clareza interior, podem fazê-lo sentir a chave, a porta e, em seguida, o que está por trás da porta. A chave que você necessita tem um calor particular, tem vida, ela te chama de um certo lugar dentro de você, basta apurar o tato e ouvidos para encontrá-la.

Se você se entrega à meditação, em algum momento, chega à experiência que te leva à chave. Você descobre que de algum lugar de dentro de você, você está o tempo todo – como um cineasta – filmando, a si e a tudo o que acontece a você. Registrando. Meditar passa por encontrar com o que reside dentro de você, participar, estar presente durante a cena, consciente e ativamente, desse processo que acontece a você – de filmar a vida.

E quando isso acontece você percebe que ali dentro, há muitos filmes anteriores; quando você se aprofunda nesse processo, ganha acesso à filmografia de sua vida. E, ao mesmo tempo, tem acesso ao processo de filmar, em si. Você revoluciona o seu movimento de aprender novas informações; e dá um salto quântico na sua possibilidade de “colher” informações dentro da “caixa da memória”. Você tem acesso à sua “caixa preta”.

Alguns caminhos de meditação são mais diretamente ligados ao processo de memória que outros. Os sufis, em particular, baseiam suas meditações em movimentos chamados de Zikrs – palavra que quer dizer lembrar – para chegar a surati – lembrar do esquecido, mas nunca perdido. Os sufis dizem que seu caminho é de auto-lembrança, para eles não há nada a ser “alcançado” ou “conquistado”, mas para ser “descoberto”. E o caminho para esta descoberta é o resgate da memória, incluindo a memória de seu olfato refinado, que um dia lhe guiou e que agora guiará novamente até o jardim e o pomar de onde saem os aromas ensurdecedores e inebriantes de dentro de você, até onde há cheiro de terra fértil e molhada dentro de você. Para chegar lá, é preciso remover o entulho jogado sobre o solo. Uma vez removido, o solo fértil está lá, e você vai se surpreender em quão rápido voltam as flores, as mais olorosas.

No caminho de meditação escolhido para o curso “Memória & Rejuvenescimento Celular Através da Meditação”, foram unidas algumas das principais técnicas de meditação envolvidas com a memória. O programa do curso parte de técnicas que restauram a memória física e a desenvolvem a seus níveis de excelência. Em seguida, ele se dedica a técnicas que sutilizam de maneira crescente a sensibilidade e a memória para que ela passe a servir de fio condutor, um “fio de Ariadne”, que nos leve ao centro de nosso castelo, que nos guie até nossos mais recônditos jardins internos. É experimentar para desfrutar.

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Leia também:

“Meditação e Melatonina”

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1135

Veja o curso:

“Memória e Rejuvenescimento Celular através da Meditação”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=82

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4 Responses to O Paraíso Esquecido

  • Lena Gomes de Almeida:

    Obrigada pelo texto. Gostaria de saber mais a respeito do curso mencionado ao final. PAZ PROFUNDA.

  • Marilia Castilho:

    Estou querendo informações a respeito de curso de meditação, por favor me envie, grata, abraços Marilia

  • Malin Valpassos Motta:

    Esse lugar do vazio, que encontro meditando, tem sido pra mim de um contentamento e clareza que faltam palavras pra explicar
    Lindo seu texto, seu trabalho…
    Em falando em memória, me lembrei, ao ver a sua foto, daquela viagem à Bahia para Salvador…nos anos 80, tenho boas lembranças de lá e da viagem e guardo um carinho enorme pelo Zé Henrique, um beijo grande,
    Malin

  • Gostaria de me informar dos cursos de meditação:

    Sobre os cursos de meditação, tenho interesse

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Cinco Pilares da Memória

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Os Cinco Pilares da Memória

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Pedro Tornaghi

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Por volta do ano 500 a.C., na Grécia Clássica, um boxeador chamado Scopas, ao alcançar a mais importante vitória de sua carreira, contratou o poeta Simônides de Ceos para escrever um hino, em seu louvor, que registrasse a conquista e fosse apresentado na festa comemorativa desse feito. Assim aconteceu.

Apontado por alguns como o pai do iluminismo grego, Simônides não era um poeta qualquer. Platão o chamava de “homem sábio e divino” e Gotthold Lessing o intitulou como o “Voltaire grego”. Simônides, autor da frase “pintura é poesia silenciosa e poesia é pintura falante”, inspirou as teorias de Kandinsky sobre a relação entre espiritualidade e arte. O pintor russo, mais de dois milênios depois, desenvolveu a idéia do grego e, em seu livro “Do espiritual na Arte”, lançou a proposta de escutar, em um piano interno, a música de cada imagem.

Segundo conta Cícero, quando Scopas percebeu que o poema que havia encomendado tinha dois terços de sua sofisticada retórica louvando os deuses desportistas Castor e Pólux e apenas um terço para o encomendante do poema, se sentiu insultado na alma e declarou que pagaria apenas um terço da quantia combinada, pois entendia que os outros dois terços deveriam ser cobrados dos deuses elogiados pelo poeta.

No banquete desportivo onde o poema foi lido, Simônides foi chamado, no meio da noite, à entrada pelo porteiro, com o apelo de que haveriam dois jovens à porta, querendo falar-lhe com urgência. Ao sair, o poeta não encontrou ninguém lá fora, mas, nesse momento, presenciou o desabar do teto do grande salão que redundou na morte de todos os convidados. Apenas Simônides, retirado da sala a tempo, fora poupado da tragédia. Diz-se, desde então, que os deuses Castor e Pólux pagaram pessoalmente a dívida pela canção, enquanto Scopas, mesquinho e orgulhoso, foi severamente castigado.

Conta Cícero em sua “Ars Memoriae” que, mais tarde, os familiares dos convidados, querendo enterrar seus parentes falecidos, se viram incapazes de identificá-los entre tantos cadáveres mutilados e desfigurados. Nesse momento, se lembraram de acionar o poeta, o único sobrevivente do incidente e o único que poderia saber a localização dos diversos convivas no derradeiro jantar. Simônides, dono de uma memória visual invejável, foi capaz de reconstituir o lugar de cada um no festejo.

Seria a partir dessa reconstituição que Simônides criaria o seu famoso “Teatro da Memória”, uma técnica de memorização que nos permite guardar até seis mil palavras ou números em sequência, após uma única escuta.

Para a civilização ocidental, a arte da boa memória começa nesse evento. Na Índia, entretanto, essa e outras técnicas já eram conhecidas e utilizadas mil anos antes de Simônides nascer. Conheci há muitos anos um erudito indiano, Pandit Prem Ramesh, que me ensinou um pouco sobre a milenar arte da memória de seu país. Ela se ancora em cinco pilares: meditação, nutrição, respiração, técnicas de memorização e exercícios de integração entre os corpos físico, mental e emocional.

O primeiro pilar, a meditação, é na verdade o primeiro e o último. O trabalho de potencializar a memória começa e termina com a meditação. No primeiro momento, ela é importante porque regula o sistema endócrino e, principalmente, a produção do hormônio “cortisol” pelas supra-renais. O cortisol é um hormônio produzido pelo corpo, em resposta às situações de estresse. Quando liberado em doses excessivas no sangue (o que acontece na grande maioria das pessoas maiores de idade no ocidente) o cortisol diminui a memória de três maneiras: ele consome a glicose do cérebro e essa, constitui o único alimento das células cerebrais. Assim, quando liberado em quantidade maior que a ideal, ele vai matando as células cerebrais por inanição. Em segundo lugar, o cortisol é uma substância corrosiva, que, aos poucos, consome e sacrifica as ramificações entre neurônios. Após comer as ramificações dos neurônios, o cortisol passa a consumir o próprio neurônio, criando buracos, muitas vezes irreversíveis nas paredes das células. Por último, o cortisol inibe a ação de importantes neurotransmissores, incluindo a acetil-colina, o mais importante neurotransmissor da memória. A meditação sozinha é suficiente para equilibrar quimicamente o funcionamento do cérebro.

O segundo pilar da memória, a nutrição, é importante no processo regenerativo do que já foi destruído na pessoa. Normalmente quando a pessoa passa a não conseguir mais se lembrar de uma ou duas palavras habituais, que teimam em não vir à sua cabeça quando necessário, ela acha que está começando um processo de declínio mental. Na verdade, quando isso acontece, 90% ou até mais das ramificações nervosas dos neurônios já estão comprometidas. Por esquecer menos de um por cento dos dados, a pessoa deduz que perdeu um por cento da capacidade do cérebro de responder a desafios, mas não é verdade; quando a pessoa perde as primeiras conexões entre células, as informações que seriam enviadas por ali, passam por outros caminhos auxiliares e a pessoa não percebe que perdeu potencial. Quando ela se dá conta, o processo degenerativo já está bem mais avançado nela. Com algumas sugestões nutricionais, que incluem vitaminas e aminoácidos adequados, a pessoa, após neutralizar a produção de cortisol, é capaz de recuperar a saúde do corpo de cada célula cerebral.

Neste momento entra em cena a respiração. Se a alimentação devolve saúde ao corpo central da célula, através de técnicas respiratórias, é possível ativar e dinamizar as mitocôndrias, os “motores” internos das células, que produzem eletricidade e magnetismo e estimulam o nascimento de novos dendritos, a capilarização nervosa dos neurônios. Com isso, eles ganham a capacidade de estabelecer um sem número de novas conexões, ampliando imensamente a capacidade de memorizar.

Chega então a hora de colocar em prática o quarto pilar, que é constituído pelos exercícios de memorização. Pandit Ramesh me ensinou que essas técnicas eram utilizadas pelos antigos sábios indianos para memorizar os Vedas, livros sagrados daquele país, antes do surgimento da linguagem escrita. Nessa época, uns poucos sábios eram responsáveis por se tornarem uma espécie de biblioteca-viva, que atravessava gerações. É importante notar, que os vedas inteiros são muito volumosos. Não caberiam em uma sala de estar de uma casa comum. Prem Ramesh é um dos poucos guardiães milenares dessa técnica, ainda vivo em Varanasi, na Índia.

E, por fim, chegamos ao quinto pilar, onde são aplicados os exercícios de integração entre os corpos físico, mental e emocional. Essa parte é formada por um conjunto de movimentos que integra a nossa energia, ativa o sistema imunológico, e, reordena o sistema nervoso, equilibrando as funções neuro-vegetativas e criando uma base física não apenas para a memória, mas para reverter a espiral degenerativa pela idade em uma espiral regenerativa.

Esses cinco elementos juntos, não apenas desenvolvem uma memória antes impensável na pessoa, mas, promovem um processo de rejuvenescimento que se manifesta em suas camadas mais superficiais e mais profundas.

Pandit Ramesh me disse que era preciso adaptar essas técnicas para o homem brasileiro quando eu voltasse ao Brasil, para torná-las acessíveis e funcionais ao mais simples dentre os futuros adeptos que delas viessem a usufruir. Foi isso o que fiz. O resultado dessa organização do material herdado é o método “Memória e Rejuvenescimento através da Meditação”. o nome que encontrei para melhor traduzir essas práticas.

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Leia também:

“Meditação e Melatonina”

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1135

Conheça o programa:

“Memória e Rejuvenescimento Celular através da Meditação”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=82

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8 Responses to Cinco Pilares da Memória

  • MARIA EMILIANA PEREIRA DA SILVA COSTA:

    Olá Pedro

    Quero participar do curso Memória e Rejuvenescimento Celular, dou preferência ao turno da noite.
    Será um imenso prazer estar de novo ouvindo e aprendendo com você.
    Até lá, Emiliana

  • Gostei muito dos Cinco Pilares da Memória!! Esppero breve, quando for aí, fazer esse trabalho com você!!! Bjs.

  • Excelente resgate da sabedoria multimilenar!
    Estamos em pleno séc. XXI com uma tecnologia eletrônica, mecânica, etc, na mais “alta” evolução, nas merecemos nota zero em tecnologia humana para a arte de viver e amar.

  • Desejo fazer o curso no 1º horário; vai ser muito bom assistir suas palestras outra vez.
    EMILIANA

  • William Fonseca:

    Olá Pedro,

    O seu artigo é muito bom. Parabéns.
    Tenho lido e pesquisado sobre o assunto há vários anos.
    Como praticante de Yoga, esses pilares que você menciona fazem parte do caminho óctuplo da autorealização. Por exemplo: respiração : pranayamas (controle da energia vital) é o quarto passo e é uma importante preparação para a meditação.

    Paz e Luz

    William Fonseca
    TCA – Terapia de Cura da Alma

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  • Luiza Marques Braga de Assumpção:

    Gostaria de conhecer melhor, para participar da palestra do dia 26 é preciso reservar?
    Seriam 2 pessoas para o horário das 20h00.
    Por favor retorne confirmando minha presença.
    Abs,
    Luiza de Assumpção

  • Maria Lucia Dias:

    Muito boa esta postagem. Pedro, ainda vou fazer meditação…

  • admin:

    Olá Luiza, a palestra é aberta e sem necessidade de inscrição.
    Um grande abraço e até lá,
    Helena Fischer,
    Assistente do Pedro Tornaghi

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