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Osho – Abra o seu coração

Abra o seu coração

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Querido Osho,


Na maior parte da minha vida, eu me mantive à distância, separado e isolado, e, assim, eu tenho estado protegido das pessoas e situações.
O meu medo mais íntimo sempre foi o de abrir meu coração totalmente. O vasto amor que eu sinto poderia derramar-se como água de um poço transbordando e seria perdido, desviado ou rejeitado.

Minha essência é como uma flor delicada e se ela florescesse num terreno errado ela poderia com facilidade ser maldosamente machucada ou destruída. Este é o meu medo. Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?

 

“Tom Cassidy,
Este é um dos medos mais básicos de todos os seres humanos. Este é o medo que tem dado origem aos monges e às freiras. Todo o passado da humanidade foi dominado por esse medo, como um câncer da alma.

Parece muito lógico que, se você compartilhar o seu amor, ele será desperdiçado e logo você ficará infeliz. Essa é a lei comum da economia: se você quiser ter mais dinheiro, não o compartilhe, seja miserável. Ganhe o tanto que você conseguir e dê o mínimo possível. Somente assim você consegue acumular e ficar rico.

Isso é verdadeiro no que se refere ao mundo exterior, mas é absolutamente falso quanto ao mundo interior; ali funciona uma lei totalmente diferente. A lei interna é: se você não dá, você perde; se você dá, você conserva. Quanto mais você dá, mais você tem. Quanto menos você dá, menos você tem. Se você não der nada, nada terá, ficará completamente vazio, um túmulo, e dentro do túmulo não há qualquer possibilidade de uma flor desabrochar. As flores necessitam do sol, da chuva, do vento, das estrelas, do céu, dos pássaros. Por mais delicada que ela seja, ela necessita abrir-se para a existência. Em tal abertura, a fragrância é liberada, o esplendor que estava preso é liberado.

Tom, você é basicamente um monge. A palavra monge é significativa; ela quer dizer ‘aquele que vive uma vida solitária’, aquele que vive uma vida sem relacionamentos, sem relações, sem amar, sem compartilhar; aquele que vive uma vida sem janelas, fechado por todos os lados, completamente fechado em si mesmo devido ao medo de que, se abrir, quem sabe o que acontecerá com seu coração sensível, com seu delicado ser interior? Ele tem medo de rejeição, medo de situações, medo do desconhecido. Ele se agarra a si mesmo, mas esse agarrar só lhe traz morte. Ele pode seguir arrastando-se por anos, mas isto não é vida, isto é suicídio lento.

A própria palavra monge quer dizer aquele que decidiu viver uma vida solitária. Da mesma raiz vem monastério, onde as pessoas vivem solitariamente. Da mesma palavra vêm outras como monopólio, monotonia, monogamia.

 

Tentar viver por si mesmo, desconectado dos outros, é a ideia mais perigosa que alguém pode ter, e uma vez que ela começa a tomar um colorido religioso, fica muito difícil livrar-se dela, pois ela satisfaz o seu ego, ela alimenta tudo o que é errado em você e destrói tudo o que é belo em você.
Dentro de um túmulo não há qualquer possibilidade de rosas desabrocharem, mas existe a possibilidade de cobras, escorpiões e aranhas; tudo o que é feio e venenoso. Se o túmulo está completamente fechado, o seu próprio ar se torna veneno.
E milhões de pessoas estão vivendo a vida de monges e freiras. Elas podem não ter ido para o monastério, elas podem estar vivendo com suas esposas e filhos, mas estão fechadas. Eles podem estar vivendo no mundo, mas se protegendo muito, sempre cautelosas e calculando, para que suas vidas não tenham qualquer alegria, dança ou canção.

 

É preciso um pouco de coragem para fazer da vida uma celebração.
Você diz, Tom: Na maior parte da minha vida, eu me mantive à distância…
Você tem sido um suicida! Vida significa estar junto, com a existência, com as árvores, com os rios, com as pedras, com as pessoas, com os animais, com tudo o que é. A única maneira de tornar a sua vida rica é relacionar-se com ela multidimensionalmente. Quanto mais você se relaciona, mais multidimensional você é, mais rico você é, mais você cresce e desabrocha.
Ainda há tempo. Abandone esta ideia estúpida de estar à distância, separado e isolado. Isto você pode fazer depois que morrer! Então você terá tempo, mais do que suficiente. Pelo seu nome, parece que você é um cristão. Então, até o dia do julgamento final, você terá tempo mais do que suficiente. Você poderá viver como um monge em seu túmulo, e você poderá guardar a bíblia e o rosário com você. Mas enquanto você estiver vivo, enquanto esta imensa oportunidade estiver sendo dada a você, viva-a, alegre-se com ela.
Jesus disse repetidas vezes aos seus discípulos, ‘alegrai-vos, alegrai-vos! novamente alegrai-vos!’ Jesus não era um monge, ele era um homem vivo. Ele viveu com todo tipo de pessoas, os jogadores, os bêbados, as prostitutas, os pecadores, os cobradores de impostos. Ele viveu – e não com a ideia de que era ‘mais santo do que você’; ele viveu com grande amizade. Ele gostava das festas que se prolongavam, das danças e da música. E, acredite, ele não estava constantemente evangelizando, ele fazia fofocas também. E ele bebia, ele gostava de vinho – e ele compartilhava isso com seus discípulos. O jejum não era o seu caminho, mas sim a festa.
Não seja monacal. Ser um homem é uma oportunidade tão grande que não há necessidade alguma de desperdiçá-la. E lembre-se de uma coisa: as coisas das quais você tem medo… de abrir meu coração totalmente. O vasto amor que eu sinto poderia derramar-se como água de um poço transbordando…
Por quem você está sentindo esse vasto amor? Só por você mesmo? Porque amar significa ter uma direção, um objeto. O amor é sempre endereçado a alguém. A quem o seu amor é endereçado? Você é como um envelope ainda não aberto: você nem mesmo leu o que está escrito na carta, você nem sabe se existe uma carta dentro ou se está simplesmente carregando um envelope vazio. A não ser que abra o envelope, você nunca saberá. Abra-o!

 

E lembre-se, o poço nunca se esgota porque no fundo ele é conectado ao oceano. O oceano está continuamente alcançando-o em pequenas nascentes. Na verdade, se você não tirar água do poço, ele morrerá, porque as nascentes não serão mais necessárias e ficarão bloqueadas. Não sendo usadas, elas perderão a sua função, e a velha água se tornará  estragada e morta, talvez venenosa. É bom para o poço que sua água seja tirada. Quanto mais água você tirar, mais correntes de água fresca chegarão ao poço. O poço não está desconectado da existência.
Certamente o seu coração é um poço. Se ele for mantido fechado, você não captará a energia do universo fluindo para você. Continue se esvaziando e você ficará surpreso: quanto mais se esvaziar, mais cheio você ficará.
Por isto é que Gautama, o Buda, enfatiza a palavra shunya, zero. Torne-se um zero! Se você quiser tornar-se cheio, a sua mensagem é, simplesmente torne-se vazio, um nada, apenas espaço, puro espaço, um espaço sem limites nada contendo. Apenas esvazie-se totalmente e, você não será capaz de acreditar, um milagre acontece.
Quando você está totalmente vazio, a existência toda entra em você. Todas as estrelas estão dentro de você, assim como o sol e a lua. De repente você se vê tão vasto quanto o universo.
Ser nada é a única maneira de ser tudo. Ser ninguém é a única maneira de ser divino. O vazio traz o divino.
E não se preocupe com seu amor ficando perdido; nada jamais é perdido. O mundo sempre contém a mesma quantidade de tudo, nem mais nem menos. Isso agora é um fato científico: não existe um simples átomo a menos ou a mais do que o que sempre existiu. A quantidade do universo permanece absolutamente a mesma, pois de onde alguma coisa nova pode vir? A existência compreende tudo, não existe ‘algum outro lugar’. E para que outro lugar qualquer coisa pode ir? Não existe outro lugar para se ir, assim, nada jamais é perdido. Talvez possa demorar um pouco mais para se alcançar a pessoa certa, mas sempre se alcança.

 

Cante a canção e não se preocupe! Ela alcançará a pessoa certa no tempo certo. Se não for hoje, será amanhã, se não for nesta sua vida, então em algum outro tempo. Mas ela alcançará, com certeza. Ela sempre encontra a pessoa certa que pode absorvê-la. Simplesmente cante a canção. Não se preocupe com quem ela irá alcançar; toda a sua preocupação deve ser: cantar com totalidade, e isso é tudo. Mais do que isso, não é exigido de ninguém. Não lhe cabe saber se ela será ouvida ou não.
Quando uma flor nasce no meio de uma selva, ela não está preocupada se alguém vai passar por ali, ‘para conhecer a linda fragrância que ela está liberando’, ela simplesmente libera a fragrância. Se ela alcançar alguém para cheirá-la, ótimo; se ela não alcançar, qual o problema? A flor desabrochou, ela se ofereceu ao universo. Agora fica por conta do universo fazer o que quiser com ela.

 

Nada jamais é perdido, desviado ou rejeitado.
Mas as pessoas se sentem muitas vezes rejeitadas porque antes mesmo delas darem algo, já existe a expectativa. Se sua expectativa não for satisfeita, elas se sentem rejeitadas. É a expectativa que está criando problema, não o amor.
Dê o amor sem qualquer corda amarrando-o. Dê o amor pelo puro prazer de dar. Alegre-se dando-o.
O pássaro cuco ao cantar distante, não se preocupa se alguém está gostando ou não. A estrela distante, você pensa que ela está preocupada se um poeta está escrevendo um belo poema sobre ela ou se um Vincent van Gogh a está pintando, ou se um fotógrafo ou um astrônomo está preocupado com ela? A estrela não está interessada nisso. A sua alegria está em continuar brilhando.
Simplesmente abra o seu coração, Tom Cassidy. E abra-o totalmente, sem quaisquer expectativas e condições. É certo que ele alcançará o coração certo; isto sempre acontece.
Quando eu comecei a cantar a minha canção, não havia ninguém para ouvi-la. Depois as pessoas começaram a chegar. Eu fiquei surpreso: como elas ouviram? Por que essas pessoas continuam vindo? De todas as direções, de todo o mundo as pessoas começaram a vir. Como você chegou aqui? E eu não estava esperando que alguém viesse. Eu estava simplesmente cantando a minha canção, eu estava desfrutando isso.
Há poucos dias um sannyasin perguntou, ‘Osho, eu tive um sonho: eu estava sentado sozinho no Buddha Hall e então você chegou. Você sentou-se na cadeira e eu fiquei muito intrigado porque eu estava só e não havia mais ninguém no Buddha Hall, todo ele estava vazio. E eu estava preocupado com o que você iria fazer.’
Não precisa se preocupar, eu farei a minha parte. Eu não posso deixá-lo só. Eu falarei para você por uma hora e meia continuamente. E você também não pode escapar. Quando há muitas pessoas, umas poucas conseguem escapar, mas se você está sozinho, para onde poderá ir? Eu seguirei você! Sem pessoa alguma, ainda que você não esteja lá, eu estarei sozinho no Buddha Hall, eu cantarei a minha canção.
Tente isso um dia! Eu ainda contarei minhas piadas e se não houver ninguém para rir delas, eu mesmo rirei. Se não for da piada, porque eu já a conheço, estarei rindo do fato de não ter ninguém lá e, ainda assim, eu estar contando uma piada! Que ridículo!
Tom, não se preocupe.
Você diz: Minha essência é como uma flor delicada…
Então, permita que ela assim seja! Ela é bela, ela é uma flor delicada. Permita que os outros também participem de sua fragrância, permita que os outros também bebam de sua fonte. Logo a flor morrerá, à tardinha ela já terá ido. Assim, não a esconda, pois mesmo se escondê-la, você não conseguirá salvá-la. De manhã, a rosa abre suas pétalas, ao final da tarde as pétalas definham e a rosa se vai. Antes que ela se vá, permita que ela seja compartilhada. Deixe que as abelhas venham e façam o zumbido, deixe que os pássaros cantem, deixe que as crianças brinquem ao seu redor. Deixe todo mundo se alegrar! Do contrário, você estará morrendo sem estar realizado.
Ela é uma flor delicada, mas quanto mais delicada for, mais rapidamente ela tem que se abrir à existência, ela não pode esperar pelo amanhã – talvez ela não esteja aqui amanhã.
E você está preocupado: se ela florescesse num terreno errado…  Não há terreno errado em lugar algum. Na verdade, se uma rosa consegue florescer num deserto, aquele será o mais belo terreno e ela será uma rosa excepcional. Se ela puder desabrochar entre pedras, então aquela rosa deve ser um Buda, não menos do que isso; um Cristo, não menos do que isso. Num terreno adequado, num jardim, as flores comuns desabrocham, mas as flores extraordinárias desabrocham também entre as pedras e no deserto. Assim, não se preocupe com o terreno e não se preocupe que ela poderia com facilidade ser maldosamente machucada ou destruída.
Tudo que nasce será destruído, por isso, antes que ela seja destruída, permita que ela tenha a sua dança.
E você está me perguntando: Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?
Todo tempo e todo lugar é o lugar certo! E porque você está aqui neste momento, permita que este seja o lugar. Onde você poderia encontrar um espaço melhor, com pessoas mais bonitas, mais receptivas, mais amorosas do que estas que estão à sua volta neste “Buddhafield”?
Tom Cassidy, você esperou tempo demais, não espere mais. Este é o tempo. Nunca confie no momento seguinte; o amanhã nunca vem. É agora ou nunca!”

 

 

OSHO – Zen: Zest, Zip, Zap and Zing – Capítulo 12 – Pergunta nº 1


Tradução: Sw. Bodhi Champak

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Osho – Abra o seu coração II

Abra o seu coração

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Querido Osho,


Na maior parte da minha vida, eu me mantive à distância, separado e isolado, e, assim, eu tenho estado protegido das pessoas e situações.
O meu medo mais íntimo sempre foi o de abrir meu coração totalmente. O vasto amor que eu sinto poderia derramar-se como água de um poço transbordando e seria perdido, desviado ou rejeitado.

Minha essência é como uma flor delicada e se ela florescesse num terreno errado ela poderia com facilidade ser maldosamente machucada ou destruída. Este é o meu medo. Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?

 

          ”Tom Cassidy,


Este é um dos medos mais básicos de todos os seres humanos. Este é o medo que tem dado origem aos monges e às freiras. Todo o passado da humanidade foi dominado por esse medo, como um câncer da alma. 

          Parece muito lógico que, se você compartilhar o seu amor, ele será desperdiçado e logo você ficará infeliz. Essa é a lei comum da economia: se você quiser ter mais dinheiro, não o compartilhe, seja miserável. Ganhe o tanto que você conseguir e dê o mínimo possível. Somente assim você consegue acumular e ficar rico.

          Isso é verdadeiro no que se refere ao mundo exterior, mas é absolutamente falso quanto ao mundo interior; ali funciona uma lei totalmente diferente. A lei interna é: se você não dá, você perde; se você dá, você conserva. Quanto mais você dá, mais você tem. Quanto menos você dá, menos você tem. Se você não der nada, nada terá, ficará completamente vazio, um túmulo, e dentro do túmulo não há qualquer possibilidade de uma flor desabrochar. As flores necessitam do sol, da chuva, do vento, das estrelas, do céu, dos pássaros. Por mais delicada que ela seja, ela necessita abrir-se para a existência. Em tal abertura, a fragrância é liberada, o esplendor que estava preso é liberado.

 

 

          Tom, você é basicamente um monge. A palavra monge é significativa; ela quer dizer ‘aquele que vive uma vida solitária’, aquele que vive uma vida sem relacionamentos, sem relações, sem amar, sem compartilhar; aquele que vive uma vida sem janelas, fechado por todos os lados, completamente fechado em si mesmo devido ao medo de que, se abrir, quem sabe o que acontecerá com seu coração sensível, com seu delicado ser interior? Ele tem medo de rejeição, medo de situações, medo do desconhecido. Ele se agarra a si mesmo, mas esse agarrar só lhe traz morte. Ele pode seguir arrastando-se por anos, mas isto não é vida, isto é suicídio lento.

 

 

          A própria palavra monge quer dizer aquele que decidiu viver uma vida solitária. Da mesma raiz vem monastério, onde as pessoas vivem solitariamente. Da mesma palavra vêm outras como monopólio, monotonia, monogamia. 

 

          Tentar viver por si mesmo, desconectado dos outros, é a ideia mais perigosa que alguém pode ter, e uma vez que ela começa a tomar um colorido religioso, fica muito difícil livrar-se dela, pois ela satisfaz o seu ego, ela alimenta tudo o que é errado em você e destrói tudo o que é belo em você.


Dentro de um túmulo não há qualquer possibilidade de rosas desabrocharem, mas existe a possibilidade de cobras, escorpiões e aranhas; tudo o que é feio e venenoso. Se o túmulo está completamente fechado, o seu próprio ar se torna veneno.


E milhões de pessoas estão vivendo a vida de monges e freiras. Elas podem não ter ido para o monastério, elas podem estar vivendo com suas esposas e filhos, mas estão fechadas. Eles podem estar vivendo no mundo, mas se protegendo muito, sempre cautelosas e calculando, para que suas vidas não tenham qualquer alegria, dança ou canção.

 

          É preciso um pouco de coragem para fazer da vida uma celebração.


Você diz, Tom: Na maior parte da minha vida, eu me mantive à distância…


Você tem sido um suicida! Vida significa estar junto, com a existência, com as árvores, com os rios, com as pedras, com as pessoas, com os animais, com tudo o que é. A única maneira de tornar a sua vida rica é relacionar-se com ela multidimensionalmente. Quanto mais você se relaciona, mais multidimensional você é, mais rico você é, mais você cresce e desabrocha.


Ainda há tempo. Abandone esta ideia estúpida de estar à distância, separado e isolado. Isto você pode fazer depois que morrer! Então você terá tempo, mais do que suficiente. Pelo seu nome, parece que você é um cristão. Então, até o dia do julgamento final, você terá tempo mais do que suficiente. Você poderá viver como um monge em seu túmulo, e você poderá guardar a bíblia e o rosário com você. Mas enquanto você estiver vivo, enquanto esta imensa oportunidade estiver sendo dada a você, viva-a, alegre-se com ela.


Jesus disse repetidas vezes aos seus discípulos, ‘alegrai-vos, alegrai-vos! novamente alegrai-vos!’ Jesus não era um monge, ele era um homem vivo. Ele viveu com todo tipo de pessoas, os jogadores, os bêbados, as prostitutas, os pecadores, os cobradores de impostos. Ele viveu – e não com a ideia de que era ‘mais santo do que você’; ele viveu com grande amizade. Ele gostava das festas que se prolongavam, das danças e da música. E, acredite, ele não estava constantemente evangelizando, ele fazia fofocas também. E ele bebia, ele gostava de vinho – e ele compartilhava isso com seus discípulos. O jejum não era o seu caminho, mas sim a festa.


Não seja monacal. Ser um homem é uma oportunidade tão grande que não há necessidade alguma de desperdiçá-la. E lembre-se de uma coisa: as coisas das quais você tem medo… de abrir meu coração totalmente. O vasto amor que eu sinto poderia derramar-se como água de um poço transbordando…


Por quem você está sentindo esse vasto amor? Só por você mesmo? Porque amar significa ter uma direção, um objeto. O amor é sempre endereçado a alguém. A quem o seu amor é endereçado?
Você é como um envelope ainda não aberto: você nem mesmo leu o que está escrito na carta, você nem sabe se existe uma carta dentro ou se está simplesmente carregando um envelope vazio. A não ser que abra o envelope, você nunca saberá. Abra-o!

 

          E lembre-se, o poço nunca se esgota porque no fundo ele é conectado ao oceano. O oceano está continuamente alcançando-o em pequenas nascentes. Na verdade, se você não tirar água do poço, ele morrerá, porque as nascentes não serão mais necessárias e ficarão bloqueadas. Não sendo usadas, elas perderão a sua função, e a velha água se tornará  estragada e morta, talvez venenosa. É bom para o poço que sua água seja tirada. Quanto mais água você tirar, mais correntes de água fresca chegarão ao poço. O poço não está desconectado da existência.


Certamente o seu coração é um poço. Se ele for mantido fechado, você não captará a energia do universo fluindo para você. Continue se esvaziando e você ficará surpreso: quanto mais se esvaziar, mais cheio você ficará.


Por isto é que Gautama, o Buda, enfatiza a palavra shunya, zero. Torne-se um zero! Se você quiser tornar-se cheio, a sua mensagem é, simplesmente torne-se vazio, um nada, apenas espaço, puro espaço, um espaço sem limites nada contendo. Apenas esvazie-se totalmente e, você não será capaz de acreditar, um milagre acontece. 


Quando você está totalmente vazio, a existência toda entra em você. Todas as estrelas estão dentro de você, assim como o sol e a lua. De repente você se vê tão vasto quanto o universo.


Ser nada é a única maneira de ser tudo. Ser ninguém é a única maneira de ser divino. O vazio traz o divino.


E não se preocupe com seu amor ficando perdido; nada jamais é perdido. O mundo sempre contém a mesma quantidade de tudo, nem mais nem menos. Isso agora é um fato científico: não existe um simples átomo a menos ou a mais do que o que sempre existiu. A quantidade do universo permanece absolutamente a mesma, pois de onde alguma coisa nova pode vir? A existência compreende tudo, não existe ‘algum outro lugar’. E para que outro lugar qualquer coisa pode ir? Não existe outro lugar para se ir, assim, nada jamais é perdido. Talvez possa demorar um pouco mais para se alcançar a pessoa certa, mas sempre se alcança.

 

          Cante a canção e não se preocupe! Ela alcançará a pessoa certa no tempo certo. Se não for hoje, será amanhã, se não for nesta sua vida, então em algum outro tempo. Mas ela alcançará, com certeza. Ela sempre encontra a pessoa certa que pode absorvê-la. Simplesmente cante a canção. Não se preocupe com quem ela irá alcançar; toda a sua preocupação deve ser: cantar com totalidade, e isso é tudo. Mais do que isso, não é exigido de ninguém. Não lhe cabe saber se ela será ouvida ou não. 


Quando uma flor nasce no meio de uma selva, ela não está preocupada se alguém vai passar por ali, ‘para conhecer a linda fragrância que ela está liberando’, ela simplesmente libera a fragrância. Se ela alcançar alguém para cheirá-la, ótimo; se ela não alcançar, qual o problema? A flor desabrochou, ela se ofereceu ao universo. Agora fica por conta do universo fazer o que quiser com ela.

 

          Nada jamais é perdido, desviado ou rejeitado.


Mas as pessoas se sentem muitas vezes rejeitadas porque antes mesmo delas darem algo, já existe a expectativa. Se sua expectativa não for satisfeita, elas se sentem rejeitadas. É a expectativa que está criando problema, não o amor. 


Dê o amor sem qualquer corda amarrando-o. Dê o amor pelo puro prazer de dar. Alegre-se dando-o.


O pássaro cuco ao cantar distante, não se preocupa se alguém está gostando ou não. A estrela distante, você pensa que ela está preocupada se um poeta está escrevendo um belo poema sobre ela ou se um Vincent van Gogh a está pintando, ou se um fotógrafo ou um astrônomo está preocupado com ela? A estrela não está interessada nisso. A sua alegria está em continuar brilhando.


Simplesmente abra o seu coração, Tom Cassidy. E abra-o totalmente, sem quaisquer expectativas e condições. É certo que ele alcançará o coração certo; isto sempre acontece.


Quando eu comecei a cantar a minha canção, não havia ninguém para ouvi-la. Depois as pessoas começaram a chegar. Eu fiquei surpreso: como elas ouviram? Por que essas pessoas continuam vindo? De todas as direções, de todo o mundo as pessoas começaram a vir. Como você chegou aqui? E eu não estava esperando que alguém viesse. Eu estava simplesmente cantando a minha canção, eu estava desfrutando isso.


Há poucos dias um sannyasin perguntou, ‘Osho, eu tive um sonho: eu estava sentado sozinho no Buddha Hall e então você chegou. Você sentou-se na cadeira e eu fiquei muito intrigado porque eu estava só e não havia mais ninguém no Buddha Hall, todo ele estava vazio. E eu estava preocupado com o que você iria fazer.’


Não precisa se preocupar, eu farei a minha parte. Eu não posso deixá-lo só. Eu falarei para você por uma hora e meia continuamente. E você também não pode escapar. Quando há muitas pessoas, umas poucas conseguem escapar, mas se você está sozinho, para onde poderá ir? Eu seguirei você! Sem pessoa alguma, ainda que você não esteja lá, eu estarei sozinho no Buddha Hall, eu cantarei a minha canção. 


Tente isso um dia! Eu ainda contarei minhas piadas e se não houver ninguém para rir delas, eu mesmo rirei. Se não for da piada, porque eu já a conheço, estarei rindo do fato de não ter ninguém lá e, ainda assim, eu estar contando uma piada! Que ridículo!


Tom, não se preocupe. 


Você diz: Minha essência é como uma flor delicada…


Então, permita que ela assim seja! Ela é bela, ela é uma flor delicada. Permita que os outros também participem de sua fragrância, permita que os outros também bebam de sua fonte. Logo a flor morrerá, à tardinha ela já terá ido. Assim, não a esconda, pois mesmo se escondê-la, você não conseguirá salvá-la. De manhã, a rosa abre suas pétalas, ao final da tarde as pétalas definham e a rosa se vai. Antes que ela se vá, permita que ela seja compartilhada. Deixe que as abelhas venham e façam o zumbido, deixe que os pássaros cantem, deixe que as crianças brinquem ao seu redor. Deixe todo mundo se alegrar! Do contrário, você estará morrendo sem estar realizado.


Ela é uma flor delicada, mas quanto mais delicada for, mais rapidamente ela tem que se abrir à existência, ela não pode esperar pelo amanhã – talvez ela não esteja aqui amanhã.


E você está preocupado: se ela florescesse num terreno errado…  Não há terreno errado em lugar algum. Na verdade, se uma rosa consegue florescer num deserto, aquele será o mais belo terreno e ela será uma rosa excepcional. Se ela puder desabrochar entre pedras, então aquela rosa deve ser um Buda, não menos do que isso; um Cristo, não menos do que isso. Num terreno adequado, num jardim, as flores comuns desabrocham, mas as flores extraordinárias desabrocham também entre as pedras e no deserto. Assim, não se preocupe com o terreno e não se preocupe que ela poderia com facilidade ser maldosamente machucada ou destruída. 


Tudo que nasce será destruído, por isso, antes que ela seja destruída, permita que ela tenha a sua dança.


E você está me perguntando: Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?


Todo tempo e todo lugar é o lugar certo! E porque você está aqui neste momento, permita que este seja o lugar. Onde você poderia encontrar um espaço melhor, com pessoas mais bonitas, mais receptivas, mais amorosas do que estas que estão à sua volta neste “Buddhafield”?


Tom Cassidy, você esperou tempo demais, não espere mais. Este é o tempo. Nunca confie no momento seguinte; o amanhã nunca vem. É agora ou nunca!”
 

 

OSHO – Zen: Zest, Zip, Zap and Zing – Capítulo 12 – Pergunta nº 1


Tradução: Sw. Bodhi Champak

 

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Escassez de Água tem Solução

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Escassez de Água tem Solução

 .

Pedro Tornaghi

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“Se o conhecimento pode criar problemas,
não será através da ignorância que poderemos solucioná-los”
Isaac Asimov

 Está correndo pela internet a informação que quando Nova York teve problemas com a escassez de água há anos atrás, adotou uma estratégia até aqui vitoriosa. O prefeito decidiu comprar as terras laterais ao Rio Hudson, desde sua nascente até a cidade e reflorestá-las, recompondo uma generosa mata ciliar. Não sei se a história é verdadeira, mas a solução é legítima, e já conhecida nossa desde os tempos do império, quando D. Pedro II teve problema semelhante e desapropriou e reflorestou uma ampla área de plantação de café e cana e criou aquela que hoje é conhecida como Floresta da Tijuca, protegendo mananciais de água que sustentavam na época o centro da cidade, através do famoso aqueduto que passava por cima dos Arcos da Lapa.

 

Um século e meio depois, essa água ainda supre parte da cidade do Rio de Janeiro, sou um dos felizardos que, por morar em Santa Tereza, tem um lar abastecido por essa água. Meus amigos de outros bairros quando me visitam comentam a qualidade da água, com pouco cloro e menos tratamento, que apresenta uma maior pureza e alcalinidade que a água tratada do Guandu, que serve à grande maioria dos cariocas.

 

Quando tomo banho em casa de amigos servidos pelo Guandu, me sinto tentado, ao chegar em casa, de tomar novo banho. Meus familiares quando se banham em minha casa, comentam como sua pele fica mais macia e menos irritada.

 

Hoje, andando à tarde por Santa Tereza encontrei vizinhos conversando sobre o atual problema da pouca água disponível. Notamos no papo que nenhum de nós até agora tinha ouvido alguma autoridade, municipal, estadual ou federal citar o desmatamento da mata ciliar de rios como problema a ser enfrentado para a solução do desafio. Alguns pedem à população o consumo consciente – o que certamente é necessário como atitude emergencial – outros, como o governador de São Paulo falam em obras faraônicas de dessalinização de água na Bacia de Santos e bombeamento da mesma, montanha acima para usufruto da metrópole. Não vejo nem o prefeito nem governador de São Paulo, e muito menos o governo federal, lembrar que São Paulo é atravessado por um rio absolutamente inutilizado para a vida, como o Tietê.

 

Em 2002 o Sesc de São Paulo organizou uma bela exposição sobre a Amazônia, com ambientação de Gringo Cardia, os participantes tinham a oportunidade de adentrar uma simulação de floresta tropical em plena Sampa. Para o evento foram trazidos pajés do Xingu, que nunca haviam saído de suas aldeias. Me lembro da expressão de assombro e horror deles, quando foram levados a uma ponte sobre o rio Tietê e um deles sentenciou: Mataram o rio! Sim, podemos desqualificar a visão romântica do índio brasileiro, mas não poderemos sobreviver nesse planeta sem escutar a natureza com a mesma sinceridade e sensibilidade com que eles sempre procuraram escutar.

 

O problema atual da água não acontece por um capricho fortuito da natureza de provocar a maior seca dos últimos 85 anos como afirma o secretário de meio ambiente do Rio, é muito fácil, mas infantil, culpar a natureza e manter os olhos fechados para o que é responsabilidade nossa na seca que atravessamos. E não resolve. Vende-se a impressão de tudo estar nas mãos de alguém mais poderoso que nós, a natureza, um ser por vezes cruel e caprichoso. Não é bem assim.

 

As chuvas que sempre vieram da Amazônia para o Sudeste, verdadeiros e gigantescos rios aéreos que desde sempre mataram a sede e regaram as plantações do coração econômico do país, não têm chegado aos estados de São Paulo, Minas e Rio em parte por serem impelidas de volta por bolhas de calor criadas pelas grandes áreas asfaltadas dos grandes centros e pelo desmatamento rural. Minas Gerais, onde nascem os principais rios que abastecem de água metade dos estados brasileiros, entre eles o São Francisco e o Paraíba do Sul, tem sido campeão nacional de desmatamento nos últimos anos, o Estado do Rio tem apresentado níveis de aridez semelhantes ao do Nordeste atual.

 

No passado, Rio e Nordeste já apresentaram níveis semelhantes de umidade, mas em outras condições. Quando Cabral chegou ao país tupiniquim, toda a costa leste do Brasil era coberta pela Mata Atlântica,200 quilômetrosa partir da costa para o interior. Terras que hoje conhecemos como áridas na Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte deixaram de ser mata generosa apenas pelo uso desrespeitoso do homem.

 

Pode ser também por atitude humana que voltem a ser férteis e fonte de vida abundante. Se passarmos a nos responsabilizar pela situação em vez de, em reducionismos baratos, declararmos: o problema é que não choveu! O primeiro passo poderá vir se pararmos de culpar a estiagem e usá-la como alerta para discutir em maior profundidade o assunto e mudar atitudes. Incluindo nessa reflexão e atitudes, claro, as autoridades governamentais. Que comecem – e comecemos junto – por replantar a mata ciliar dos pequenos e grande rios e caminhar na direção de extirpar a poluição deles.

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Leia também:

Montanhas Cariadas: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=235

O Lugar Certo: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=781

Rio, Mais 20 Anos Perdidos?: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1454 

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4 Responses to Escassez de Água tem Solução

  • Nanda Nogueira:

    EXCELENTE artigo! Disse tudo. Há um projeto de reconstituição das matas ciliares no Rio de Janeiro, politico, então tomara que não morra no papel, precisamos disso ou todos os nossos descendentes terão que mudar-se para outro lugar. Eu digo NÃO ao desmatamento! Abraço.

  • Odette Rosa Cardoso Duque:

    As soluções não são tão difíceis de serem executadas. Falta vontade política para realizá-las. Sobre a revitalização das matas refazendo a vegetação às margens dos rios. O resultado, provavelmente, não será imediato, mas duradouro. Culpar apenas a falta de chuva, desconsiderando o desmatamento cruel de nossas matas, a ação dos madeireiros na Amazônia, a transformação de vastas áreas em pasto para gado, é se curvar aos interesses do dinheiro grande e fácil! De qualquer maneira, tenhamos um consumo consciente, SEMPRE, por todos os nossos recursos naturais!! Gratidão pelo seu excelente artigo!

  • Marlenice:

    Gostaria de criar uma comissão para juntos cobrarmos providências o mais rápido possível. Os ambientalistas, cadê vocês que não aparecem na mídia, por exemplo, com as verdadeiras soluções?

  • Marino R S Filho:

    Isto é a pura verdade; somente com um reflorestamento das margens dos rios e das matas que dão origem às correntes de ar que trazem as chuvas, poderemos reverter este quadro.
    E o investimento seria bem menor do que transposições de rios; e, se todas as rodovias onde há espaço e adequação ao reflorestamento tivessem ruas margens arvores plantadas, o asfalto duraria mais, e a natureza agradeceria.

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O céu do país em 2015

O céu do país em 2015

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Pedro Tornaghi

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Quatro aspectos chamam a atenção no mapa astrológico do Brasil em 2015. Os três primeiros formam um bloco que começou a operar em março de 2014 e durará até outubro de 2015, está extremamente ligado ao clima de insatisfação que começou a ficar claro com as manifestações de junho e que levou até mesmo candidatos de situação a se oferecerem como alternativa de mudança.

O primeiro deles, Netuno em quadratura a Júpiter, inclina multidões a ficarem impacientes com restrições com as quais tenham que lidar. Júpiter também é um planeta ligado à justiça e Netuno ao oceano, essa quadratura contribuiu para que todos ficassem sensíveis ao excesso de corrupção e ao mar de ilegalidades que transbordou os limites do mais generoso bom senso e do tolerável. Essa quadratura contribuiu para a torcida nacional pela punição dos envolvidos no “mensalão” e estimulará agora a claque a favor da condenação nos novos casos de corrupção na Petrobrás e estatais.

O segundo ângulo planetário desse bloco é Netuno em quadratura a Lua. A Lua na astrologia está ligada à popularidade e Netuno à intuição e à imaginação. Em uma quadratura assim pessoas podem confundir intuição com imaginação e governantes se tornam propensos a palpites equivocados quanto à economia e assuntos de governo. Qualquer má avaliação nesse momento facilmente resulta em debilitação da popularidade (Lua) e em dúvidas e desconfiança por parte da população acerca de intenções ocultas por trás de atitudes de seus governantes.

O terceiro e último aspecto do bloco é Urano em quincúncio ao Sol. Em mapa de um país, Urano representa os ministros e Sol o governo central, esse aspecto aponta para um provável descompasso entre ambos. Provavelmente estimulou a ministros como Marta Suplicy e Gilberto Carvalho terem deixado seus cargos explicitando insatisfações, mas o aspecto tende a se fazer mais presente ainda com o novo ministério, escalado e anunciado no ponto central do quincúncio. Vai ser preciso muita habilidade para contornar diferenças de visão entre ministros e entre ministros e governo. Com esse aspecto espera-se algumas dissonâncias entre o desejo de ministros de independência e liberdade para tomar atitudes necessárias (Urano) e uma forte intenção do governo central de manter rédeas sob controle (Sol). Compromissos e contratos assumidos anteriormente podem ser sentidos pelo governo (Sol) como restrições intoleráveis à sua liberdade e tornar-se irresistível a ele a tentação de rompê-los de forma repentina e inesperada (Urano), o que não costuma redundar em bons resultados a médio e longo prazo.

O quarto aspecto importante do ano no mapa do país é uma novidade que aponta para uma luz no fim do túnel, possibilitando a esperança de dias melhores. Plutão em trígono ao Sol, é o único dos quatro que começa em 2015 (os outros são continuação de 2014). Sua força começa a ficar perceptível a partir de 22 de janeiro e se estende até outubro de 2016.

Plutão proporciona condições de superação de desafios, no limite da capacidade aparente do país. Plutão em trígono ao Sol indica a capacidade do país de organizar suas forças e caminhar em uma direção construtiva e restauradora. É quando se tem a sensação de ter sobrevivido a fortes desafios no passado e se recupera a sensação de poder ser eficaz. E realmente se pode, se as pessoas envolvidas se propõem a um esforço. Em um aspecto desses, há o que se colher mesmo se todos formos passivos, mas a colheita será muito mais generosa se houver empenho objetivo por ela e pelas mudanças estruturais. Plutão em trígono ao Sol acena com a existência da energia e a capacidade necessárias para uma reestruturação sadia, não será justo culpar os céus pelo que porventura der errado.

Esse aspecto permite que feridas possam ser curadas, mas não garante que tudo será um mar de rosas, ele também confere poder (Plutão) a quem estiver no governo (Sol), o que pode ser usado de maneira autoritária por governantes, para impor seus desejos, suas ideias e crenças. Plutão é um planeta diretamente relacionado ao poder e à consciência, se é priorizado o desejo de consciência, pode-se fazer reformas estruturais capazes de sanar a economia do país, mas se é priorizada a manipulação do poder pelo poder, torna-se um aspecto perigoso de imposição do desejo de governantes.

Plutão em trígono ao Sol é ainda e também um momento positivo para o país se articular em postos de poder em organizações internacionais. O país não será visto como capaz de gerenciar de maneira revolucionária, mas como eficiente em funções pragmáticas; o país poderá contribuir para a ordem mundial mesmo em meio à crise interna. Esse aspecto favorece principalmente o relacionamento com nações mais ricas.

Para se ter uma visão mais ampla das condições do país, é preciso conferir também o mapa do comandante da nação. O de Dilma Roussef está caracterizado por três aspectos no próximo ano.

O primeiro é Plutão em quadratura a Netuno que vem marcando seu mapa desde janeiro de 2014 e se estenderá a novembro de 2015. Essa quadratura costuma obrigar a pessoa a lidar com forças externas poderosas, que ignoram os desejos ou a visão pessoal dela. As crenças da pessoa parecem não valer muito para os outros nesse momento, o que torna argumentos usados anteriormente, como “respeitem meu passado”, inócuos para enfrentar críticas.

Netuno é deus do mar e Plutão dos vulcões. Vulcão no mar sempre pode significar um tsunami, forças reprimidas podem eclodir e trasbordar. Plutão em quadratura com Netuno é quando segredos particulares e “cadáveres” que estavam ocultos no oceano vêm à tona, de maneira mais forte do que se pode segurar. Coisas com as quais a pessoa sempre contou, parecem escapar entre os dedos, e ela fica na mão. Numa situação normal já não é fácil de lidar com um aspecto dessa natureza, em uma configuração como a atual, torna-se um desafio gigantesco. É um fermento a mais aumentando a crise em que a presidente já se encontra. Mas é bom lembrar que, se o momento joga no ventilador a poeira escondida sob o tapete, toda a poeira que dali voar é por ter sido ali depositada, o aspecto não tira a responsabilidade pelo que foi feito, pelo contrário, a evidencia. Netuno está também relacionado à inflação, Plutão em quadratura cobrará tudo o que foi empurrado com a barriga, exigirá uma atualização dos débitos contraídos e da verdade.

Coisas e pessoas com quem a presidente sempre contou, tendem a falhar de maneiras que se apresentam difíceis para ela entender. Muitas coisas que sempre fizeram sentido para ela, tendem a perder o seu direito de ser. E não há com quem lutar quanto a isso. Quem passa por esse aspecto pode ficar se lamentando pelo esvair-se do projeto antigo ou pode negociar com a nova situação que se impõe e tornar-se parte dela. A segunda opção, a que Dilma escolheu, é geralmente a melhor para a pessoa. A única capaz de garantir a continuidade em posição de mando e poder.

O segundo aspecto do mapa da presidente aponta para uma janela no meio da crise, um momento de maior possibilidade de solução para impasses aparentemente impossíveis de serem transpostos. O problema dele é sua curta duração. Ele já aconteceu em 2014, mas sua próxima e última ocorrência será entre 17 de fevereiro e 22 de março de 2015. Trata-se de Urano em trígono a Plutão. São os dois mais criativos planetas, e podem favorecê-la com a capacidade de encontrar saídas onde parecia não havê-las, como verdadeiros “ovos de Colombo”.

Nesse período ela terá a criatividade aumentada, a capacidade de se articular melhor, de empolgar e arrebanhar colaboradores e de objetivar projetos. É um “hiato” em meio à crise em que ela se viu e se verá obrigada a encarar impedimentos maiores do que suas forças. É o momento de apostar e tentar tudo, o momento em que ela pode esperar o melhor resultado de suas tentativas para driblar obstáculos, qualquer coisa feita após esse período não terá as mesmas chances de sucesso.

Esse é um aspecto que habitualmente leva a pessoa a uma nova, maior, mais profunda e dinâmica compreensão das coisas. Permite a ela enxergar o que há de errado no rumo que vem dando a cada assunto e a perceber a correção de rumo que deve adotar. Ele facilita enxergar de maneira mais aberta e livre de vícios de entendimento anteriores. A presidente poderá surpreender tirando ainda alguns novos coelhos da cartola e oferecendo soluções pontuais e precisas, que amenizem os sustos e dores previstos. Urano em trígono a Plutão inspira bons insights e disposição para aceitar o novo e aprender.

É um período propício também para a pessoa buscar recursos que a ajudem a ampliar sua consciência, a pessoa quando passa por esse trânsito ambiciona ir além do nível superficial usual e se vê tomada pelo desejo de enxergar e mudar mais profundamente. Esse trígono enriquece e aprofunda a compreensão e auxilia a enxergar onde mudanças podem ser construtivas e a tirar vantagem de oportunidades que se apresentam. Provavelmente em sua primeira passagem contribuiu para que a presidente visse e entendesse a economia de uma nova maneira.

O terceiro aspecto será Urano em quadratura a Vênus, uma conjuntura que poderá proporcionar dissabores resultantes de suas oscilações de humores. Ele começará em abril e se estenderá até dezembro de 2015.  A partir de seu início, tornar-se-á bem mais difícil à presidente encontrar boa vontade de colaboradores. O melhor para ela parece ser, sem dúvidas, “amarrar” de maneira bem redonda todos os pactos de governança possíveis até 22 de março, no restante do ano, com essa quadratura de Vênus, ela facilmente tropeçará em suscetibilidades, insatisfações e, pode-se especular ou quase afirmar, má vontade e resistências onde ela mais precisar de apoio.

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Leia também:

As manifestações das ruas segundo a quadratura de Urano com Plutão: 

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=2234

O Que Será o Amanhã?:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=2251

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8 Responses to O céu do país em 2015

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A Simplicidade da Fênix

A Simplicidade da Fênix

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Pedro Tornaghi

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Um dos 12 trabalhos de Hércules foi limpar os dejetos fecais de centenas de cavalos no estábulo de um rei. Muitos se perguntam se isso é uma façanha digna de estar elencada entre os 12 feitos do mais emblemático dentre os heróis. Talvez seja difícil entender o que há de tão heroico na missão. Hércules não sujou suas mãos. Foi muito prático, desviou o curso de dois enormes rios de maneira que eles lavassem, de uma só tacada, todo o perímetro afetado pela manada real. Mostrou possuir a criatividade, agudeza e objetividade de uma fênix.

 

Às vezes precisamos evocar a eficiência e frieza de uma fênix para dar passos necessários ou para nos desembaraçarmos de percalços em nossas vidas. Entender esse animal, sua natureza e estratégias pode ser fundamental em momentos de dificuldades ou de impasses.

 

A fênix é um pássaro quase onipresente em mitologias, ela está presente nas tradições chinesa, indiana, persa, egípcia e grega, entre outras. Ninguém sabe afirmar onde ela surgiu primeiro, por muito tempo se acreditou que ela vinha do “benu”, pássaro que habitava o antigo Egito. Em tempos recentes passou-se a crer que a alegoria nasceu no oriente, provavelmente na Índia.

 

Seu mito fala de um pássaro nascido no coração do Deus-Sol que, quando sente a morte se aproximar, constrói ele mesmo uma pira de ramos de plantas sagradas e aromáticas, em cujas chamas morre queimado. De suas cinzas, mais tarde, brota uma nova fênix, que junta os restos da sua antecessora dentro de um ovo de mirra e voa com ele à cidade do Sol, onde o coloca em um altar.

 

Trata-se de uma história de renascimento e perpetuação que sempre teve o poder de fascinar por falar de alguns elementos essenciais ao ser humano. Mas por outro lado, diferentemente da façanha pedida a Hércules, de limpar um estábulo, a capacidade da fênix de renascer das próprias cinzas parece sobre-humana e inalcançável por um mortal comum. Talvez porque levemos o mito ao pé da letra e percamos de vista possíveis  significados apontados por ele.

 

A engenharia e a força desse mito começam pela fênix morrer de auto-combustão. Seus recados mais essenciais já estão presentes aí. Como uma fênix, é preciso sabermos o momento de morrer para aquilo que vínhamos fazendo e sendo e com isso saber quebrar o ciclo de hábitos repetitivos, já destituídos de importância ou de possibilidades de crescimento, para mais adiante recuperar o contato com a essência milagrosa da vida.

 

Mas morrer é uma palavra forte. Fica menos dramático se lembramos que a fênix na China é comparada ao sol, que aparentemente morre todo final de dia para renascer pela manhã. Sim, na verdade ele não morre, apenas se esconde no horizonte ao fim da tarde, para reaparecer no lado oposto pela manhã. Ou podemos olhar para uma árvore que aparentemente morre no inverno porque sua seiva se retira toda para as raízes, de maneira a economizar forças no inverno e ter a necessária energia para, na próxima primavera, ressurgir com disposição e criar novos caminhos no tronco em direção ao Sol.

 

Sim, o aparente renascimento dramático das cinzas pode ser apenas o retomar de um vigor guardado nas profundezas de si. Dessa forma, a missão de nossa fênix pode ser a de mergulhar em nossas próprias raízes e contatar a verdade interior esquecida pela excitação do verão, para que ela volte com força à superfície, recuperando para nossos dias, o sentido evolutivo guardado a sete chaves e esquecido em algum lugar do passado.

 

A fênix se torna brasa, depois cinza, depois adubo que fertilizará o – solo para o – novo nascimento. Uma grande fênix – que não podia mais crescer – se vai, uma pequena surge, com todas as possibilidades de crescimento em si.

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13 Responses to A Simplicidade da Fênix

  • jacqueline rodrigues pino:

    Gostaria de informações sobre cursos.

  • Cida Teixeira:

    Adorei seu texto, sempre me impressionei com essa história e você mostrou outras informações muito interessantes. Parabéns!!!!!

  • edna Rodrigues leite seixas:

    Um trabalho maravilhoso! Adorei!
    Parabéns!!!

  • edna seixas:

    Parabéns!!!!!

  • Valéria:

    Belo texto como todos os demais! Sou grata a você por tudo que você escreve com tanta clareza e iluminação! Tenha um 2015 abençoado!!!

  • Andreisa Nunes:

    Fascinante essa historia!! E que possamos ter essa sabedoria de renascer a cada etapa difícil!!

  • Eu adoro a Fênix, meu pseudônimo poético é Fênix e tenho vários poemas, esse é um deles: http://blocosonline.com.br/literatura/poesia/temdomes/2013/12/tempoe02.php

  • cris:

    Me identifico bastante com o conceito com que a Fênix é vista na China .Aparentemente falece ao findar do dia para renascer ao amanhecer…. pode até durar mais que um anoitecer bem mais e se formos observados pela lente intrigada dos demais seres à nossa volta, tenderão a pensar que não temos mais fôlego quando, de repente, resolvemos acordar como um vulcão que entra em chamas depois de adormecido e, tomados pela força inquestionável da seta quando atinge o alvo certeiro da vitória, reaparecemos com um brilho que causa espanto, admiração talvez, mas visivelmente emoldurados pela luz indecifrável do poder !

  • Angela Zanol Cavalcanti:

    Linda história de Renascimento, Vida e Morte. Símbolo de força, da imortalidade e do renascimento. ” Nascer é Natural, e Renascer é Arte.” mas podemos renascer na arte de viver.
    Que o seu renascer de todos os dias seja iluminado pelo Divino com todo seu esplendor.
    Grata!!! Bjsss!…

  • Fatima Paleari:

    Essa historia me encanta. Obrigada Obrigada.

  • Zélia Siqueira:

    Um presente oportuno o seu texto. Ele dialoga com minha interioridade, principalmente no dia de hoje. Como a Fenix, preciso renascer, desgarrar de sentimentos equivocados, que escravizam e não permite o fluir da vida.

  • Fatima lopes matos:

    Amei, muito interessante! DEUS abençoe você por colocar essas maravilhas prá gente. Bjs no teu coração

  • Beatriz Carolina Mó:

    Há alguns anos atrás participei de um trabalho contigo no (treinamento na Petrobrás) e depois refeição no Restaurante Gohan(Arcos). Prazer!

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Escolhendo a Felicidade

Escolhendo a Felicidade

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Pedro Tornaghi

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” O que define o seu destino não são suas condições e sim suas decisões”

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Arthur Rubinstein ficou famoso em seu início de carreira não apenas como exímio pianista mas também por seus instintos irrefreáveis, o gosto por fartura e a excelência em seus gastos. Ele sempre surpreendia por sua capacidade de desperdiçar grandes somas de dinheiro com qualquer coisa em um intervalo muito pequeno de tempo. Auto indulgente, era incapaz de viver modestamente e sempre confiava que sua “estrela da sorte” providenciaria mais quando fosse necessário. Ele criava grandes débitos e sempre, miraculosamente, conseguia se safar. A providência costumava sorrir com generosidade para ele. 

No entanto, um dia o desânimo venceu sua confiança. Sem fundos para pagar o aluguel e nem para comer, e sem perspectivas futuras, ele decidiu se matar. Imediata e impetuosamente, tirou o cinto da cintura e armou uma forca em um gancho alto no banheiro, subiu em um banco e o derrubou com os pés. Mas, não era mesmo o dia de conseguir o que desejava, o cinto rasgou e ele caiu no chão. Meio aturdido e estupefato com a sensação de que nem a morte o queria naquele momento, ele se arrastou até a sala e confidenciou ao piano suas lágrimas e visões. 

Mais tarde ele contou ter amado profundamente aquela música, ter sentido um compêndio de todos os seus sentimentos entrando pelos poros e ouvidos, o que o inflamou a voar e acordou nele um enorme amor que amenizou suas dores. A música o trouxe de volta à vida naquele dia. 

No entanto ele ainda sentia fome e decidiu sair à rua em busca de comida. Ao chegar ao ar livre, uma sensação estranha o atravessou – ele a chamou de revelação. Rubinstein viu o mundo como se pela primeira vez; a rua, as árvores, as casas, os cachorros se perseguindo… tudo parecia diferente, tudo parecia novo. Mesmo os ruídos da cidade soavam inéditos. Fascinado, enxergou uma vida maravilhosa e sentiu que valia a pena vivê-la, mesmo que fosse em uma prisão, desde que vista com esses novos olhos. Se percebeu em um renascimento, que alterou inteiramente sua psique; em pleno caos dos seus pensamentos ele descobriu o que ele mesmo chamou de “o mistério da felicidade”. E ele conta ter se agarrado firmemente a essa experiência que o ensinou a “amar todo o bom e ruim”. A partir desse dia, ele passou a reconhecer nos momentos de tristeza a semente da alegria e da felicidade.  Rubinstein passou a cultivar uma filosofia que poderia ser traduzida por “intenção de estar feliz”. 

Muitos se perguntam, desde que a humanidade existe: é a felicidade uma escolha ou uma consequência de nossas experiências? Ou, em que medida ela é uma ou outra coisa? Ela depende mais de nós ou das circunstâncias em que vivemos? 

Há na tradição sufi a história de um místico que vivia sempre sorridente. Um dia perguntaram a ele o segredo da sua felicidade. Ele disse não haver segredo: “Apenas, toda manhã quando levanto, eu medito por cinco minutos e digo a mim mesmo: ‘Escute, existem agora duas possibilidades: você pode ser triste ou pode ser feliz. Escolha.’ E eu sempre escolho ser feliz”. 

Certamente uma grande parte de nossa felicidade depende de escolhas, mas vale lembrar que existem duas qualidades de felicidade. A primeira, é uma felicidade que depende de alguma situação. A pessoa que tem excesso de peso sabe que ficará feliz se emagrecer, a pessoa que passa por necessidades sabe a felicidade que virá quando ganhar dinheiro, a que sofre por solidão imagina o quanto experimentará de felicidade ao encontrar um grande amor. São experiências felizes legítimas e que são estimuladas pela atitude que tomamos frente a vida. Mas são experiências que possuem o seu oposto no terreno da infelicidade, se a magreza, o dinheiro ou o amor não vierem, apesar de todo o empenho para que venham, não se vai experimentar essa felicidade. 

O segundo tipo de felicidade é fruto de uma coesão da pessoa com o seu íntimo; independente de qualquer sucesso em alcances pessoais, a pessoa se sente feliz por estar sendo coerente consigo mesma, por estar agindo conforme sua verdade interior, e não por indução do que os outros acham conveniente. Deveríamos ter duas palavras diferentes para esses dois estados, é inegável que os dois podem ser traduzidos por “felicidade”, mas são experiências diferentes. A língua inglesa tem “happiness” e “bliss”. Talvez pudéssemos traduzi-las por “felicidade” e “júbilo”. Mas, tendo ou não palavra que defina, uma coisa é certa: para o primeiro estado de felicidade nossa decisão pesa muito mas não é garantia de alcance, para o segundo, nossa decisão é tudo.

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14 Responses to Escolhendo a Felicidade

  • Clarice Rosa:

    Uma excelente maneira de começar o dia, lendo um artigo assim. Vou decidir hoje pela felicidade. Obrigada. Cla

  • Carmen Lia Araújo:

    Desde pequena intuitivamente decidí ser feliz! Apesar de tudo ou exatamente por ter tudo para não sê- lo.
    Contrariando todas as expectativas e até mesmo o desejo de uns sobreviví, vinguei continuei viva e cada vez mais feliz!
    Isso intriga algumas pessoas, desperta curiosidade e admiração de outros que convivem comigo. Me questionam como consigo? Devo ser uma pessoa com dons especiais? Sempre lhes digo a minha verdade: prefiro permear os problemas quando surgem com a minha felicidade assim eles não resistem muito tempo e pouco à pouco se adoçam e se aliam à mim e juntos buscamos uma solução!
    Outro dia encontei uma amiga que não me via à alguns anos e que me disse:- o que fizestes estás mais bonita?
    Estás melhorando da EM?
    Respondi-lhe:- Não! Também não estou pior, mas é que agora tenho um câncer e como é uma doença nova é necessário que eu recarregue as baterias. Preciso de mais luz, mais energia e mais alegria para compreender com maior compaixão os meus semelhantes!
    Não foi minha intenção, muito pelo contrário, mas ela chorou!
    Todos querem saber, mas nem sempre suportam a minha verdade!
    Recebo muitas graças de Deus diariamente. Uma delas foi ter te encontrado Pedro com essa sabedoria tão grande e confortadora! Tens me ajudado muito!
    Sinto-me completamente recompensada e agradecida à vida por ter persistido e chegado até aqui! Sempre querendo aprender mais! Um abraço fraterno com toda a minha gratidão!

  • Perfeitas lições da escolha da felicidade. Gostei muito de ambas. Temos que caminhar e lutar entre os opostos e assim aprendemos a aquiescer a um princípio maior em detrimento de um menor. Experimentando o caos, às vezes aprendemos como fazer as melhores escolhas na vida e à medida que formos levados para mais perto de nossa alma, esta influência fará a diferença. Namastê.

  • Sinto que esta ideia é bastante pertinente para que possamos definir o que queremos e até que ponto podemos alcançar o que queremos. É importante, e a gente aprende isso com as dificuldades que aparecem em nossa vida, que saibamos também agir (ou reagir) diante das perdas e das “derrotas”. Sempre digo que não adianta ficar olhando para trás, chorando o que perdeu; ao contrário, é necessário persistir, se há possibilidade de retornar ao objetivo ou desistir e procurar alguma coisa que tenhamos mais condições de alcançar. Sempre pensei que tudo o que vem em nossa vida, para bem ou para mal, depende das escolhas que fazemos. Muitas vezes, inclusive, deve-se pesar se essas escolhas terão resultados só para a nossa vida ou também poderá refletir na vida de outros que nos cercam. Tomar decisões é gerenciar o presente e investir no futuro.

  • Que incrível, esta experiência neste texto vem expressar o que venho venho vivenciando
    em minha vida nos dias de hoje, com a segunda escolha a sua vida se torna mágica, maravilhosa, feliz, a manifestação da alma e do espírito(santo), dentro de você, então você é feliz, próspero, inteligente, disposto, viril, calmo, compreensivo, enfim, a mais pura e simples manifestação de uma existência nova de alma em espirito, é muito bom isso, aproveitem, a vida aqui é para aproveitar, tornar a sua existência exuberante.

  • Desde muito cedo na vida, escolhi ser feliz independente das circunstâncias! Manter um jardim interior povoado de sorrisos, atitudes nobres e coragem! Felicidade para mim é um estado de espírito e acredito que podemos nos manter assim sem nos contaminar pelo entorno! Assim como não concedo a ninguém o pode de roubar a minha paz, também não permito que roubei a minha alegria e fé na vida! Eu escolho ser feliz! ♡♡

  • Desde muito cedo na vida, escolhi ser feliz independente das circunstâncias! Manter um jardim interior povoado de sorrisos, atitudes nobres e coragem! Felicidade para mim é um estado de espírito e acredito que podemos nos manter assim sem nos contaminar pelo entorno! Assim como não concedo a ninguém o poder de roubar a minha paz, também não permito que roubem a minha alegria e fé na vida! Eu escolho ser feliz! ♡♡

  • Apesar de muitos percalços, escolhi ser feliz. Somos singulares. Temos defeitos, mas temos dons e predicados. Lendo uma matéria sobre hábitos de filósofos, vi que podemos, com força de vontade separar o joio do trigo.

    Interessante matéria. Trazida a luz da razão, ninguém foge a oráculos e profecias. Os livros ditos sagrados estão pleno dessas histórias. Acredito que somos marcados por tragédias quer queiramos ou não. O mundo nos faz sentir isso. Há N fatores. Um novo paradigma surge com Kardec e sua doutrina, nasce como uma ciência sobre os espíritos e reencarnações. Há uma resistência a ela que aos poucos estão se desfazendo. Sempre notei que os espíritas são por demais preconceituosos e irrelevantes com os que não professam a sua crença. Respeito todas as crenças, mas creio que o foco verdadeiro seria o conhecimento e uma paneira, jogando fora tudo o me faz mal, e ficando com o trigo, sem discriminação ou preconceito, cada um cada um… cada dois… cada dois… Minha mãe sempre achava que morreria cedo e morreu aos 51 anos. Falava em forças ocultas e em maldições. Éramos uma família de 11 irmãos. Pediu-me que rezasse muito. Após sua morte aconteceria muitas tragédias. E aconteceram. Sobrevivi e muito feliz vou fazer 72 anos. Fui levada quando mais moça, por uma cunhada e pelo meu ex-marido a cultos macabros de magia negra. Não podia imaginar, tal coisas. Professora 44 horas, tive um esgotamento nervoso. Minha filha acidentou-se, depois teve câncer neoplasia linfática. Sobrevivemos. Creio que foram minhas orações. Durante o esgotamento li muito: evangelho salmos a bíblia, filosofia, matérias de conhecimento. Vi que não dá pra ir atrás do que dizem, principalmente leigos. Tudo é dito e escrito por humanos. O tomate de uma forma é muito bom, mas metaforicamente, se eu não gosto, não vou comê-lo e ponto. Gostei imenso da matéria. Rir é o melhor remédio. Tive um sonho entre tantos pesadelos que temos. Gostei muito: Era um imenso, infinito mar. Estava na areia da praia a contemplá-lo. Mas eis que ele se agitava com fúria. Senti temor. Um leviatã imenso emergia daquelas águas que subiam e desciam em colossais ondas. Era um homem. Um gigante e se parecia com Deus. Ainda tremia. Deitado sobre aquelas ondas que se transformavam num lindo colchão ondulante, deixava sair de cada um de seus olhos, dois imensos oceanos de águas cristalinas. Essas águas corriam para um imenso bosque de belas e altíssimas árvores verdejantes. Esqueci do gigante e debrucei-me para melhor observar aquelas águas. Qual não foi minha surpresa. Lá estava a Sagrada Família, Jesus Maria José, lindíssimos como numa linda tela. São os mais lindos ícones e símbolos jamais visto. Acordei. Impressionei-me muito com esse sonho. E um dia vi numa figura, foto o rosto do gigante, parecia-se com Sócrates, o filósofo. Somos carne e alma e não podemos fugir. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar.Tudo de bom aos amigos. o conhecimento nos liberta e parabéns Jakson Paul pela matéria.

  • Interessante matéria. Trazida a luz da razão, ninguém foge a oráculos e profecias. Os livros ditos sagrados estão plenos dessas histórias. Acredito que somos marcados por tragédias quer queiramos ou não. O mundo nos faz sentir isso. Há “n” fatores. Um novo paradigma surge com Kardec e sua doutrina, nasce como uma ciência sobre os espíritos e reencarnações. Há uma resistência a ela que aos poucos estão se desfazendo. Sempre notei que os espíritas são por demais preconceituosos e irrelevantes com os que não professam a sua crença. Respeito todas as crenças, mas creio que o foco verdadeiro seria o conhecimento e uma paneira, jogando fora tudo o me faz mal, e ficando com o trigo, sem discriminação ou preconceito, cada um cada um… cada dois… cada dois… Minha mãe sempre achava que morreria cedo e morreu aos 51 anos. Falava em forças ocultas e em maldições. Éramos uma família de 11 irmãos. Pediu-me que rezasse muito. Após sua morte aconteceria muitas tragédias. E aconteceram. Sobrevivi e muito feliz vou fazer 72 anos. Fui levada quando mais moça, por uma cunhada e pelo meu ex-marido a cultos macabros de magia negra. Não podia imaginar, tal coisas. Professora 44 horas, tive um esgotamento nervoso. Minha filha acidentou-se, depois teve câncer neoplasia linfática. Sobrevivemos. Creio que foram minhas orações. Durante o esgotamento li muito: evangelho salmos a bíblia, filosofia, matérias de conhecimento. Vi que não dá pra ir atrás do que dizem, principalmente leigos. Tudo é dito e escrito por humanos. O tomate de uma forma é muito bom, mas metaforicamente, se eu não gosto, não vou comê-lo e ponto. Gostei imenso da matéria. Rir é o melhor remédio. Tive um sonho entre tantos pesadelos que temos. Gostei muito: Era um imenso, infinito mar. Estava na areia da praia a contemplá-lo. Mas eis que ele se agitava com fúria. Senti temor. Um leviatã imenso emergia daquelas águas que subiam e desciam em colossais ondas. Era um homem. Um gigante e se parecia com Deus. Ainda tremia. Deitado sobre aquelas ondas que se transformavam num lindo colchão ondulante, deixava sair de cada um de seus olhos, dois imensos oceanos de águas cristalinas. Essas águas corriam para um imenso bosque de belas e altíssimas árvores verdejantes. Esqueci do gigante e debrucei-me para melhor observar aquelas águas. Qual não foi minha surpresa. Lá estava a Sagrada Família, Jesus Maria José, lindíssimos como numa linda tela. São os mais lindos ícones e símbolos jamais visto. Acordei. Impressionei-me muito com esse sonho. E um dia vi numa figura, foto o rosto do gigante, parecia-se com Sócrates, o filósofo. Somos carne e alma e não podemos fugir. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar.Tudo de bom aos amigos. o conhecimento nos liberta e parabéns Jakson Paul pela matéria.

  • Dinair Mendanha:

    Nasci para Ser Feliz!

  • Emerson Santos:

    Olá… Jesus disse – Há mais prazer em dar do que em receber… Outra pessoa com teor de pureza de espirito é Jó, que disse – Só devemos esperar as coisas boas Deus, nu nasci e nu serei, mas mesmo com tudo isto bendito seja o Criador do Universo. Estou começando a aproveitar melhor a meditação (algo interno) junto com a oração (algo externo) que melhora nossa alma, é a cura do espirito humano. Principalmente no mundo egoísta que vivemos.

  • Elvira Gama:

    Felicidade relativa e felicidade absoluta!!! Fica a dica.

  • VERA COSTA:

    16 de dezembro de 2014 as 21:37
    Quem não almeja a felicidade? Na verdade quando pequenos não entendemos muito, mas uma coisa fica claro: sentir a energia positiva entre todos da nossa família, a harmonia, os sorrisos, os sonhos realizados, a saúde e por aí vai. Com o passar do tempo, a maturidade vem fluindo e começamos a enxergar os caminhos que nos levam a descobrir a verdadeira FELICIDADE, sim, pois se encontra dentro de cada um de nós. Agora, temos que recorrer ao ensinamento do nosso MESTRE JESUS: Vinde a mim se estás cansado, com seus fardos pesados e EU os livrarei e Aprendei de Mim que manso e humilde de coração – Mt11,28. Fiquemos atentos aos verbos anunciados por JESUS. Com certeza encontraremos a felicidade. A palavra humilde vem de humos, terra fértil, daí nasce a bondade, o amor , a compreensão, a doação , enfim você se sentirá tão bem, tão agraciado por DEUS que sentirá a FELICIDADE palpitando toda hora. Mesmo nas horas difíceis ela, a FELICIDADE, estará contigo, acredite. É muito maravilhoso!

  • Cida Teixeira:

    Como já passei por diversas situações difíceis na vida, tenho optado por selecionar muito bem o que está à minha volta, mesmo que eu goste de certas coisas, posso optar por deixá-las se estiverem me trazendo tristeza.
    Felizmente na parte interna, consigo me relacionar bem comigo mesma, me fortalecendo para enfrentar com coragem os problemas do cotidiano, geralmente apareço firme, forte e feliz para encarar a rotina e as pessoas que convivo.
    Não tenho mais vontade nem tempo para ser infeliz, quero felicidade e prazer constantes na minha vida.

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A Sabedoria e a Prosperidade

A Sabedoria e a Prosperidade

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Certo dia, em um reino distante, um jovem que entrou numa floresta e disse ao seu mestre espiritual: “Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?”

O mestre espiritual respondeu: “Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é.” Com um sorriso, ele prosseguiu:

“Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa da Sabedoria, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Prosperidade. Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca a deusa da Sabedoria, mais a deusa da Prosperidade quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre.”.

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7 Responses to A Sabedoria e a Prosperidade

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Insegurança e Êxtase

Insegurança e Êxtase

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Pedro Tornaghi

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A queda inesperada de um avião com uma personalidade sempre inclina muitos a refletir sobre o quanto a vida é insegura. Mas, será sempre necessário sermos surpreendidos por um desastre para redescobrirmos essa realidade? Por que tamanha dificuldade em lidar com a insegurança? Por que escondê-la sob sete chaves? A vida é insegura por natureza, essa é uma qualidade indissociável dela. Isso não pode ser mudado. 

A vida está sempre se movendo do conhecido para o desconhecido. Como controlar o que não se conhece? Estar vivo é cruzar do conhecido para o desconhecido. E esse cruzamento é sinônimo de insegurança. O momento em que você passa por essa fronteira, você sente a insegurança. E, com essa insegurança, você se torna novamente sensível. Você se torna permeável pelo Universo. A dança da vida volta a dar voltas dentro e fora de você. O palpitar da existência acorda suas melhores qualidades. Você se torna um novo ser. Alguém que estava no ovo, quebra a casca, e você finalmente descobre o universo. Se integra a ele. Não há mais separação. Não há mais casca de ovo. Não há mais escuridão no interior do ovo. Não há mais interior, não há mais exterior, o pássaro está no universo. Suas asas serão, a partir de agora, sustentadas por esse universo. Não há mais dissociação, não há mais angústia, não há mais temor, não há mais saudade de um paraíso perdido. Há apenas o amor. A dança reveladora de cada novo momento, do conhecido para o desconhecido, do desconhecido para o conhecido. Você adentra em um tempo não mapeado. E a falta de referências é êxtase. É júbilo. É dança. É alegria. É felicidade. 

Você foi capturado por essa dança. Pelo êxtase. Pela felicidade. 

O medo do desconhecido é também o medo da verdade. A verdade é uma estrangeira em meio a nossas convicções. Nossas certezas são mentiras que alimentamos para nos proteger do desconhecido e ocultar a verdade. Tentamos nos cercar do que é conhecido como forma de nos proteger do desconhecido. E nossas crenças podem ser conhecidas, podem ser controladas, podem nos dar uma falsa noção de segurança. Experimente abrir mão das certezas, entregar-se à sua insegurança com amor e veja o que acontece. Se você amar sua insegurança, que mal ela lhe fará? 

Se você aceitar a insegurança, a vida estará em aberto para você, existirão possibilidades. Se você quiser a segurança, terá que se contentar com o já conhecido, o conhecido que não resolveu suas questões anteriormente e que também não resolverá as ainda desconhecidas que aparecerão pela frente. 

Se você aceita a insegurança, você se torna penetrável. Pela vida e pelo êxtase. 

O universo é imenso e desconhecido para você. Você só poderá aceitá-lo quando aceitar o desconhecido. Você só poderá amá-lo quando amar o desconhecido. Você só poderá ter um caso de amor com o universo e com a vida quando amar o desconhecido. E, tudo o que você vê na sua frente faz parte do universo. Você só poderá conhecer o amor com qualquer coisa à sua volta, se estiver aberto para o amor universal. A insegurança é, dessa maneira, a porta para o seu “país da maravilhas”. É a porta, a única existente, para o amor e para a realização. Ame-a e um milagre acontecerá. Ame-a e o Universo amará você.

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Leia também:

Evoluir em Profundidade: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=999

Desvios do Caminho: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=2919

Senso de Urgência: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=921

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One Response to Insegurança e Êxtase

  • Angela Zanol Cavalcanti:

    O texto é maravilhoso e o ” Pais das Maravilhas ” é uma Dádiva de Deus. O conhecido e o desconhecido….Quando chegamos na encruzilhada da vida…Ou abrimos mão da segurança, do conhecido para o desconhecido e abraçamos o Amor Universal ou continuamos na mesmice do conhecido. Grata por sua amabilidade de nos presentear com um artigo bem elaborado e explicado. Uma bela tarde.Bjsss

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Osho – Aprenda a ser paciente

Aprenda a ser paciente

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Osho

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O caminho do Tao não é o da iluminação repentina. Ele não é como o Zen. Zen é iluminação repentina, Tao é crescimento gradual. O Tao não acredita em mudanças repentinas e abruptas. O Tao acredita em respeitar o ritmo da existência, permitindo que as coisas aconteçam por elas mesmas, sem forçar o seu caminho, sem forçar o curso do rio. O Tao diz: não há necessidade de estar com pressa porque a eternidade está disponível para você. Plante as sementes no tempo certo e espere; a primavera virá; ela sempre vem. E quando a primavera vier, as flores aparecerão. Mas, espere, não tenha pressa.

Não comece a puxar a árvore para cima, para que ela possa crescer mais rápido. Não tenha esse tipo de mente que pede que tudo seja como café instantâneo. Aprenda a esperar, porque a natureza tem um movimento muito vagaroso. É devido a esse movimento vagaroso que existe graça na natureza. A natureza é muito feminina, ela se movimenta como uma mulher. Ela não corre nem fica apressada. Ela vai muito devagar, uma música silenciosa. Existe grande paciência na natureza e o Tao acredita no caminho da natureza. ‘Tao’ significa exatamente natureza. Assim o Tao nunca está com pressa; isto tem que ser entendido.

O ensinamento fundamental do Tao é: aprenda a ser paciente. Se você puder esperar infinitamente, a iluminação pode mesmo acontecer instantaneamente. Mas você não deve pedir para que ela aconteça instantaneamente: se você pedir, pode ser que nunca aconteça. O seu próprio pedido se tornará um obstáculo. O seu próprio desejo criará uma distância entre você e a natureza. Permaneça em sintonia com a natureza, deixe que a natureza tenha o seu próprio curso; e sempre que ela vem, ela é boa; sempre que ela vem, ela é rápida. Mesmo que ela demore séculos para chegar, ainda assim ela não estará atrasada; ela nunca está atrasada. Ela sempre chega no momento certo.

O Tao acredita que tudo acontece quando é necessário; quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. Quando o discípulo está finalmente pronto, Deus aparece. O seu valor, o seu vazio, a sua receptividade, a sua passividade tornam isto possível; não a sua pressa, não a sua correria, não a sua atitude agressiva. Lembre-se: a verdade não pode ser conquistada. É preciso entregar-se à verdade, é preciso ser conquistado pela verdade.

Mas toda a nossa educação, em todos os países, ao longo dos séculos tem sido de agressividade e de ambição. Nós tornamos as pessoas muito rápidas. Nós as tornamos muito medrosas. Nós lhe dizemos: ‘tempo é dinheiro e é muito precioso. Se o tempo for perdido uma vez, ele ficará perdido para sempre, por isso corra; tenha pressa.’

Isto tem levado as pessoas à loucura. Elas correm de um ponto a outro; elas nunca curtem lugar algum. Elas correm ao redor do mundo de um hotel intercontinental a outro hotel intercontinental. E eles são todos iguais, não há diferença, esteja você em Tóquio, em Mumbai, em Nova York ou em Paris. Esses “hotéis intercontinental” são todos iguais, e as pessoas continuam correndo de um para o outro, pensando que elas estão viajando através do mundo. Elas poderiam ter se hospedado em apenas um hotel intercontinental e não haveria necessidade de ir a nenhum outro mais. Todos eles são iguais. E elas pensam que estão indo a algum outro lugar. A rapidez está tornando as pessoas neuróticas.

O Tao é o caminho da natureza, do jeito que as árvores crescem e os rios correm e os pássaros e as crianças… exatamente do mesmo jeito crescemos para Deus.

Não tenha pressa e não se desespere. Se você fracassar hoje, não perca as esperanças. Se você fracassar hoje, isto é natural. Se você continuar fracassando por alguns dias, isto é natural.

As pessoas têm tanto medo de fracassar que, devido a este medo, elas nunca arriscam fazer tentativas. Existem muitas pessoas que nunca se apaixonaram porque elas têm medo. Quem sabe? Elas podem ser rejeitadas, por isso elas decidiram permanecer sem amar, assim ninguém jamais as rejeitará. As pessoas têm tanto medo de fracassar que nunca tentam qualquer coisa nova. Quem sabe? Se elas fracassarem, o que poderá ocorrer?

E, naturalmente, para se movimentar no mundo interior você terá que fracassar muitas vezes, porque você nunca se movimentou ali antes. Toda a  sua habilidade e eficiência têm sido em movimentos externos, em extroversão. Você não sabe como se movimentar internamente. As pessoas escutam as palavras ‘movimente-se internamente, vá para dentro’, mas isso não faz muito sentido para elas. Tudo o que elas sabem é como ir para fora, é como ir para o outro. Elas não conhecem qualquer caminho de volta para si mesmas. Por causa dos seus velhos hábitos, é muito provável que você fracasse muitas vezes. Não perca as esperanças.

A maturidade chega vagarosamente. É certo que ela chega, mas isto leva um tempo. E lembre-se: para cada pessoa ela chegará num ritmo diferente, por isso não compare, não comece a pensar: ‘alguém está se tornando tão silencioso, e tão feliz, e eu ainda não alcancei isto. O que está acontecendo comigo?’ Não se compare com quem quer que seja, porque cada um viveu de uma maneira diferente em suas vidas passadas. Mesmo nesta vida, as pessoas têm vivido diferentemente. Por exemplo, um poeta pode ter mais facilidade em ir para dentro que um cientista; seus treinamentos são diferentes. Todo o treinamento científico é para ser objetivo, para se preocupar com o objeto, para observar o objeto, para esquecer a subjetividade. Para ser um cientista é preciso colocar-se completamente ausente do seu experimento. Ele não pode estar envolvido no experimento, não pode haver qualquer envolvimento emocional. É preciso estar completamente desapegado, como um computador. Ele não deve ser um humano, de jeito algum. Só assim ele será um verdadeiro cientista e será bem sucedido na ciência.

Um poeta tem uma habilidade totalmente diferente, ele fica envolvido. Quando ele observa uma flor, ele começa a dançar ao redor dela. Ele participa, ele não é um observador desapegado. Um dançarino pode vivenciar isto ainda com mais facilidade porque ele e a sua dança são apenas um e a dança é tão interna que o dançarino pode movimentar-se em seu espaço interior mais facilmente. Então, nas velhas e misteriosas escolas de mistérios do mundo, a dança era um dos métodos secretos. A dança era o fenômeno mais religioso, mas ela perdeu o seu significado tão completamente que quase caiu na polaridade oposta. Ela tornou-se um fenômeno sexual; a dança perdeu a sua dimensão espiritual. Mas lembre-se, tudo o que é espiritual, se fracassar, pode se tornar sexual; e tudo o que é sexual, se elevar-se, pode se tornar espiritual. Espiritualidade e sexualidade são irmãs gêmeas. Um músico pode ter mais facilidade que um matemático para entrar em meditação. Vocês têm habilidades diferentes, mentes diferentes e condicionamentos diferentes.

Por exemplo, um cristão pode ter mais dificuldade para meditar que um budista, porque com vinte e cinco séculos de meditação constante, o budismo criou uma certa qualidade em seus seguidores. Assim, quando um budista vem a mim, ele pode entrar em meditação muito facilmente. Quando um cristão vem, a meditação lhe é muito estranha, porque o cristianismo esqueceu-se completamente da meditação; ele só conhece prece.

A prece é um fenômeno totalmente diferente. Na prece, é necessário o outro; ela nunca pode ser independente. A prece é mais como o amor: ela é um diálogo. A meditação não é um diálogo; ela não é como o amor; ela é exatamente o oposto ao amor. Na meditação você fica totalmente só, nenhum lugar para ir, ninguém com quem se relacionar, nenhum diálogo, porque o outro não existe.Você é simplesmente você mesmo, totalmente você. Esta é uma abordagem completamente diferente.

Assim, tudo depende de suas habilidades, de sua mente, de seu condicionamento, de sua educação, da religião na qual você foi criado, dos livros que tem lido, das pessoas com as quais tem vivido, da vibração que criou dentro de si mesmo. Tudo dependerá de mil e uma coisas, mas é certo que ela chegará. Tudo que se precisa é paciência, trabalho silencioso, trabalho paciente e o centramento acontece e a maturidade chega. Na verdade, a pessoa madura e a pessoa centrada são apenas dois aspectos de um mesmo fenômeno. É por isto que a criança não consegue estar centrada, elas estão constantemente se movimentando, elas não conseguem ficar em um ponto, fixas. Tudo as atrai – um carro que passa, um pássaro que canta, o riso de alguém, o rádio do vizinho, uma borboleta voando – tudo, o mundo inteiro lhe atrai. Elas simplesmente pulam de uma coisa para outra. Elas não conseguem estar centradas, elas não conseguem viver com uma coisa tão totalmente que tudo o mais desapareça e se torne não-existencial.

Com a maturidade, o centramento surge. Maturidade e centramento são dois nomes para uma mesma coisa. Mas a primeira coisa a ser lembrada é que ela chega gradualmente. Não compare e não tenha pressa.

                                                                  The Secret of Secrets vol. II

                                                                         Tradução de Sw. Bodhi Champak

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Leia também:

O Tao: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=2987

Wu Wei: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=3008

A força Maleável: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=3065

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Participe do Curso:

“Tao, Meditação e Respiração”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=3020

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3 Responses to Osho – Aprenda a ser paciente

  • paulette naressi:

    Bom dia Pedro,
    agradeço imensamente por seus posts, sempre massageiam minha alma.
    Namaste.
    Paulette.

  • Sônia de Andrade Ramos:

    Belíssimo texto, quase didático mesmo. Admiro demais o Taoísmo, grande “escola” de ensinamentos para a vida. Obrigada, Pedro.

  • Mariza:

    Oi, Pedro, cada vez aprendo mais um pouco com você e através de suas postagens! Este ensinamento de Osho sobre “aprender a ser paciente” me veio na hora certa, pois minha atual fase de vida me requer esta prática a todo momento. É um aprendizado de dentro para fora, muito interiorizado, que me puxa para a reflexão a cada ato e pensamento que cometo. Este ensinamento é o melhor que li porque me é o mais necessário agora! Muito obrigada!
    Um forte abraço.
    Mariza Binato Passos.

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Osho – A Fábula da Centopeia

A Fábula da Centopeia 

Osho

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Aquele que se tornou iluminado, aquele que uniu-se ao Tao, age sem impedimentos. Você sempre age com impedimentos, o oposto está sempre ali criando impedimentos; você não é um fluxo. 

Se você ama, o ódio está sempre ali, como um impedimento. Se você se movimenta, alguma coisa está puxando você para trás, você nunca se move totalmente, alguma coisa sempre fica para trás, o movimento não é total. Você se move com uma perna, mas a outra perna não está se movendo. Como você pode se mover? O impedimento está lá. 

E esse impedimento, esse movimento contínuo com apenas metade de você e o não-movimento da outra metade é a sua angústia. Por que você sente tanta angústia? O que cria tanta ansiedade em você? Seja o que for que você faça, por que a felicidade não acontece para você? A felicidade somente pode acontecer para o todo, nunca para a parte. 

Quando o todo se move sem qualquer impedimento, o próprio movimento é felicidade. A felicidade não é algo que vem de fora, é o sentimento que vem quando todo o seu ser se move, o próprio movimento do todo é felicidade. Não é algo acontecendo a você, é algo que surge de dentro de você, é uma harmonia no seu Ser. 

Se você está dividido – e você está sempre dividido: metade se movendo, metade se contendo; metade dizendo sim, metade dizendo não; metade amando, metade odiando, você é um reino dividido – há um constante conflito em você. Você diz alguma coisa mas aquilo nunca é o que você quer dizer, porque o oposto está ali impedindo, criando um obstáculo. 

Você já ouviu a estória da centopeia? A centopeia estava caminhando… – uma centopeia tem cem pernas – é por isso que se chama centopeia. É um milagre andar com uma centena de pernas. Controlar duas já é tão difícil, controlar cem pernas é realmente impossível, quase impossível, mas a centopeia consegue. 

Uma raposa ficou curiosa – e as raposas são curiosas. No folclore a raposa é o símbolo da mente, do intelecto, da lógica. As raposas são seres muito lógicos. A raposa olhou, observou, analisou, ela não podia acreditar ao ver como a centopeia era capaz de andar com tantas pernas. Ela disse: “Espere, só uma pergunta! Como você consegue? Como você não se confunde e sabe qual pé pôr atrás de qual? Cem pernas! Como acontece essa harmonia, como você consegue andar tão bem?” 

A centopeia disse: “Eu consigo andar, mas nunca pensei nisso. Dê-me algum tempo para pensar como eu faço”. 

Então ela fechou os olhos. Pela primeira vez ficou dividida: a mente como observadora e ela mesma como a coisa observada. Pela primeira vez a centopeia tornou-se duas. Ela costumava viver e andar, e sua vida era um todo; não havia um observador olhando para ela, ela nunca fora dividida. Ela era um ser integrado. Pela primeira vez surgiu a divisão. Ela estava olhando para si própria, pensando. Ela tinha se tornado o sujeito e o objeto, tinha se tornado duas, e então começou a andar. Foi difícil, quase impossível. Ela caiu – como pode você controlar cem pernas? 

A raposa riu e disse: “Eu sabia que devia ser difícil, sempre soube.” 

A centopeia começou a chorar, as lágrimas inundaram os seus olhos. Ela disse: “Nunca foi difícil, mas você criou o problema. Agora eu nunca mais vou conseguir andar.” 

A mente tinha entrado em cena, ela entra em cena quando você está dividido. É por isso que Krishnamurti continua dizendo que, quando o observador se torna o observado, você está em meditação. 

O oposto aconteceu com a centopeia. O todo se perdeu, se transformou em dois: o observador e o observado, divididos. o sujeito e o objeto; o pensador e o pensamento. Então tudo ficou perturbado, perdeu-se a felicidade, o fluxo de harmonia foi interrompido. E foi assim que ela ficou paralisada. 

Sempre que a mente entra em cena, ela vem como uma força controladora, um gerente. Ela não é o mestre, ela é o gerente. E você não chega ao o mestre enquanto o gerente não for posto de lado. O gerente não vai permitir que você alcance o mestre, o gerente vai estar em pé diante da porta, controlando. E todos os gerentes administram mal – a mente tem feito um ótimo trabalho de má administração. 

Pobre centopeia, ela sempre fora feliz. Não tinha problema nenhum. Vivia, cantava, amava, tudo, sem problema algum, porque não havia mente. Com a mente veio o problema – com a pergunta, com a indagação. E existem muitas raposas ao seu redor. Cuidado com elas: filósofos, teólogos, professores, todos eles são raposas. Eles levantam perguntas e criam perturbação. 

Lao Tse, o mestre de Chuang Tzu, disse: “Quando não existia nem um único filósofo, tudo estava resolvido, não havia perguntas e as respostas estavam todas à disposição. Quando surgiram os filósofos, surgiram as perguntas e as respostas desapareceram.” Sempre que existe uma pergunta, a resposta está muito longe. Sempre que você pergunta, nunca obtém a resposta, mas se você para de perguntar, você verá que a resposta sempre esteve ali. 

Não sei o que aconteceu com essa centopeia. Se ela era tão tola quanto os seres humanos, está em algum hospital, aleijada, paralítica para sempre. Mas eu não acho que as centopeias sejam tão tolas. Ela deve ter deixado a questão de lado. Deve ter dito à raposa: “Guarde suas perguntas para si mesma, e me deixe andar em paz.” Ela deve ter descoberto que essa divisão não lhe permitiria viver, porque a divisão causa morte. Indiviso, você é vida; dividido, você é morte. Quanto mais dividido, mais morto. 

O que é felicidade? Felicidade é a sensação que surge em você quando o observador se torna o observado. Felicidade é a sensação que surge em você quando você está em harmonia, não fragmentado; quando você é um, não está desintegrado, é indiviso, uno. Esse sentimento não é algo que vem de fora. Felicidade é a melodia que brota da sua harmonia interior.

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Leia também:

O Tao: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=2987

Wu Wei: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=3008

A força Maleável: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=3065

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Participe do Curso:

“Tao, Meditação e Respiração”:

http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=3020

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6 Responses to Osho – A Fábula da Centopeia

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